Wes Borland, guitarrista do Limp Bizkit
Foto: Wikimedia Commons
 

Wes Borland, guitarrista do Limp Bizkit, foi o convidado mais recente do podcast Let There Be Talk, comandado por Dean Delray.

Por lá, o músico falou sobre como a banda não tem nenhuma pressa para lançar seu novo disco já que os fãs vão as shows pela nostalgia das canções antigas e não pelo material inédito, e também foi questionado sobre como o Nu Metal acabou se tornando o Hair Metal dos anos 2000.

O paralelo que o apresentador traçou foi no sentido dos estilos terem tido uma queda muito brusca e ganharem um tom quase pejorativo, e Wes deixou bem claro que não curtia as bandas que surgiram junto com o Limp Bizkit.

Perguntado em seguida sobre quem eram os “16 Mötley Crües” que a indústria tentou encontrar, ele disse (transcrição via The PRP):

Havia muito disso, um monte disso meio que se desenvolveu de uma vez — KoRn, e os Deftones… Os Deftones realmente tentaram se separar de tudo, que foi a decisão certa, com certeza. Porque eles foram capazes de ter longevidade.

Wes Borland e a saída do Limp Bizkit que custou caro

Ainda no mesmo papo, Borland afirmou que em um certo momento estava ganhando “uma quantia rídicula de dinheiro” com a banda, mas o grupo recebeu instruções para investir agressivamente na bolsa de valores.

Segundo ele, a gravadora fazia com que eles acreditassem que estariam sempre no topo, como se o Limp Bizkit fosse uma fonte infinita de dinheiro. O guitarrista desabafou:

As pessoas ficam amaciando seu ego dizendo, ‘Vocês são a melhor coisa de todos os tempos, isso nunca vai acabar’, e é [tudo] positivo, positivo, positivo. O bagulho está ligado, e aí você está ganhando das ‘boy bands’ no ‘Total Request Live’ [programa da MTV que atendia às demandas do público] — nós nos sentíamos como deuses! E aí eu fiquei tipo, ‘É, mano, investe tudo! Se perdermos tudo, quem liga? Há mais de onde isso veio!’.

Questionado se ele havia, então, perdido tudo, Wes respondeu:

Tudo. O 11 de Setembro aconteceu e eu perdi bem mais de um milhão de dólares no mercado de ações. Simplesmente se foi — puf! E o que é doido é — eu fiquei só tipo, ‘Tanto faz’. Mas eu não tinha nada! Era todo o meu dinheiro! E eu fiquei tipo, ‘Não esquenta, vamos fazer mais dinheiro’. E aí eu fiquei tipo, ‘Na verdade, eu não quero’. E eu saí.

E eu olho para trás com isso e é só tipo, ‘Meu Deus, você é um idiota’. E todo mundo que ouvir isso vai pensar que eu sou um idiota também, mas isso é o quanto eu sou e era cabeça-dura na época.

Eles ficaram tipo, ‘Todo o dinheiro se foi, você perdeu todo seu dinheiro no mercado de ações. Nós temos uma turnê para o próximo ano e você vai lucrar 5 milhões no próximo ano’. E eu disse, ‘Vocês podem enfiar na porra da bunda de vocês. Eu prefiro ser pobre’. E saí. Eu estava na sala dos empresários e eles ficaram tipo, ‘Ok’. Sim, eu sou tipo o idiota mais cabeça-dura.

Vale lembrar que Borland de fato deixou o grupo em 2001, mas voltou em 2004 e ficou até o primeiro hiato da banda em 2006. Desde que eles se reuniram em 2009, o guitarrista tem marcado presença e nunca mais os deixou, apesar de seguir com outros projetos paralelos.

Você pode ouvir o podcast na íntegra pelo vídeo abaixo.

 
 
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