Metallica em 2023
Foto por Tim Saccenti

Com mais de 40 anos de carreira, o Metallica é inquestionavelmente uma das maiores bandas da história da música. Desde que começou sua trajetória no underground, o grupo alçou voos maiores do que qualquer um jamais poderia imaginar, chegando aos maiores palcos do planeta com músicas pesadas e diferentes de tudo que havíamos ouvido.

Através de alguns sucessos que “furaram a bolha”, a banda de James Hetfield e companhia conseguiu se colocar em uma posição extremamente única, lotando estádios por todo o mundo mesmo com músicas longas e repletas de trechos instrumentais, criando uma base de fãs fiel e enorme por onde passa.

Ainda ativo e em ótima forma, o Metallica segue como um dos principais nomes do Rock e Metal mundial e, para entender como isso é possível, o TMDQA! separou uma lista com 10 músicas que definem a caminhada do grupo em suas diversas formações. Confira a seguir!

“Seek & Destroy” (Kill ’em All, 1983)

Como falamos acima, tudo começou no underground. O Metallica deu seus primeiros passos apostando em uma sonoridade visceral, com músicas que instantaneamente te transportam para algum “inferninho” lotado com pessoas fazendo moshes pra todo lado.

Nada representa melhor isso do que “Seek & Destroy”, música que esteve nas demos da banda e acabou em Kill ’em All, disco de estreia de 1983. A faixa traz o que há de mais pesado na época, traduzindo a influência do Metal europeu para uma linguagem própria que viria a definir o Thrash Metal por anos e anos.

“Fade to Black” (Ride the Lightning, 1984)

Em seu segundo disco, Ride the Lightning (1984), o Metallica resolveu provar que era mais do que “só” pancadaria. Se Kill ’em All apresentava uma pedrada atrás da outra, Ride the Lightning resolveu seguir por um caminho mais experimental representado, entre outras, por faixas como “The Call of Ktulu” e principalmente “Fade to Black”.

Levar uma música com uma carga de emoção tão grande para a cena mais pesada do mundo naquele momento foi uma tarefa e tanto — algo que só uma banda do tamanho do Metallica poderia fazer.

 

“Master of Puppets” (Master of Puppets, 1986)

Considerado por muitos como o auge da formação clássica do Metallica, Master of Puppets é o retrato de uma sintonia perfeita entre todos os integrantes que, infelizmente, durou muito menos do que deveria.

A faixa-título do álbum se tornou a mais famosa e aparece aqui por sua influência não apenas durante seu lançamento, com quase 9 minutos e uma construção que passa por riffs, solos, uma parte lenta e muito groove, como também atualmente, depois de renovar a popularidade do grupo graças a uma aparição em Stranger Things.

“One” (…And Justice for All, 1988)

Já sem o saudoso baixista Cliff Burton, o Metallica precisou se reinventar em …And Justice for All. E foi exatamente isso que o grupo fez, soando mais agressivo do que nunca e, ao mesmo tempo, tão melancólico quanto — como muito bem exemplificado por “One”.

Apesar de ter um alcance mainstream, a faixa representa um resgate das origens mais cruas da banda e a eleva a um novo nível de peso, com um “riff metralhadora” inesquecível e inigualável para ficar eternizado na história do Metal.

“Enter Sandman” (Metallica, 1991)

Com a adição de Jason Newsted e a chegada dos anos 90, o Metallica teve uma guinada de direção para o que foi possivelmente a sua década mais polêmica. Isso porque, em 1991, o novo disco da banda chegou com uma sonoridade mais comercial do que muitos esperavam, abrindo uma eterna discussão sobre o Metallica ter ou não “se vendido”.

“Enter Sandman” é o grande retrato desse momento e, não à toa, o maior sucesso dos caras até hoje.

“Fuel” (Reload, 1997)

Tanto quanto o Black Album, a dupla Load Reload trouxe mais uma mudança de direção e viu o Metallica se afastar ainda mais de sua essência Thrash Metal. Canções como “King Nothing” e “Until It Sleeps” até agradaram vários fãs, mas a notável alteração estética — com os cabelos curtos, por exemplo — impediu muita gente de abraçar essa fase.

Apesar de tudo, “Fuel” conseguiu se estabelecer como clássico na discografia da banda enquanto serve também como uma representação muito interessante do momento vivido não apenas pelo Metallica, como também por toda a indústria musical naquela época com a MTV no auge.

“St. Anger” (St. Anger, 2003)

Sem dúvidas o mais polêmico disco dessa discografia, St. Anger tem um papel fundamental para a sobrevivência do Metallica. Com tensões internas explodindo, a faixa-título é basicamente autobiográfica, explorando tanto questões de James Hetfield consigo mesmo quanto da própria banda entre si (I’m madly in anger with you!) e, como o resto do álbum, funciona quase como uma sessão de terapia.

A música em si também se tornou especial por ter um clipe gravado na prisão de San Quentin, na Califórnia, em um dos momentos mais representativos dessa fase da banda.

 

“The Day That Never Comes” (Death Magnetic, 2008)

Em 2008, o Metallica apresentou Death Magnetic como uma tentativa de recuperar a sonoridade que os tornou conhecidos. Goste ou não do álbum, ele serve como uma maneira de olhar “por trás da cortina” e enxergar todo o processo da banda de reencontrar sua própria essência — é, portanto, uma espécie de registro histórico.

“The Day That Never Comes” é um ótimo exemplo disso. A faixa soa quase como uma continuação de “One”, com uma estrutura bastante parecida e a mesma temática de guerra, e poder ouvi-la é enxergar claramente o processo interno do Metallica de reencontrar sua própria essência.

“Moth Into Flame” (Hardwired… to Self-Destruct, 2016)

Quase 10 anos depois de seu antecessor, o Metallica finalmente pareceu conseguir se reconectar com o que havia de melhor em sua sonoridade em Hardwired… to Self-Destruct. O álbum de 2016 tem seus altos e baixos, mas definitivamente “Moth Into Flame” é um dos pontos mais altos dessa trajetória.

A música conseguiu trazer exatamente tudo que a banda vinha buscando há anos: uma forma de traduzir a energia visceral de seu início dentro de uma linguagem moderna, que fizesse sentido não apenas na época em questão mas com a própria estética e fase que o próprio Metallica vivia.

“72 Seasons” (72 Seasons, 2023)

O retorno à forma em Hardwired… parece ter empolgado o Metallica e, em 2023, 72 Seasons representou uma viagem ainda maior ao passado para ressignificá-lo. A faixa título do álbum mais recente consegue finalmente capturar tudo que havia de melhor lá no início e apresentar uma sonoridade verdadeiramente especial.

Como o restante do álbum, a música “72 Seasons” é capaz de incorporar elementos de todas as fases do Metallica para mostrar aos fãs que, mais de 40 anos depois, esse quarteto está tão afiado quanto possível.

 

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