Quebrada Queer
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Ao longo da história a sociedade passou por diversas transformações. E boa parte delas foi incentivada por movimentos que reivindicavam direitos a grupos que estavam à margem do considerado “ideal” pelo sistema. Esses movimentos reivindicaram direitos para os menos favorecidos, para as mulheres, para os negros…

O objetivo desses movimentos sempre foi “horizontalizar” a nossa sociedade, ou seja, fazer com que todos sejam iguais e nenhum grupo esteja em um patamar mais alto. Atualmente, um outro grupo que anda cobrando seus direitos e defendendo suas bandeiras é a comunidade LGBT.

Na música, essa militância já está muito presente. Vai da MPB do As Bahias e a Cozinha Mineira até o pop de Pabllo Vittar. São drags, lésbicas, gays, trans e queers que querem ser ouvidos e ouvidas. E a melhor parte nisso tudo é a crescente aceitação do público em geral, e aliás, não tem porque não aceitar, certo?

A comunidade LGBT cresce também na cena do rap. Rico Dalasam, Jeza da Pedra e outros incríveis artistas levantam a bandeira em seus versos. No entanto, o rap brasileiro nunca teve um grupo de artistas que se juntaram por conta dessa causa…

 

… Até agora!

Com um EP e participações em grandes canais de rap, o grupo Quebrada Queer uniu seis participantes dessa comunidade em prol da representatividade dos LGBT no mundo do rap. Formado pelos integrantes Murilo Zyess, Tchelo Gomez, Guigo, Apuke, Harlley e Lucas Boombeat, o Quebrada conquistou a cena desde a estreia com a faixa homônima, divulgada pelo canal Rap Box no ano passado.

Com crescente visibilidade, o grupo foi ao Rio de Janeiro se apresentar pela primeira vez no Circo Voador, uma das mais simbólicas casas de show da cultura musical brasileira. A apresentação foi no último dia 22 (sexta), na mesma noite em que Criolo se apresentou.

Batemos o papo com Guigo, um dos MCs do grupo, antes do dia do show. Conversamos sobre a visibilidade do grupo, sobre a chance de se apresentarem no Circo e, é claro, sobre a cena LGBT da música brasileira.

TMDQA!: A cena LGBT ganha força na música brasileira. Temos reflexos disso em diversas vertentes: As Bahias, Liniker, Pabllo Vittar… Na cena hip-hop, a pauta LGBT ainda não tem toda a força que poderia ter. É claro, temos grandes nomes abertamente LGBT como Jeza da Pedra e Rico Dalasam, mas a cena tem potencial para decolar ainda mais. Como vocês se sentem como parte dessa cena?

Guigo: Para nós é muito interessante, lógico! Ter o reconhecimento por um trabalho pelo qual você se esforçou muito pra fazer é sempre sensacional. Mas eu sempre costumo dizer que o rap, e o meio LGBT como um todo, ainda não conseguiu esse destaque. Tem muitos representantes, mas ainda não tem o espaço. Fazer um show no Circo Voador, por exemplo, é um privilégio que a gente, enquanto LGBT, está tendo. Não adianta termos uma cena de rappers LGBTQ no nosso país se não existe line-up para esses artistas. Normalmente, nós só estamos inseridos em eventos que lutam pela causa, ou na Parada, ou eventos que trazem a característica da militância, com a qual o nosso discurso, enquanto um grupo de rap, tem tudo a ver. Normalmente não existem esses espaços. Acaba que, com o tempo, surge a necessidade de transformar o nosso rap em alguma coisa mais popular para conseguirmos manter esse trabalho, o que também é bem difícil.

TMDQA!: Na essência de sua história, o hip-hop é um gênero crítico, que conta história e reivindica direitos. Vocês se imaginam cantando outro estilo?

Guigo: Na realidade, a gente, enquanto grupo, só deu certo porque os seis integrantes têm gostos extremamente diferentes. Cada um, de uma forma geral, é bem diferente em termos de gosto musical. Isso porque já tínhamos trabalhos solos antes do Quebrada. Por exemplo, o Tchelo já fazia um som que era muito mais voltado para a música afro, para a MPB e para o dancehall. O Harlley sempre fez R&B, e sempre bebeu muito dessa fonte. O Lucas e o Murilo são muito mais dessa leva do rap dos anos 70 e 80, mais alguma influência da cena atual do rap brasileiro. Já eu sempre fiz pop. A gente juntou tudo isso e passou a fazer o que fazemos de melhor, que é poesia. Música é poesia também. Acabou que a linguagem pela qual a gente escreve e canta acabou indo para o rap de uma forma muito natural. Mas não necessariamente a gente se apega só a esse rótulo.

Mas é aquilo: se pegássemos somente um rótulo, não conseguiríamos trabalhar, infelizmente. A gente não se prende. A gente faz rap, claro, mas a nossa música sempre flertou muito com diversos estilos. O nosso EP, que lançamos em Dezembro, tem um pouco disso. Tentamos colocar um pouco de cada integrante. Tem uma faixa com influências de R&B, uma outra completamente pop… Essa mistura fez do nosso trabalho o que nós somos.

TMDQA!: Outra coisa legal em vocês é o fato de serem um grupo, como você citou. Quando o rap se trata de abordar questões pessoais, faz muito sentido. Existe a questão das vivências diferentes, pelo fato de o Quebrada ser um grupo e cada um ter a sua história própria. Como vocês fazem isso acontecer?

Guigo: Então, essa é a parte difícil em se ter um grupo. São seis cabeças que, como já falei, tinham trabalhos solo antes. Cada um tem uma visão de business e de meta diferente do outro. Rola muita discussão. Não brigas (risos), mas discussões na hora de decidir. Além de ser seis pessoas, são seis viados, né? Temos que pensar desde a roupa que vamos usar até o que vamos fazer no palco. Tudo passa por um consenso. A gente só define a partir do momento em que decidimos algo confortável para todos. Mas o que facilita muito para o Quebrada acontecer, hoje em dia, é que cada um traz a sua bagagem. A gente ainda está vivendo uma avalanche, que aconteceu do nada e que, graças a Deus, a gente está conseguindo administrar bem.

TMDQA!: É interessante o fato de, como um grupo, vocês conseguiram conciliar os interesses de todos os integrantes. Isso não é tão comum assim no mundo da música e é a principal causa para cisões de grupos e bandas.

Guigo: Os trabalhos pessoais existem justamente para os interesses pessoais de cada um. O Quebrada é mais do que só seis pessoas, são as um milhão de pessoas que acompanham o nosso trabalho, que cobram da gente, que conversam e mandam mensagens. Acabou que, no Quebrada, a gente definiu que todos os interesses pessoais teriam que ser deslocados para os trabalhos solo de cada um. E é exatamente o que a gente tem feito. Lançamos o EP em Dezembro e demos uma pausa. Trabalhamos muito nesses últimos seis meses. A gente amadureceu muito em pouco tempo. Quando chegou Janeiro, pensamos que cada um poderia fazer seus respectivos trabalhos, para não acabar sufocando. Agora, abrimos novamente a agenda. “Bom, todo mundo já concluiu seus trabalhos solos? Vamos voltar para o foco”, a gente pensa. Aliás, foi o Quebrada que nos deu esse foco. Foi o fato de a gente ter se juntado por algo maior que fez tudo isso acontecer.

TMDQA!: Você citou que tudo isso foi muito recente. Teve algum momento, algum choque, em que vocês perceberam a visibilidade que estavam conseguindo?

Guigo: Temos um grupo onde a gente já definiu o nosso “Top Choques”. Foram vários, um atrás do outro. As coisas aconteceram muito rápido. A gente tinha 100 seguidores no Instagram antes do primeiro lançamento, e isso já era algo bacana. No dia 3 de Junho, um domingo, fomos dormir já sabendo que a música sairia segunda 12h. Quando acordamos, a música já tinha saído. Só que não conseguíamos falar entre si, porque os celulares travavam, o Instagram, do nada, já tinha 20 mil seguidores. Às 6 da tarde, veio o segundo “Top Choque”, que foi quando a gente descobriu que a nossa música tinha entrado no top 50 dos virais do Spotify. Ficamos na primeira posição e tínhamos passado até a Anitta e uma outra galera muito grande. Tudo isso em um mesmo dia. Depois, vieram os outros “Top Choques”. Um deles, inclusive, foi o convite que o Criolo fez para a gente assistir a um show dele aqui em São Paulo, que ele ia fazer com o Mano Brown. A gente ficou se tremendo e em choque.

Seis dias após o lançamento da música, já tínhamos um show marcado em um praça no Largo do Arouche. Pensamos “putz, não devem aparecer cinco pessoas”. Pensamos que seria horrível. No entanto, quando fizemos efetivamente o show, nos deparamos com um mar de gente cantando a música inteira, sendo que ela tem 6 minutos de duração. Foi de arrepiar. Esses momentos fizeram a gente entender.

Tiveram choques ruins também, como o lance das ameaças de morte. Havia a pressão e o medo de sair de casa, porque os nossos rostos estavam conhecidos para o mundo, e não apenas para o meio LGBTQ que consumia nossos trabalhos solo. Eu nunca me esqueço que, aconteceu isso tudo na segunda, mas demorou uns dois dias para eu sair de casa. Lembro de conversar com o Tchelo no telefone enquanto eu saía de casa, porque estava com muito medo, reparando pessoas me olhando na rua… A gente já tinha recebido ameaças. O Murilo me ligou para me confortar, falando comigo até eu chegar em casa.

TMDQA!: Vendo tudo isso que o Brasil está vivendo ultimamente, essa força extremista, eu diria que vocês são um grupo completamente necessário na música nacional. Até porque tem muita gente que compra o discurso de vocês. Essa galera estava precisando de alguém que falasse por eles.

Guigo: Você falou isso e eu já me arrepiei.

TMDQA!: Isso é demais! Do seu ponto de vista, a que vocês mais atribuem essa visibilidade? Acham que são mais pelas pessoas que estavam precisando ser representadas nesse tipo de discurso, e que agora se sentem abraçadas, ou pela música em si?

Guigo: Então, acho que são alguns fatores para o fato da música ter decolado do jeito que decolou. Um deles é que a gente mesmo compôs e produziu a música. A gente tinha um amigo produtor que cedeu um beat para o Quebrada. Quando terminamos de gravar, estávamos todos chorando. Na hora, concluímos que precisávamos levar esse som para um alcance maior. Pensamos que mais pessoas precisavam ouvir o que estávamos fazendo ali. Eu atribuo isso a alguns fatos, mas um deles é o fato de que a gente sentou em uma mesa de reunião, com um dos maiores canais de rap do país (o Rap Box), e falou com eles: “então, esse é o nosso trampo”. A gente falou que não ia usar camisa preta ou boné. A ideia não era nos escondermos. Muito pelo contrário, era nos mostrarmos.

Um outro fator foi o fato de que falamos isso. A gente sempre acha que existe uma maioria homofóbica, uma maioria transfóbica, mas na verdade não se trata de uma maioria. É uma minoria. A maioria é inconsciente e inconsequente, e não se coloca no lugar do outro. Eles nunca pararam para pensar no outro, não se questionam sobre a pessoa próxima que sofre com isso. Quando isso saiu em um alcance maior e foi para o mundo, foi a oportunidade para mais pessoas abrirem os olhos e pararem para pensar no assunto. Sensibilizou tanto o lado que sofre quanto o lado que deixa sofrer, essa maioria inconsciente.

TMDQA!: Se colocarmos isso em termos da história da humanidade, a gente vê que todos os padrões que vivemos hoje de forma inconsciente foram culturalmente estabelecidos. Isso vale para tudo, desde questões religiosas até hábitos de vestimenta. Tudo cresceu dentro de nós sem nos tocarmos. Hoje existem, mais do que nunca, iniciativas para romper com esses padrões, como é o Quebrada. Vocês sentem que, em algum momento, estão conseguindo aproximar o discurso de vocês de pessoas que não pertencem à mesma realidade social? Eu imagino que vocês tenham, infelizmente, recebido algumas críticas negativas, mas o Quebrada deve ter aberto os olhos de muitas pessoas.

Guigo: Eu sofri muitas ameaças, e essas ameaças estão, inclusive, expostas na internet. Está lá, nos comentários dos meus trabalhos solo. O que me fez ver que eu não posso me esconder. Estou fazendo isso não só por mim, mas por outras pessoas também. Essas ameaças maiores, por sinal, só aconteceram porque eu falei que “Deus é travesti” em uma das músicas (referência à música de Alice Guél).

TMDQA!: As pessoas se apegam àquilo que lhes foi ensinado. Se o que for inquestionável for questionado, você vai ser alvo de críticas.

Guigo: Exatamente, elas estavam com uma decoreba na cabeça. Foi o que você falou: fomos condicionados a pensar de uma forma. A gente só segue sem questionar. É aí que entram essas pessoas que você falou. Elas foram como mães para nós. A gente tem uma fã carioca, por exemplo, chamada Nina. Ela é mãe de um homem trans. Ela me mandou mensagem um dia, me agradecendo e chorando muito. Depois encontramos com ela em São Paulo. Ela agradeceu por eu ter falado em nome da filha dela.

TMDQA!: É algo que precisava ser dito, mas poucos ousam falar sobre até hoje.

Guigo: Exatamente! Embora eu pareça sempre a pessoa perigosa, com olhos pretos, a “bad girl” da história, fiquei extremamente fragilizado. O que me motivou foi a quantidade de mensagens de travestis, de crianças, de pessoas que só nos agradeceram por falarmos por elas. Temos uma fã de 8 anos chamada Mel. Pensa o quão incrível é uma criança de oito anos dizer que se sentiu reconhecida na sua mensagem. Uma criança tendo noção do que muita gente mais velha não tem. Isso causa muita reflexão na gente. Eu, por exemplo, gostaria muito de, na escola, ter tido um Quebrada Queer como referência, sabe? Para eu ir para a escola ouvindo e me sentir seguro de alguma forma. Esse é um outro fator para a música ter dado tão certo. Parece que a música fez com que uma mana olhasse para a outra. Isso é importante, sobretudo no mundo gay. A gente vive muito uma batalha de ego em que um gay quer se sobressair. É um tentando ser melhor do que o outro. E a música fez esse público se olhar e perceber que passam pelas mesmas coisas, só que disfarçam. Por que essas pessoas não podem ser amigas?

Também recebemos elogios de pessoas de outros lugares, inclusive de fora do Brasil. Saímos em jornais que nunca tínhamos ouvido falar sobre, nos Estados Unidos. Foi aí que entendi que, por exemplo, se recebi tantas críticas por ter falado que “Deus é travesti”, imagina o que sofre quem realmente é travesti. Por que a sociedade não aceita ela?

TMDQA!: Eu acho que, diante de tudo isso, que, por conta de toda a cena que veio para firmar essa bandeira, para pedir que prestem atenção em seu discurso, esse movimento tem só resultados positivos. Você vê uma perspectiva de aceitação em relação ao comportamento da sociedade? Acham que estão contribuindo para essa melhora?

Guigo: Na real, eu não sei se a sociedade, de forma geral, vai melhorar. O que eu sei é que esse movimento todo serve para as pessoas acordarem, e para que a gente também acorde. Equivalemos a 30% da economia do país. Somos o público que mais movimenta o turismo no nosso país. Somos o público que mais viaja, que mais consome, que mais tenta se esforçar para ser bem sucedido. A gente passou muito tempo se preocupando em conscientizar as outras pessoas e só agora estamos tomando consciência de quem a gente realmente é. Independente dessas outras pessoas aceitarem ou não, a gente agora está ciente de que não precisamos que eles endossem a gente. A gente precisa agora é se reafirmar e se cobrar.

Quebrada Queer
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Existe um reflexo muito grande dessa consciência que a comunidade tem tomado, que é essa cobrança com artistas que não são LGBTs mas que se diziam em pró da nossa causa. A gente não aceita mais qualquer coisa. Se você quer nos representar, precisa nos representar de verdade, porque pagamos caros por isso. Não negamos que precisamos de representatividade, tanto dentro quanto fora da bolha, mas precisamos que seja verdadeira. No mais, as empresas estão começando a se abrir para esse público. Antes a gente consumia os produtos debaixo dos panos. A quantidade de drag que compra batom é muito grande por exemplo, por que elas não seriam representadas em capas de revista?

TMDQA: Em termos contraculturais, todos os movimentos de reivindicação de direitos na história começaram assim. Recebendo críticas de pessoas contra o que está sendo feito. É uma forma de se criar uma visibilidade. Se ninguém nunca falar nada, a coisa morre.

Guigo: Ela fica debaixo dos panos, né? Toda vez que uma frente avança, vem uma frente conservadora tentar acabar com tudo. Mas, no nosso caso específico, eu vejo que as proporções ficaram muito maiores. Não só o público, mas também os artistas estão vendo que não tem mais como jogar essa situação para debaixo dos tapetes. A gente tem um Pabllo Vittar no Domingão do Faustão, no horário nobre de domingo. A tendência é tomarmos mais espaço. É por isso que estamos brigando. E não tem que ter uma só Pabllo, tem que ter 10 Pabllos. Existem 10 ou mais cantoras pop fazendo sucesso no nosso país. Tem 10 homens fazendo sucesso com cada lançamento. Tem quer ser, no mínimo, proporcional para todo mundo.

TMDQA!: Quais as maiores influências musicais de vocês?

Guigo: Cada um tem suas inspirações, mas temos alguns consensos. Um deles, em termos de performance, é a Beyoncé. Ela é uma referência grande também em termos de atitude e força. Aí dissemina: vai para Rihanna, Karol Conká, Rashid, o próprio Criolo. A gente mira muito no Brasil, apesar de ainda termos uma resistência da música brasileira. Temos muitas referências no rap. Somos muito amigos das meninas do Rimas & Melodias, por exemplo.

TMDQA: O EP de estreia do Quebrada conta com participações de Gloria Groove e do Hiran. Com que artistas, se tivessem a oportunidade, vocês fariam parceria?

Guigo: Nossa (risos)! A gente tem o Criolo como um consenso geral do grupo, porque somos muito fãs. Ele acabou de lançar “Etérea”, que é uma música maravilhosa. A gente tem também a Pabllo (Vittar), que é uma referência do nosso meio. A Karol (Conká) e a IZA também. Esses quatro nomes, de cara, são os principais nomes.

TMDQA!: Vocês vão se apresentar na próxima sexta com o Criolo no Circo Voador. Como se deu o primeiro contato entre vocês?

Guigo: Era um sonho para nós uma apresentação no Circo. Falam de uma caipirinha na Lapa que é muito boa.

TMDQA!: Como você descreveria um show do Quebrada para aqueles que nunca tiveram a experiência? Provavelmente, esse será o primeiro contato de um público novo com o trabalho de vocês.

Guigo: Bom, a gente agora está mais forte do que nunca. Nós amadurecemos muito nesses últimos meses. Começamos a fazer ensaios específicos para esse show. Por sinal, o público é parte importantíssima. A gente sente muita necessidade em se conectar com o público. A gente sempre recebeu mensagem de fãs do Rio para visitarmos a cidade.

A palavra que eu vou te falar para descrever o show é copiada de um fã: arrepiante, do começo ao fim. A gente faz tudo com muito amor, muita garra e muita vontade. Inclusive nós mesmos estamos arrepiados já, ansiosos pelo fato de o show ser no Circo Voador. Quando é verdadeiro, a gente passa para os outros também.

 

TMDQA!: E isso tudo é muito interessante. O fato de o show de vocês ser levado para o Circo Voador. Alias, o Circo é uma das casas de shows mais importantes para a cultura brasileira. Então, é muito simbólica a ida de vocês para lá. É importante para muita gente e para a música brasileira como um todo.

Guigo: Você acaba de me deixar mais nervoso ainda (risos)! Sempre falávamos do Circo até antes de toda essa nossa explosão. É muito importante para nós também.

 

TMDQA!: Alguma palavra final?

Guigo: Foi ótimo! Queria muito agradecer aos nossos fãs pelo carinho que estamos recebendo. Tivemos reconhecimento inesperado de alguns veículos. E só sei que quero tomar a caipirinha do Rio! Precisamos deixar uma mensagem final: vistam-se de amarelo para o nosso show. Quem é fã vai entender.