Luke Skywalker (Mark Hamill) em Star Wars
Foto: Divulgação/Lucasfilm
 

O criador de Star Wars, George Lucas, tinha em mente uma história bem diferente para a terceira e última trilogia da saga.

Mas, de acordo com Bob Iger, atual CEO da Disney, Lucas sentiu-se traído numa das primeiras reuniões sobre o futuro de Star Wars.

Em sua nova biografia, Iger relata que George não ficou muito feliz com as escolhas da companhia para o rumo que a história seguiria nos novos filmes.

Eu e Alan Horn [diretor criativo do Walt Disney Studios] lemos os esboços de George e decidimos comprá-los, mesmo deixando claro no acordo de compra [da Lucasfilm em 2012] que não teríamos obrigação contratual de aderir às tramas que ele nos apresentou.

Disney e Lucasfilm

A Disney comprou a Lucasfilm em 2012 e expandiu o domínio da franquia Star Wars com a estreia de O Despertar da Força, em 2015. Com a aquisição, tudo que diz respeito à saga é de responsabilidade da Casa do Mickey.

Iger conta que George estava relutante quanto à questão do controle criativo, mas se colocou disponível como consultor. “Prometi que estaria aberto às ideias dele, mas como os esboços, não teríamos obrigação nenhuma,” diz.

Durante uma reunião com o roteirista Michael Arndt e a presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy, George ficou visivelmente chateado quando descreveram a trama e ele percebeu que nenhuma das histórias que enviou durante as negociações foi usada.

Iger diz que chegou a discutir sobre a direção que Star Wars seguiria com Kennedy e J.J. Abrams, diretor da trilogia atual. “Todos concordamos que não foi o que George havia pensado”, admite o CEO.

Para Bob Iger, George Lucas pensou que comprar os esboços inicialmente era uma promessa de que a história seria seguida a risca, o que não aconteceu.
A última parte da trilogia, A Ascensão Skywalker, estreia em 19 de Dezembro.
 
 
Compartilhar