TikTok
Foto Stock via Shutterstock

A confusão entre o aplicativo TikTok e o presidente dos EUA, Donald Trump, segue ganhando capítulos e parece que a plataforma já se prepara para decisões mais drásticas.

De acordo com o New York Post, a empresa que tem controle das operações do app (a chinesa ByteDance) preparou um plano de contingência para o caso de não conseguir resolver o imbróglio e já traçou estratégias de encerramento de atividades nos EUA, fazendo com que o TikTok se torne inacessível por lá.

Vale lembrar, no entanto, que estão ocorrendo negociações para que isso não aconteça e a plataforma também entrou com um processo pois, como te contamos por aqui, o aplicativo já tinha dito que a decisão do executivo norte-americano não respeitou o “processo protocolar nem tem aderência à lei” e garantiu que a ameaça deixou os responsáveis “em choque”.

No comunicado divulgado, os representantes da ByteDance afirmam que o plano não é nada além de uma contingência e uma forma de se preparar para o pior, mas ressaltam que há boas chances de tudo correr bem.

TikTok e Donald Trump

No documento assinado há pouco tempo, Trump proíbe as transações com a rede social que tem sido responsável por alguns dos maiores sucessos da internet nos últimos tempos, inclusive na música.

Ele afirma na decisão que “a propagação nos Estados Unidos de aplicações de celular desenvolvidas por e cujos donos são empresas da República Popular da China (China) continua a ameaçar a segurança nacional, política externa, e economia dos Estados Unidos”.

O TikTok afirmou que no último ano tentou “engajar em boa-fé com o governo dos EUA para encontrar uma solução construtiva às preocupações que foram expressadas, [mas] o que foi encontrado foi que a Administração não presta atenção aos fatos, ditou termos de um acordo sem passar pelo processo legal padrão, e tentou se inserir em negociações entre negócios privados”.

Se o processo não tiver resultados, a única forma do aplicativo que tem mais de 100 milhões de usuários nos EUA continuar funcionando é se a empresa responsável vendê-lo antes da data limite imposta pelo presidente.

A principal interessada na compra é a Microsoft, que ainda investiria nas operações em outros países como Canadá, Austrália e Nova Zelândia, e teria como parceiro o grupo Walmart.

Vale lembrar que, em meio a tudo isso, o presidente do TikTok, Kevin Mayer, renunciou de seu cargo após supostamente ter ficado de fora das negociações que envolvem a venda das operações do app.

 
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