far-from-alaska-entrevista
 

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No Festival Vaca Amarela desse ano tivemos a oportunidade não apenas de ver os shows mas também de conversar com artistas que se apresentaram por lá como Criolo e Maglore.

Além dos dois, falamos também com uma das mais importantes novas bandas de rock do país, o Far From Alaska, e você pode ler o bate papo logo abaixo.

A banda falou que estava morrendo de saudade de Goiânia e o público também, marcando presença e cantando junto durante todo o show.

Durante essa entrevista o grupo comentou sobre a importância da originalidade no rock, falou sobre influências, bandas goianas, turnê, discos e amigos.

TMDQA!: Já é a terceira vez que vocês tocam aqui em Goiânia. O que vocês acham da cena local?

Rafael: Em Goiânia a gente realmente se sente em casa. Do Brasil todo, é um dos lugares mais legais. Os melhores são Goiânia e Natal, rola um sentimento muito legal mesmo tocando em vários outros lugares do Brasil. Goiânia e Natal são especiais, e não é só porque a gente é de lá não. Os festivais de Natal como o DoSol , os eventos do Fabrício aqui… tem alguma coisa de diferente nessas cidades.

Cris: Condiz bastante com o apelido de vocês – Goiânia Rock City.

TMDQA!: De onde surgiu a ideia de misturar elementos eletrônicos com um som mais pesado?

Cris: Na verdade nem ia ter nada disso. É porque eu ia sair da banda, eu era baterista no começo, aí começou a ficar complicado e a gente chamou o Lauro. Eu fiquei meio sem função na banda e o pessoal falou: “Não, fica! Arruma alguma coisa para fazer!”. Aí a gente arrumou um tecladinho e tal, com uns efeitos… Foi só ai que a gente pensou em colocar mais um elemento na banda, um tecladinho com coisas eletrônicas. Foi bem aleatório!

Rafael: A gente toca há muito tempo lá em Natal e tem várias bandas de diversos estilos, mesmo. Nós somos muito diferentes um do outro, juntamos pela afinidade de um dizer para um outro: “ah, aquele toca baixo legal”, “aquele toca batera massa”. Por a gente ser tão diferente, na hora de compor deixamos passar essas coisas diferentes e acaba dando isso. Umas coisas mais eletrônicas, umas coisas mais pop, outras mais pesadas, grunge… e vai indo. É bem livre!

TMDQA!: E as influências de vocês?

Rafael: Ah, tem umas coisas em comum. Tipo Queens Of The Stone Age, Jack White… e outras bem nada a ver tipo Bob Marley, Lady Gaga, Deftones

Emmily: Lana del Rey!

Cris: Cara, é tudo. É ruim essa pergunta pra gente, passa!

Rafael: A gente toca rock!

Cris: Isso, não ficamos pensando exatamente em uma banda quando vamos compor.

Rafael: Acho que isso que é legal em uma banda de rock. Ser original, diferente. Dentro de um mesmo estilo você já consegue perceber isso! O melhor de ser uma banda de rock é poder soar de uma forma única, ter uma identidade.

TMDQA!: E aqui de Goiânia (ou de outros lugares), tem alguma banda que vocês costumam ouvir mais e recomendam?

Rafael: Ah tem o Hellbenders!

Cris: O Hellbenders!

Rafael: O Hellbenders também (risos). O Black Drawing Chalks, a Overfuzz, Boogarins é do caralho, o MQN também (um abraço pra você, Fabrício).

Edu: O MQN deixou órfãos.

Cris: Não devia ter acabado!

Emmily: Banda Uó!

Cris: Banda Uó! Uhuuul.

TMDQA!: Eles tocaram aqui no Vaca Amarela ontem!

Cris: Pois é, queria muito ter vindo, tô com raiva! Muda a pergunta. (risos)

TMDQA!: Me contem como foi viajar pelo Brasil para divulgar o novo disco de vocês!

Cris: Foi fantástico, conhecemos muita gente diferente, que nos acolheu bem. Além disso, foi surpreendente a gente ter rodado por um monte de lugares e em todos eles sempre ter alguém que já nos conhecia, que cantava alguma música. Isso, sem dúvidas, é o início do nosso sonho sendo realizado.

TMDQA!: E agora a mais clichê de todas, vocês já devem ter até respondido alguma vez – Vocês têm mais discos ou amigos?

Cris: Eu tenho mais amigos. Não escuto discos, escuto músicas aleatórias! Não sou muito de escutar álbuns inteiros.

Emmily: Eu tenho mais amigos também.

Rafael: Eu tenho amigos, e Mp3!

Edu: Ah, eu tenho mais discos!