Hank Azaria dubla Lou, dos Simpsons
Foto de Hank Azaria via Shutterstock
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Definitivamente estamos vivendo uma nova era de conscientização a respeito do racismo.

Desde o brutal assassinato do norte-americano George Floyd, homem preto sufocado até a morte por um policial branco, protestos tomaram conta do planeta e as coisas parecem estar acontecendo até mesmo entre gigantes da indústria do entretenimento.

Como nós falamos por aqui, há diversas bandas mudando de nome por conta das conexões racistas de como eram conhecidas: o Lady Antebellum mudou para Lady A, por exemplo, e Slaves e Dixie Chicks tiveram atitudes parecidas.

Agora, a série animada Os Simpsons, que bate recordes a cada ano em que é renovada, adotou uma postura louvável comunicada em texto do site The Hollywood Reporter.

Segundo a matéria, atores brancos não serão mais os dubladores de personagens negros ou pardos, o que acontece bastante hoje em dia.

Simpsons, Apu e Hank Azaria

Apu Nahasapeemapetilon The Simpsons
Divulgação

Como exemplo, o ator Hank Azaria fez história em The Simpsons ao ser o dublador do indiano Apu Nahasapeemapetilon, que inclusive já vinha levantando questões para discussões raciais há algum tempo.

Em 2017, o comediante Hari Kondabolu lançou um documentário chamado The Problem With Apu, ou “O Problema com Apu”, falando sobre estereótipos de grupos marginalizados.

Desde então a produção do seriado no ar há mais tempo em horário nobre de toda televisão americana passou a discutir a questão mas nunca chegou a um entendimento, e Hank Azaria disse que não se sentia mais confortável para dublar Apu, pedindo por “mais diversidade entre os roteiristas”.

Azaria ainda interpreta Carl Carlson e Lou, ambos negros, além de Bumblebee Man, hispânico. Enquanto isso, Harry Shearer dublou Dr. Hibbert, personagem negro, e Tress MacNeille interpretou personagens não-brancos como Manjula, a esposa de Apu.

Na declaração publicada pelo THR, os responsáveis por The Simpsons dizem que irão “seguir em frente e não terão mais atores brancos dublando personagens não-brancos.”