Resenha: com público diverso e celebração da música brasileira, João Rock 2024 redefine o que é sucesso para um festival

TMDQA! acompanhou de pertinho o João Rock 2024 e traz pra você vídeos e bastidores dos shows de Djavan, Os Paralamas do Sucesso, Marcelo D2 e mais.

Resenha: Com público diverso e celebração da música brasileira, João Rock 2024 redefine o que é sucesso para um festival
Reprodução/Instagram @festivaljoaorock

Um festival de música pode ter o seu sucesso medido de várias formas, e o João Rock marca todas as caixinhas sob o ponto de vista dos negócios, com mais de 20 edições organizadas com sucesso, diversas marcas envolvidas e os ingressos totalmente esgotados este ano.

Mas para quem frequenta eventos desse porte, sucesso significa reunir um público diverso, vindo de várias partes de São Paulo e estados vizinhos, de todas as idades e estilos, sempre com o objetivo de curtir e respeitar quem está do lado.

Esse foi o ambiente do João Rock 2024, que rolou no Parque Permanente de Exposições em Ribeirão Preto no último sábado (8), e o TMDQA! esteve lá pra conferir de pertinho shows de gigantes da música nacional como Djavan, Os Paralamas do Sucesso, Pitty, Marcelo D2Marina Lima e muito mais!

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Calor não afastou público animado e sem preconceitos

O clima em Ribeirão Preto é diferente em sábado de João Rock, e não estamos falando do tradicional calor de 30º da cidade nessa época, mas da movimentação em hotéis e estradas rumo ao parque que abriga o evento, com uma multidão animadíssima pra curtir um fim de semana diferente.

Com os portões abertos às 12h30, mal chegou o show de Marina Sena no palco principal, no início da tarde, e o enorme Parque de Exposições já estava praticamente lotado pra dançar ao som dos hits “Ombrin (Ai Que Delícia o Verão)”, “Por Supuesto” e “Dano Sarrada”.

Depois veio o Reggae de Armandinho e todos os clássicos do Detonautas, que ainda mandou ver numa cover de “Um Sonhador”, de Leandro & Leonardo, mostrando desde de cedo que não haveria espaço para preconceitos musicais por ali.

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Os palcos Aquarela e Brasil do João Rock 2024

 

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Enquanto isso, o palco Aquarela dava uma aula de curadoria com seu line-up 100% feminino incluindo Tássia Reis, Negra Li, Duda Beat e Maria Gadú, que abriu sua performance com uma versão a capella de “Coisas da Vida”, em homenagem à rainha Rita Lee – assista acima.

Mas o destaque ficou mesmo para Marina Lima, diva do Rock brasileiro nos anos 1980 e 1990, que mostrou a atemporalidade de faixas como “Acontecimentos”, “Pessoa” e “À Francesa” e ainda cantou “Ainda É Cedo” da Legião Urbana com Carlos Trilha, ex-tecladista da banda de Renato Russo e que agora acompanha Marina (veja aqui).

Depois de passar pela nova geração do Trap brasileiro no palco Fortalecendo a Cena, que recebeu nomes como Wiu, Teto e Veigh, seguimos para o palco Brasil, dedicado a lendas da MPB.

A banda 14 Bis abriu os trabalhos por lá, atraindo muitas famílias que cresceram ouviram sucessos como “Todo Azul do Mar” e “Caçador de Mim”, e em seguida veio todo o suíngue dos Novos Baianos e seu fiel público que se renova a cada geração.

O mesmo pode-se dizer dos mestres Ney Matogrosso – que no cair da noite já tinha lotado toda a área ao redor de fãs prontos pra curtirem “Homem Com H”, “Poema” e outros clássicos – e Djavan, que fechou a noite por ali com uma multidão apaixonada cantando “Oceano” e “Meu Bem Querer” a plenos pulmões – veja abaixo.

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Palco principal recebeu shows conjuntos e exclusivos

Mas a noite estava longe de acabar no palco João Rock, onde o Ska comia solto com Samuel Rosa mostrando seu repertório agora fora do Skank. Ele voltou ao palco mais tarde, quando Os Paralamas do Sucesso o convidaram para cantar o hit “Lourinha Bombril”assista aqui.

Subvertendo a lógica de headliners e atrações secundárias, o festival escalou a banda de Herbert Vianna para o início da noite, e eles fizeram o palco principal pegar fogo com sucessos como “Lanterna dos Afogados”, “Óculos” e “Uma Brasileira”, deixando a clara sensação de que estávamos diante de lendas do Rock nacional.

Depois veio o CPM 22, que nunca envelhece com seus clássicos do Hardcore, e Thiago Castanho e Marcão Britto celebrando os 30 anos do Charlie Brown Jr. com Egypcio nos vocais – e milhares de pessoas cantando com ele, emocionadas com o legado da banda de Chorão.

O fim da noite ficou marcado por shows conjuntos e inéditos: primeiro Marcelo D2 e seu Punhado de Bamba convidando o rapper Djonga para celebrar a cultura afrobrasileira e ritmos como o Samba, Maracatu e Ijexá.

E, encerrando os trabalhos, já na madrugada de domingo, Pitty e Emicida se encontraram para o espetáculo “Travessia”, em que apresentam a narrativa de dois personagens atravessando a noite rumo à manhã, simbolizando o fim de ciclos para os dois artistas: as turnês AmarElo e Admirável Chip Novo 20 Anos.

TMDQA! curtiu o João Rock 2024 no Modo Eisen

Você acompanhou todos os detalhes do João Rock 2024 nas redes do Tenho Mais Discos Que Amigos!, que curtiu o festival com Eisenbahn no Modo Eisen, aproveitando cada momento e saboreando cada experiência na velocidade 1x.

Confira nossos perfis no Instagram, TikTok e X para mais vídeos dos shows e experiências do festival, e se tiver a oportunidade de viajar para Ribeirão Preto em 2025, podemos garantir que o seu sábado será um sucesso, em todos os sentidos!

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