Neil Peart, baterista do Rush
Fonte: Wikimedia Commons
 

Notícia extremamente triste para os fãs da música nesta sexta-feira (10). Neil Peart, lendário baterista do Rush, morreu aos 67 anos de idade.

De acordo com a Rolling Stone, o músico faleceu na terça-feira (7) em Santa Monica. A causa da morte vem como uma surpresa, já que Peart estava silenciosamente enfrentando um câncer no cérebro há quase três anos e nada disso havia saído na imprensa. A notícia foi confirmada pela família do baterista.

Em 2018, divulgamos por aqui a notícia de que Neil estava se aposentando de vez da música. Como citamos, o músico nunca chegou a revelar que estava doente.

Uma possível última reunião do Rush ainda era muito aguardada por seus fãs.

Neil Peart

O baterista se uniu a Geddy Lee e Alex Lifeson em 1974, e foi responsável por alguns dos discos mais importantes do Rock.

Na bateria, Peart era considerado um dos melhores do mundo, sendo citado por diversos músicos como uma inspiração e admirado por sua virtuosidade e experimentalismo.

Além das baquetas, o músico nascido em Hamilton, no Canadá, era o principal compositor das letras do Rush e em discos lendários como 2112, lançado em 01 de Abril de 1976, escreveu todas as canções com exceção de “Lessons” e “Tears”.

Influente e respeitado por músicos dos mais importantes no Rock And Roll, Peart passou os últimos anos da sua vida em Santa Monica, na Califórnia, ao lado da esposa Carrie Nuttall e da filha do casal, Olivia.

Aos 18 anos de idade, antes de entrar no Rush e frustrado com as possibilidades no Canadá, ele morou por 18 meses em Londres, mas também não teve sucesso por lá, fazendo bicos como baterista e tocando em algumas bandas mas ficando longe de consolidar a carreira.

Retornando ao seu país, Neil Peart passou a trabalhar com o pai no comércio local e foi convidado para entrar no Rush substituindo o antigo baterista, John Rustey.

Diz a lenda que o baterista chegou ao teste com Geddy Lee e Alex Lifeson usando shorts e com as partes da bateria armazenadas em latas de lixo, o que teria feito seus futuros colegas caírem na risada.

Neil e seu estilo frenético, que lembrava Keith Moon (The Who), acabaram sendo aceitos e o resto é história.

Descanse em paz, mestre!

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