Betto Serrador e a Orquestra Manouche
Foto: Divulgação
 

O compositor carioca Betto Serrador lançou recentemente o seu segundo álbum de estúdio, Betto Serrador, A Orquestra Manouche.

A tal orquestra é nomeada a partir da palavra francês que significa “ausência de fronteiras”. A sua peculiaridade está no fato de que ela é composta por onze músicos vindos de diversas cidades brasileiras. Além de Betto, o coletivo conta também com Christian Bizzotto (que também compôs para o álbum), Cauê Nardi, Rick de la Torre, Ayran Nicodemo, Renata Athayde, Alessandro Jeremias, Marcio Loureiro, Tiago Viana, Adriano Garcia e Jonas Hocherman.

A ideia da Orquestra Manouche foi misturar o popular com o erudito. Certamente, a diversidade dos músicos acabou sendo algo muito benéfico para a experiência, como explica Betto:

A maioria dos músicos é multi-instrumentista. Temos, por exemplo, entre nossos integrantes um violinista e um trombonista que são spallas do Orquestra Municipal, o Cauê Nardi das bandas Eskimo e Suricato, um baterista de rock, músicos compositores e arranjadores de música instrumental, músicos populares, um regente de coro, um baixista produtor, professores de canto… A Orquestra Manouche é uma grande mistura de músicos com o mesmo sonho de desenvolver trabalhos autorais.

O resultado, ilustrado por letras que falam sobre assuntos que vão desde liberdade sexual até questões sobre o tempo, flerta com rock, jazz, folk e até com valsa.

O álbum foi resultado de um financiamento coletivo e já está disponível nas plataformas digitais:

 

Tynkato Vs o Baixo Astral

Tynkato Vs o Baixo Astral
Foto: Divulgação / Instagram

Tynkato (Cabra Guaraná, Lista de Lily) é um grande músico da cena independente de Brasília. Seus projetos flertam com sonoridades psicodélicas, tanto no campo do rock quanto no funk.

Recentemente ele gravou e produziu sozinho o seu mais novo lançamento, Tynkato Vs o Baixo Astral. O EP conta com 6 canções psicodélicas que trazem influências de elementos característicos da música brasileira, como a Tropicália e o maracatu. O objetivo dessa junção de estilos é, justamente, combater o baixo astral do ouvinte (e podemos adiantar que ele conseguiu).

Batemos um papo com Tynkato na época do lançamento de Pochet&Juliet, o álbum de estreia da dupla Cabra Guaraná. Lá, conversamos bastante sobre o viés psicodélico de suas canções.

Confira abaixo o EP na íntegra com todas as seis canções:

 

Assopro

Banda Assopro
Foto: Divulgação

Assopro é uma banda instrumental da cidade de Botucatu, em São Paulo. Recentemente, o grupo lançou seu segundo álbum de estúdio, intitulado O Dia dos Ventos.

Produzido por Guilherme Chiappetta, o álbum traz um forte significado. O aguardado Dia dos Ventos seria o dia em que uma grande transformação ocasionaria que o mundo se renovasse de alguma forma. Esse anseio por mudanças é captado na energia do disco, em faixas carregadas e, mesmo sem uma palavra dita, reflexivas.

Se comparado ao homônimo disco de estreia do grupo, percebe-se uma mudança na sonoridade. Isso porque as oito novas canções possuem temas mais pesados, guiados pela força dos ventos soprados pelo tal dia.

Confira abaixo o álbum na íntegra:

 

Guma

Banda Guma
Foto: Danilo Galindo

Formada em Recife, a banda Guma conta com Katarina Nápoles nos vocais, Carlos Filizola na guitarra e Caio Wallerstein na bateria. Recentemente, foi lançado seu primeiro disco, Cais.

O grupo usa a figura do mar como um personagem recorrente em suas músicas. As referências ao mar e ao litoral continuam nos desfechos das músicas pela busca por um norte, por terra firme.

Junto a outras temáticas como solidão e encantos amorosos, as letras são belamente distribuídas entre arranjos dançantes, serenos e ao mesmo tempo psicodélicos. Influências importantes na sonoridade do grupo vêm de artistas como Siba, Céu, Catatau e o grupo Metá Metá.

Ouvir este disco de estreia é como realmente estar em um cais, contemplando com admiração, medo e fascínio o tão curioso mar.

Confira abaixo o resultado final na íntegra: