Adele no clipe de
Foto: Reprodução / Youtube
 

A britânica Adele é, sem dúvida, um dos maiores nomes da música mundial. Além de ser uma incrível compositora, seu talento vocal e a qualidade de suas entregas impressionam. Não é à toa que estamos aguardando ansiosamente o seu novo disco, que em breve estará entre nós!

Através de seus três álbuns divulgados até então, a cantora lançou vários hits que ficaram conhecidos no mundo todo, arrancando elogios de público e crítica. Mas, tal como em toda carreira de sucesso, há um momento específico em que o artista deslancha, isto é, se projeta de forma a mostrar o seu potencial para todo o seu público e, consequentemente, adquire mais visibilidade. Com Adele, esse momento foi “Rolling in the Deep“.

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Essa faixa, fundamental para entender a década passada no mundo da música, foi divulgada em 2010 como o primeiro single de seu segundo disco, o elogiado 21. Pode-se dizer que ali foi o começo efetivo de Adele como um grande fenômeno pop. O resto é história, que conta com vários recordes e prêmios.

Abaixo, após o vídeo, separamos algumas curiosidades sobre essa música. Confira!

 

“Você tinha o meu coração dentro de sua mão”

Enquanto a instrumentação da música nos entrega algo melódico e delicado, a letra remete ao tema da vingança. A canção, ao menos teoricamente, foi escrita sobre um ex-namorado de Adele.

É uma espécie de “canção de despedida”, em que o eu-lírico se liberta de uma pessoa infiel. Ao mesmo tempo, é uma poesia empoderadora. Segundo a cantora:

“É o meu equivalente musical a dizer coisas no calor do momento e vomitar palavras. Foi minha reação ao ouvir que minha vida seria solitária, entediante e uma porcaria, e que eu seria uma pessoa fraca se não continuasse no relacionamento. Me senti insultada e escrevi a música como uma forma de falar ‘foda-se’.”

 

O fator Paul Epworth

Podemos dizer que boa parte do sucesso do resultado final de “Rolling in the Deep” se deve à expertise de Paul Epworth, que assina não apenas a produção da música, mas também é creditado como coautor da faixa.

Antes de trabalhar com Adele, Epworth já havia produzido nomes como Bloc Party e Florence + the Machine. Em seu currículo, ele acumula atualmente seis estatuetas do Grammy, incluindo a da categoria Produtor do Ano.

Em uma entrevista, a cantora disse que o produtor a encorajou a explorar mais ainda a sua capacidade vocal. Segundo Adele, Epworth a fez chegar em notas que ela nem sabia que conseguiria emitir. Deu tão certo que a parceria foi repetida em canções do álbum 25 (2015) e em “Skyfall” (2012), trilha do filme da série 007 de mesmo nome.

Paul Epworth e Adele. Foto: Getty

 

Todo mundo amou…

Adele pode ter feito algum barulho com seu disco de estreia 19, mas certamente foi “Rolling in the Deep” que fez a cantora virar uma sensação mundial.

A recepção da crítica foi calorosa, com avaliações altas e elogios à performance singular da britânica. Muito se falou também sobre a estética diferenciada da música, que pegou o cenário pop de assalto ao mesclar a intensidade do blues e o apelo popular do R&B com uma produção moderna.

Esse aspecto plural, que agradou a todos, se refletiu também comercialmente. Além de ter conquistado o topo da Billboard Hot 100 durante sete semanas, a canção também entrou em paradas relativas a outros gêneros, como as de Canções Alternativas, Canções em Alta de Boates, Canções em Alta de R&B/Hip Hop e até Canções de Rock.

 

…inclusive o Trump

Dado seu grande sucesso, era normal que “Rolling in the Deep” ganhasse espaço em materiais promocionais das mais diversas naturezas. Foi assim com obras audiovisuais como um comercial da Apple (para divulgar o iPhone 4S), o filme “Sou o Número Quatro” (2011) e séries como One Tree Hill, Gossip Girl e Doctor Who. Mas, assim como muitas coisas na era da internet, a canção já foi tirada de contexto.

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, na época em que estava começando a sua campanha, usou a canção de Adele para se promover. A cantora precisou esclarecer que não tinha qualquer relação com o então candidato, mas não foi só a britânica que sofreu com isso. Outros artistas e bandas, como Phil Collins e Rolling Stones, também tiveram que entrar com medidas para impedir que Trump usasse suas músicas.

 

2010/2011

Para situar você melhor no tempo, vamos lembrar de alguns outros hits pop de época.

Lançada no fim de 2010, “Rolling in the Deep” alcançou o seu potencial apenas no ano seguinte. Na época, o pop dominante tinha raízes em nomes como Rihanna, Lady Gaga, Beyoncé, Katy Perry e mais. Mas, com seu primeiro grande hit, a cantora britânica conseguiu um grande reconhecimento e respeito por parte da cena. Por exemplo, a Billboard a classificou como a principal canção de 2011, à frente de sucessos estrondosos de Katy, Pitbull, Bruno Mars, LMFAO e Nicki Minaj.

No entanto, da maioria dos hits da época, parece que este é um dos que melhor resistiu ao teste do tempo. Isso porque vários veículos consideram a canção uma das melhores músicas dos últimos anos. Uma lista da Rolling Stone, que elegeu as 100 Melhores Músicas dos Anos 2010, colocou “Rolling in the Deep” na terceira colocação, abaixo apenas de “Alright” (Kendrick Lamar, 2015) e “Dancing On My Own” (Robyn, 2010).

 

“Ela fez história sentada em uma cadeira!!!”

O clipe de “Rolling in the Deep” é um espetáculo à parte para ninguém colocar defeito! Não à toa, ganhou as categorias de Melhor Edição, Melhor Cinematografia e Melhor Direção de Arte no VMA de 2011.

No aclamado vídeo, que encanta por sua simplicidade, Adele canta sentada em uma cadeira em uma casa abandonada. A edição conta também com foco grande na parte rítmica da música, com copos d’água reverberando o som do bumbo. No mais, também vemos itens de porcelana sendo quebrados, uma bela coreografia e uma maquete pegando fogo.

A direção é de Sam Brown, responsável também pelos icônicos clipes de “The Pretender” (Foo Figters) e “You’re Beautiful” (James Blunt).

Outras versões

Lembra do que falamos sobre literalmente todo mundo amar “Rolling in the Deep”? Então, isso obviamente se refletiu para a classe artística.

Anos passam e o primeiro grande hit da Adele segue acumulando novas releituras. A lista de intérpretes vai desde a banda Greta Van Fleet até Aretha Franklin e Boyce Avenue. As versões são as mais diversas, mas todas incorporam a potência vocal da cantora e a atmosfera sentimental da faixa. Se duvida disso, basta conferir abaixo essa versão ao vivo do Linkin Park, na voz do incrível Chester Bennington.

 
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