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Entrevista com Thadeu Meneghini

Thadeu Meneghini

Conjunto Vazio, Banzé!, Vespas Mandarinas..
Esses são alguns dos projetos de Thadeu Meneghini. Você já viu aqui no TMDQA! uma baita matéria sobre o LP azul de 10 polegadas do Conjunto Vazio com participações de Genival Lacerda e Chuck Hipolitho e os 2 CDs do Banzé!, com participações de Nasi e Wayne Kramer (MC5).

Agora é a vez de conhecer Thadeu Meneghini e o que ele pensa sobre a música, o estado da indústria, discos de vinil, Fabio Jr. e se ele tem mais discos que amigos.
Com vocês, uma entrevista exclusiva que fiz com meu mais novo amigo Thadeu. Aproveite!


TMDQA!
: Como surgiu a ideia de formar o Conjunto Vazio e como você pensou em nomes como Genival Lacerda, Jards Macalé e Chuck Hipolitho pra fazer parte desse projeto?
Thadeu Meneghini: O Conjunto Vazio surgiu um pouco para que eu “desencanasse” do Banzé!, que estava passando por uma crise com a saida dos integrantes. Eu tive a ideia de montar um projeto que não precisasse do tipo de comprometimento que se espera quando se forma uma banda.

Eu queria chamar músicos e artistas que estivessem dispostos a servir apenas à música. O único compromisso era com a satisfação e o prazer de fazer. Além disso eu também busquei uma quebra de fronteiras na questão do estilo dos convidados.

Não é a toa que o disco é dedicado ao Chacrinha. No programa dele havia uma mistura entre artistas super populares, cults e intelectuais. Um caos do tipo que eu curto mesmo.
Os convidados foram aparecendo no decorrer das gravações. As músicas pediam e o universo se encarregava de criar a conspiração. Mas para isso tive que contar com um ótimo produtor executivo, modéstia a parte (risos).

Tenho um puta orgulho de juntar Jards Macalé, Tatá Aeroplano, Wado, Ronei Jorge, Adalberto Rabelo Filho entre outros em “Ritalin”, juntar Genival Lacerda, Sandra Coutinho e Bomb The Bass em “Prenda o Tadeu”, Chuck Hipólitho e Tonho Penhasco em “Síndrome de Brega” e mais tantos outros artistas que emprestaram seus talentos no EP.

TMDQA!: Fiquei muito feliz e surpreso em receber uma cópia do primeiro disco do Conjunto Vazio, o “Prenda O Thadeu” em vinil azul de 10 polegadas. Qual foi a motivação para lançá-lo nesse formato? Você é um amante dos discos do vinil?
Thadeu Meneghini: Sou um amante dos vinis, mas não possuo uma coleção enorme. Tenho algumas raridades que guardo com muito carinho como o primeiro LP do Fabio Jr(1976) o Primeiro do Quarteto Novo, o “Filho de José e Maria” do Odair José e um “Live at Leeds” original de 1970 do Who.

Quando eu vi que era viável lançar o EP em vinil eu direcionei todo o trabalho para esse formato.
Acho que todos os meus trabalhos de agora em diante sairão em vinil.


TMDQA!: Sobre uma de suas outras bandas, o Banzé!, qual é a situação atual dela, e quais são os próximos passos do grupo?  Tenho ouvido muito o último disco de vocês, o “Antes da Queda”, e preciso parabenizá-lo publicamente pelo trabalho, que é bom demais.
Thadeu Meneghini: Atualmente o Banzé! sou apenas eu. Tenho feito alguns shows com músicos “contratados”. Existem algumas composições novas que acho que têm a cara da banda, mas eu ainda tenho que amadurecer algumas coisas para que a banda de os próximos passos. Se tiver que dar eles serão dados.

Mas agora estou com foco total nas Vespas Mandarinas. Agradeço muito por essa sua avaliação com relação ao “Antes da Queda”, o Chuck outro dia mesmo me disse que esse é um álbum injustiçado. Eu fico feliz que depois de dois anos lançado ainda apareçam pessoas fazendo comentários positivos sobre ele.
Quem sabe um dia a gente lance uma nova versão em vinil?

TMDQA!: Vocês têm a carreira marcada por vídeos muito bons. “Doce Ilusão” ganhou prêmio no VMB em 2006, “Boca do Lixo” chegou a ser banido do YouTube e sua temática é, no mínimo, interessante, e “Cobra de Vidro” é sensacional. Como você lida com essa preocupação quanto aos videoclipes do grupo?
Thadeu Meneghini: No Banzé! desde o início tivemos este tipo de preocupação, e com muita sorte achamos dois grandes diretores: Paulinho Caruso e Kapel Furman. Se não fossem eles certamente o resultado seria diferente.

Tenho muito orgulho de ter ganho um VMB em 2006, ainda mais competindo com gente tão boa como Ecos Falsos e Vanguart.


TMDQA!: Desde o primeiro disco, “De Pernas Pro Ar”, vocês contam com participações especiais em algumas de suas faixas. Nesse trabalho, por exemplo, contaram com Nasi e no “Antes Da Queda” temos ninguém menos que Wayne Kramer (MC5) nas guitarras. Como rolaram esses convites e a ideia desses nomes especificamente?
Thadeu Meneghini: A melhor coisa que rola ao trabalhar com música é conhecer essas pessoas, esses artistas. É realmente muito foda ver o momento da “criação” e sentir a energia de cada um deles. Eu quero trabalhar cada vez mais pra ter esses encontros.

Na minha lista já tem nomes como:
Mark Arm(Mudhoney), Jards Macalé, Genival Lacerda, Nasi, Sandra Coutinho, Lee Marcucci, etc. Alguns não tiveram a proximidade, o contato físico, mas estão registrados, caso do Wayne Kramer em “Tragam-me a Cabeça de Lester Bangs” e o Luis Melodia em “Prejuizo” faixa que eu gravei no ultimo álbum do Numismata.

Ao vivo, no palco, é uma outra experiência que também me instiga. Já toquei com a Tulipa Ruiz, com Genival, Lobão, Ecos Falsos, Fabio Elias, Numismata e muitos outros. Como eu disse é o melhor de tudo ter essas oportunidades.

TMDQA!: O que você pensa do estado atual da indústria da música? As gravadoras morreram, o álbum morreu, ou basta que todos se adaptem ao novo cenário, onde o consumidor é quem manda?
Thadeu Meneghini: Já pensei muito nisso. Hoje, quer saber? Não penso mais. Não penso nem no público, porque, a bem da verdade, ainda não me encontrei com ele.
Então posso dizer que o consumidor não manda em mim. Eu faço que o me der na telha, o que tiver possibilidade. Se alguém se interessar, ótimo. Gosto que curtam o meu trabalho, e quero que reconheçam cada vez mais o que faço. Mas eu vou continuar fazendo, como Sergio Sampaio e tantos outros artistas que admiro, caso isso nunca aconteça.

Se depender de mim sempre vão existir gravadoras, álbuns e artistas bem remunerados. Só acho que falta arriscar mais, e investir menos no mais do mesmo. Nossa Cultura agradeceria muito.

Gostaria também que um cenário médio se estabelecesse, que se investisse mais nisso.


TMDQA!: Você vê o vinil como uma boa alternativa para que as bandas façam bons trabalhos e voltem a ter algum tipo de remuneração com seus discos?
Thadeu Meneghini: O vinil representa pra mim, nessa era do download, a sobrevivência do álbum. Acho que  é um produto de nicho para pessoas que curtem música de uma forma diferente da grande massa, e que não estão preocupadas só com as tendências ou com o hype.

Um consumidor novo diferente até do saudosista pode vir a nascer. Eu aposto nisso. Gente que curta e entenda da Arte da seleção e da sequência das músicas e das canções.


TMDQA!: Quais são seus trabalhos atuais e quais serão os próximos projetos com participação de Thadeu Meneghini  que veremos por aí?
Thadeu Meneghini: Eu acabei de lançar o EP do Conjunto Vazio, “Prenda o Thadeu” e o EP virtual das Vespas Mandarinas, “Da Doo Ron Ron”.
Na sequência teremos um compacto 7″ das Vespas com participação do Mark Arm(Mudhoney) em uma das faixas. Em outubro provavelmente entro em estúdio para gravar “Uma Questão de Gosto” novo álbum do Conjunto Vazio e talvez um novo EP do Banzé!. Deixo a vida me levar…


TMDQA!: Você tem mais discos que amigos?
Thadeu Meneghini: Sou um cara de poucos e bons Discos e Amigos. (risos).
E você é meu mais novo amigo Tony!!!