Jon Bon Jovi em comício de Joe Biden
Foto via Shutterstock
 

Se você acompanhou as eleições de 2020 nos EUA e é fã de Rock and Roll, deve ter visto que Jon Bon Jovi foi uma das personalidades mais vocais contra Donald Trump.

Em uma nova entrevista com o jornal britânico The Guardian, o vocalista deixou bem claro que é uma pessoa sempre equilibrada no assunto política e procura ouvir os dois lados da história — tanto é que permitiu o uso de suas canções na campanha eleitoral de Chris Christie, Republicano que foi pré-candidato à presidência em 2015.

Ele explicou, no entanto, que as coisas eram diferentes com Trump. Perguntado se deixaria o agora ex-presidente usar suas músicas, Bon Jovi afirmou:

Não! Não não não! Nós discordamos completamente em todas as questões, desde como ele lidou com a COVID até a imigração até o acordo de Paris — tudo! Não! Não!

O cantor ainda falou sobre como se sentia “obrigado a apoiar o presidente” quando ele foi eleito em um processo democrático, mas se sentiu “realmente desapontado” com o resultado do governo Trump.

História de Jon Bon Jovi e Donald Trump

A verdade é que Bon Jovi e Trump possuem uma história que vai além das eleições e que tem desdobramentos bastante curiosos.

Em 2014, o astro do Rock se juntou a um grupo de investidores canadenses para tentar comprar o Buffalo Bills — time da NFL, maior liga de futebol americano do mundo — e concorreu diretamente com Trump. Ele teve uma proposta melhor do que a do magnata, e isso o irritou profundamente.

O negócio acabou nunca acontecendo porque uma terceira proposta surgiu, mas a cidade de Buffalo já vinha se mostrando extremamente contrária ao investimento de Bon Jovi e foram espalhadas mensagens por toda a cidade xingando o músico antes mesmo da concretização do acordo.

Anos depois, Jon descobriu que o responsável por essas mensagens era ninguém menos que Michael Caputo, um estrategista político contratado por Trump para boicotar o negócio do rockstar com o time. Ele relembra as diversas cicatrizes que isso deixou:

Eu fiquei realmente chocado com o quão longe [o Trump] foi. Ele não estava nem qualificado para comprar o time, porque você tem que apresentar o seu imposto de renda e ele nunca submeteu a papelada. Ao invés disso, ele fez essa coisa sombria de assassinar uma sombra, esperando comprar o time a preço de banana. Mas eu só não conseguia entender como essa desinformação estava sendo jogada por ali. Realmente deixou muitas cicatrizes.

Questionado pelo entrevistador se talvez tivesse sido melhor Trump ter comprado o time e desistido de concorrer à presidência pouco tempo depois, Bon Jovi não hesitou e disse que, “para o bem do mundo, ele definitivamente deveria ter conseguido o time”.

Vida que segue…

 
 
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