TikTok
Foto Stock via Shutterstock
 

Como te falamos por aqui, o aplicativo TikTok vinha se preparando para talvez encerrar suas atividades nos EUA por conta de uma ordem de banimento assinada pelo presidente Donald Trump.

No documento, o mandatário afirmava que “a propagação nos Estados Unidos de aplicações de celular desenvolvidas por e cujos donos são empresas da República Popular da China (China) continua a ameaçar a segurança nacional, política externa, e economia dos Estados Unidos”.

A solução para que a plataforma pudesse continuar funcionando foi a venda de suas operações no país, e a principal candidata falada na mídia era a Microsoft. Acontece que, no fim das contas, o acordo foi fechado com a Oracle, outra gigante da tecnologia dos EUA.

De acordo com o Washington Post (via NME), a proposta permite que a empresa ByteDance continue como dona do app e terceirize a administração de seus dados em nuvens para a Oracle.

Bloomberg completa garantindo que a ByteDance não irá vender ou transferir os algoritmos do TikTok, certamente muito valiosos, mas dará liberdade para que a empresa norte-americana desenvolva um novo.

O acordo ainda precisa ser aprovado pelas duas partes — Pequim e Washington — antes de ser oficialmente assinado.

TikTok e proposta recusada da Microsoft

Essa necessidade de aprovação pode ser um empecilho, pois uma fonte do Washington Post afirma que o negócio não atende às demandas de Trump e “politicamente, seria um declive gigantesco em relação ao que o presidente disse que iria conseguir com isso”.

A ideia do presidente, segundo esse ex-oficial dos EUA, seria que “uma empresa dos EUA tomasse conta dos ativos e do algoritmo”.

Ao mesmo tempo, a recusa da proposta da Microsoft parece estar intrinsecamente relacionada a isso. Em seu anúncio oficial de desistência do negócio ontem (13), a empresa escreveu:

Estamos confiantes de que a nossa proposta teria sido boa para os usuários do TikTok, enquanto protegeria os interesses da segurança nacional. Para fazer isso, nós teríamos feito mudanças significativas para garantir que o serviço atingisse os maiores padrões de segurança, privacidade, segurança online e combate à desinformação, e nós deixamos esses princípios claros em nosso comunicado de Agosto.

Vamos aguardar os próximos capítulos dessa situação.

 
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