sexta-feira, 29 de maio de 2020

Fernando Sanches fala sobre o futuro do CPM22 e da música pós-pandemia

Fernando Sanches, baixista do CPM22
Foto: Divulgação

Por Eduardo Ribeiro

Conheci o Fernando Sanches em 1997, logo que a família Takara (Fernando é filho do Sr. Claudio Takara e irmão de Daniel Ganjaman e Maurício Takara) inaugurou a primeira sede do estúdio El Rocha na zona oeste, numa travessa da Teodoro Sampaio. Quer dizer, frequentando a casa para ensaiar e assistir a ensaios de bandas de amigos, trocamos ideia pela primeira vez. Mas, na verdade, já o conhecia de vê-lo no palco como integrante de algumas das minhas bandas preferidas do meio alternativo de São Paulo nos anos 1990 – Small Talk, Againe, Dance of Days, Van Damien e Hateen. Enquanto baixista do CPM22, ele tem duas passagens no currículo: entre 2005 e 2011, e de 2016 para cá. Atualmente, segue à frente do estúdio e fazendo som n’O Inimigo e no Againe.

Em meados de março, quando o bicho começou a pegar com a pandemia do novo coronavírus, os trampos do El Rocha, onde já ensaiaram e gravaram artistas como Ratos de Porão, Vanguart, Pitty, Elza Soares, BaianaSystem, Ivete Sangalo, Criolo, Capital Inicial, Mallu Magalhães, Mercenárias, Inocentes, etc., famoso por atuar ininterruptamente desde sua abertura, deram aquela miada e o local precisou desligar os amplis e apagar as luzes. De papo com o Fernando, fiquei sabendo que, por conta disso, ele havia parado a gravação do Deb and The Mentals ao mesmo tempo em que o CPM22 aproveitava o breque na agenda para fazer a pré-produção de seu vindouro álbum. Foi nessa deixa que emendei a entrevista a seguir.

TMDQA!: Fiquei sabendo que o CPM22 está fazendo a pré-produção de um novo disco. Vocês já estavam com a ideia de fazer isso nesse momento, ou resolveram antecipar as coisas, aproveitando a deixa da ‘quarentena’ para não ficarem improdutivos?

Fernando Sanches: Não sou super ativo nas decisões da banda, mas todos ali já sentiam que era a hora de começar a trabalhar em material novo. O último disco já tem bastante tempo, e tocamos muito com ele. Foi uma tour boa, mas desgastante para todos. Tanto para a banda como para a equipe técnica. Em relação à quarentena, ela acabou não influenciando no tempo das coisas. Foi pura coincidência.

 

TMDQA!: O que já dá pra adiantar sobre a pegada do próximo disco do CPM22 em relação ao álbum anterior?

Fernando Sanches: As demos estão indo pra um caminho bem próximo ao do último disco. A aceitação dele foi ótima, e digo isso não muito pensando numa questão de mercado, mas em quem já gostava do nosso trabalho, que é o que mais importa no caso de uma banda de rock com tanto tempo de carreira.

 

TMDQA!: Alguma inovação ou caminho diferente no som ou nas letras?

Fernando Sanches: O jovem não está mais afim de ouvir rock, né, ele deixou de ser uma coisa desafiadora e perigosa. Perdeu a urgência que tinha nas décadas passadas e virou música de velho, então acho que o foco agora é quem já curtia a banda mesmo. E tudo bem pra mim.

 

TMDQA!: Quais são as precauções que uma banda precisa ter em estúdio para não dar brecha para a disseminação da covid-19 entre os integrantes?

Fernando Sanches: Eu, por exemplo, por ter uma filha pequena, não participei das primeiras sessões de demo. Fiquei em casa e não estou saindo. Aliás, pelo que eu tenho falado com os caras, ninguém da banda está saindo. Ou não deveria estar.

 

TMDQA!: Sobre aquele show que vocês fizeram com o Raimundos no Rock in Rio. Lembro que, na época em que o Raimundos surgiu, muita gente fazia campanha de boicote por acusarem os caras de sexismo nas letras, então havia quem curtisse, mas não revelasse isso em público para não pegar mal no rolê. Como você avalia essa questão hoje em dia?

Fernando Sanches: Quando o Raimundos surgiu era uma coisa nova, chocante pra época. Agora em 2020 eu acho bobo e um tanto desnecessário. Ninguém mais fica chocado com putaria, tem coisa bem mais “agressiva” rolando o tempo todo. Na época todo mundo achava ousado, e não tinha muita informação de como esse tipo de discurso era prejudicial. Hoje, não consigo achar legal, não. Acharia mais legal ter feito o show separado de cada banda. O resultado seria melhor e mais fácil, mas o festival quis assim, eu só fui lá e fiz minha parte.

TMDQA!: Você, que além de músico também trabalha operando mesa de som no El Rocha, como tem sentido o baque de ter tido a sua rotina de trabalho impactada pelo isolamento motivado pela pandemia? Pergunto porque sei que você é um cara que sempre esteve muito na ativa, trampando horas a fio ali no estúdio, movido a café e tal [risos]. Deve bater uma sensação estranha de parar de repente, e já por tanto tempo, não é?

Fernando Sanches: Cara, eu estava gravando o disco do Deb And The Mentals numa segunda-feira em que a coisa realmente estourou. Comento sempre que a sala de gravação está tipo Chernobyl. Tudo ficou do jeito que estava no fim do primeiro dia de sessão. É bem estranho… Mas, graças à tecnologia, estou fazendo muita coisa sem acompanhamento: trabalhos de mixagem e masterização. Faço sozinho e mando para a banda aprovar por email. Funciona super bem e ainda está rolando, mas vai saber até quando, né.

 

TMDQA!: O meio musical já vinha sendo prejudicado nas últimas duas décadas, primeiro pela pirataria da troca de arquivos e, mais recentemente, pelos serviços de streaming, que revertem pouco lucro para os artistas em relação à época em que a vendagem de k7, vinil e CD eram a principal fonte de renda. Daí, os artistas começaram a investir muito mais em shows. Com o mercado de eventos prejudicado, os efeitos dessa nova dinâmica estão aí para serem questionados. Como você acha que o streaming poderia beneficiar melhor os artistas?

Fernando Sanches: Alguns serviços de streaming estão colocando links para o pessoal doar algo extra para os artistas. Acho a ideia ótima. O público se acostumou a não pagar mais por música, então vai ser um processo longo mudar essa cultura. Vamos ver se surte efeito, visto que mais do que nunca o pessoal tem consumido música, cinema, séries, etc., dentro de casa. Os serviços de streaming deveriam, durante essa pandemia, aumentar a remuneração como medida emergencial.

 

TMDQA!: Que outras saídas você acredita serem financeiramente justas e possíveis para a categoria?

Fernando Sanches: Diminuição ou extinção na cobrança de imposto sobre a arte e materiais necessários para esse tipo de produção. Também aumento do incentivo governamental à produção artística nesse momento é extremamente necessário, como o governo alemão vem fazendo. O problema é que a atual administração tem feito exatamente o oposto, o que só piora.

 

TMDQA!: Além do CPM22, você também faz parte de outras duas bandas um tanto longevas no underground nacional, O Inimigo e Againe, as quais têm o hardcore como denominador comum. Gostaria que comentasse um pouco sobre como você enxerga a perenidade desse gênero na cena paulistana, e o que a vivência no hardcore trouxe de mais importante à sua vida pessoal nesses anos todos.

Fernando Sanches: A maior parte das minhas amizades e conexões artísticas vieram da cena punk/hardcore, então não sei bem como minha vida seria sem minha participação nisso. Muita gente que produz coisas nas mais diversas áreas veio desse meio. É uma comunidade bem ativa, que, como tudo na vida, tem ciclos, modas, altos, baixos… Acredito que a parte mais burra e radical ficou no passado. A música moveu pra outros caminhos onde o hardcore mais tradicional dialoga com maior naturalidade com outros tipos de música – reggae, eletrônico, até samba. Ainda tem a ala conservadora, mas cada dia que passa você vê mais um espírito de comunidade do que de gangue. Se reinventar foi o que fez ela continuar existindo.

TMDQA!: Quais são as bandas ou álbuns de que você mais se orgulha em ter gravado no El Rocha? Manda aí um top 5!

Fernando Sanches: É sempre difícil e delicado falar sobre isso. Mas vou tentar pegar alguns mais emblemáticos, que sempre as pessoas citam quando comentam sobre o trabalho do estúdio:

– Todos os discos feitos com o Hurtmold
– O disco Nó na Orelha, do Criolo
– O último disco do BaianaSystem (O Futuro Não Demora), que ganhou um Grammy
– Os trabalhos com o cornetista americano de jazz Rob Mazurek
– E, mais recentemente, os discos do Rakta (Falha Comum) e do DeafKids (Metaprogramação)

 

TMDQA!: O que você acha dessas novas iniciativas de shows intimistas/festivais via live, que têm rolado nas redes sociais? Depois que a pandemia passar, acredita que essa prática pode se tornar uma coisa recorrente?

Fernando Sanches: Acho ótimo. Tenho acompanhado bastante e acho muito legal a iniciativa. Tomara que, mesmo depois desse caos, continue acontecendo. E durante ele, que as lives sejam feitas de maneira segura e de preferência da maneira mais informal do mundo, o artista na sua casa, sozinho. Quando começa a ficar uma coisa mais produzida, a gente sabe que tem mais gente envolvida… Aí já acho arriscado, um desserviço às políticas de saúde pública.

TMDQA!: Qual tem sido a sua playlist de sons nesse período de isolamento social? Tem revisitado ou descoberto umas coisas legais?

Fernando Sanches: Eu voltei a ouvir muito disco de metal antigo. Não sei se é o sentimento de apocalipse, mas tenho ouvido muito Sepultura velho, os três primeiros do Metallica, Slayer… Gosto muito também da Billie Eilish, e quando ela solta algo novo eu sempre vou atrás de escutar. No mais, muito punk velho também… Descendents, Black Flag. E as coisas novas que amigos aqui do Brasil estão produzindo.

Tom Ellis renova contrato e “Lucifer” deve ganhar sexta temporada

Tom Ellis em Lucifer

Fãs do seriado Lucifer, podem comemorar: Tom Ellis estará de volta e, mesmo antes do lançamento da quinta temporada, a sexta já é uma possibilidade bem real.

Conforme conta o Deadline, o ator foi o último a fechar negócio para um possível retorno à série, que passou a ser exibida pela Netflix após três temporadas na Fox. Com o lançamento da quarta temporada, foi anunciado que a quinta seria a última — mas parece que os planos estão perto de mudar.

Infelizmente, devido ao Coronavírus, a produção da série ainda é uma grande interrogação. Segundo relatos, faltavam apenas quatro dias de filmagem para a quinta temporada quando a pandemia obrigou a interrupção dos planos — portanto, não há uma previsão exata de quando esses episódios serão lançados.

O que se sabe é que a Netflix planeja lançá-los em duas “ondas” de 8 episódios cada, totalizando 16 capítulos. O mês de Setembro era esperado para retomar a produção, possivelmente para a sexta temporada, mas essa data provavelmente terá de ser revista.

Tom Ellis e Lucifer

Baseada nos quadrinhos de Neil GaimanLucifer já tem um total confirmado de 77 episódios — sendo que 16 farão parte da quinta temporada — e é uma das maiores séries exclusivas da Netflix no momento, já que os direitos foram comprados pela plataforma.

Além de Ellis, Lauren GermanRachael HarrisDB WoodsideLesley-Ann BrandtAimee GarciaTricia HelferScarlett Estevez Kevin Alejandro já estariam todos com acordos fechados para a sexta temporada.

Agora é só esperar o retorno do Senhor do Inferno!

Metallica lança torneio para fãs escolherem melhor música da banda

Metallica
Foto por Ross Halfin

Em uma discografia tão recheada como a do Metallica, é quase impossível escolher apenas uma música para ser a melhor. Mas a banda não quer nem saber e criou um torneio virtual para que os fãs tomem essa importante decisão.

Por meio dos stories do Instagram ou Facebook dos caras, você pode ajudar a escolher uma das 64 faixas pré-selecionadas por James HetfieldKirk HammettRobert Trujillo e Lars Ulrich.

Englobando todas as fases da banda, as canções vão desde clássicos como “Master of Puppets” até as renegadas faixas do St. Anger, como “Frantic”. Esta última, aliás, está em uma das disputas de hoje (29) contra “King Nothing”.

Você pode conferir todos os confrontos pela postagem abaixo!

Torneio virtual para eleger a melhor música do Metallica

A “brincadeira” foi colocada no ar nesta quinta-feira (28) e já temos, portanto, alguns resultados para usar de exemplo. Na primeira rodada de confrontos, “Enter Sandman” venceu “Confusion” com 91% dos votos; “Through the Never” superou “Motorbreath” por 55% a 45%; “Whiplash” ficou à frente de “Leper Messiah” com 58% da preferência e “Blackened” triunfou sobre “The God That Failed” com 78%.

Portanto, a próxima rodada verá “Enter Sandman” contra “Through the Never” e “Whiplash” contra “Blackened”. Será difícil, hein? Mas por enquanto, além do duelo entre “Frantic” e “King Nothing”, este dia 29 nos traz “Seek & Destroy” contra “Ain’t My Bitch”, “Eye of the Beholder” contra “The Day That Never Comes” e “The Unforgiven” contra “Spit Out the Bone”.

Até o momento, “Seek & Destroy”, “The Unforgiven” e “King Nothing” estão com vitórias por grande maioria; o único confronto que parece mais acirrado é entre a clássica música de …And Justice for All e a faixa de Death Magnetic, uma das mais queridas da fase moderna dos caras.

E aí, você já tem uma ganhadora em mente? Não deixe de participar!

Bob Kulick, guitarrista do KISS e de Lou Reed, morre aos 70 anos

Bob Kulick
Reprodução/Facebook

Bob Kulick, grande nome da guitarra conhecido por seu trabalho em estúdio e ao vivo com artistas como KISS Lou Reed, morreu aos 70 anos de idade conforme uma postagem de seu irmão, o também guitarrista Bruce Kulick, no Facebook (via UCR).

No comunicado oficial, Bruce compartilha a triste notícia mas não revela qual foi a causa de morte de Bob:

É com o coração partido que preciso compartilhar a notícia de falecimento do meu irmão Bob Kulick. Seu amor pela música e seu talento como músico e produtor devem sempre ser celebrados. Eu sei que ele está em paz agora, com meus pais, tocando sua guitarra o mais alto possível. Por favor respeitem a privacidade da Família Kulick durante este momento muito triste.

Você pode conferir a nota na íntegra pela publicação abaixo.

Carreira de Bob Kulick

I am heartbroken to have to share the news of the passing of my brother Bob Kulick. His love of music, and his talent as…

Posted by Bruce Kulick on Friday, May 29, 2020

Bob Kulick participou de testes para tocar no KISS em 1972, perdendo a vaga para Ace Frehley. Eventualmente, ele se tornou músico de estúdio e gravou discos icônicos como Coney Island Baby (1976), de Lou Reed, além de ter sido secretamente recrutado pelo KISS em 1977 devido aos problemas com Frehley.

Ele gravou as novas músicas de estúdio do Alive II, e depois passou a ser um colaborador mais frequente da banda. Kulick é creditado como compositor em faixas de UnmaskedKillersCreatures of the Night e no disco solo de Paul Stanley de 1978. Bruce, seu irmão, substituiu Frehley no papel de guitarrista principal do KISS entre 1984 e 1996.

Além de tudo isso, Bob também participou de turnês ou gravações com nomes como Meat LoafMichael BoltonW.A.S.P. Diana Ross.

Que descanse em paz.

saudade ressignifica dores e nos brinda com clipe de “afago” na quarentena

saudade em 2020
Foto: Gabriela Amerth

saudade é o nome do projeto do talentoso músico Saulo von Seehausen.

Nós já falamos bastante sobre o trabalho do artista do Rio de Janeiro por aqui e a novidade agora é um verdadeiro “afago” em tempos tão difíceis como esses da pandemia.

Para lançar seu novo single, Saulo resolveu voltar às origens e gravar um vídeo oficial em Petrópolis, na região Serrana do Rio de Janeiro, onde cresceu.

Morando em São Paulo atualmente, saudade também misturou imagens da metrópole ao resultado final, bem como de shows, e o resultado é uma ilustração em movimento de um período pra lá de complicado na vida de um artista que, como estampa logo de cara, “ressignificou as suas dores, cresceu e esteve sozinho mas cercado de amigos”.

saudade – “afago”

Em 2018 e 2019 o músico esteve em turnê pelos EUA e retornou ao Brasil para shows em São Paulo e no Rio de Janeiro, tudo isso enquanto vinha gravando seu primeiro disco cheio.

“afago”, mais novo single dessa trajetória, já está em todas as plataformas de streaming e você pode assistir ao webclipe logo abaixo.

Para acompanhar a trajetória do cara, siga sua conta oficial no Instagram por aqui.

Ficha técnica:

Direção e Edição: Beatriz Grieco
Imagens: Leandro Bronze e Beatriz Grieco
Imagens Adicionais: Rique Azevedo, Saulo von Seehausen, Bruno Bade e Maycon Ananias
Finalização: Renan Vasconcelos
Produção Musical: saudade e André Ribeiro
Direção Artística: saudade e Rique Azevedo
Mixagem e Masterização: João Milliet
Bateria: Bruno Bade
Baixo: Leandro Bronze
Guitarra: Renan Vasconcelos
Engenharia de Som: Vinícius Junqueira
Assistentes: Junior Ayres e Arthur Ayres

Taylor Swift critica Donald Trump e diz: “nós iremos te tirar no voto”

Taylor Swift em 2016
Foto de Taylor Swift via Shutterstock

Taylor Swift foi muito criticada no passado por ter ficado longe de comentários políticos mais efusivos durante a eleição americana de 2016. Mas a cantora parece ter atingido seu limite com o presidente Donald Trump.

Oriunda da cena country, que ainda tem uma base de fãs muito grande que apoia o partido Republicano liderado no momento pelo atual mandatário, Swift mostrou não ter medo de perder fãs conservadores com um Tweet em que critica as ações do atual líder:

Depois de alimentar os fogos da supremacia branca e do racismo durante todo o seu mandato na presidência, você tem coragem de fingir superioridade moral em relação à violência ameaçadora? ‘Quando os saques começam os tiros começam’??? Nós iremos te tirar no voto em Novembro. @realdonaldtrump

Você confere a publicação na íntegra a seguir.

Taylor Swift e Donald Trump

A postagem de Taylor Swift faz referência a uma publicação do atual mandatário americano sobre o caso George Floyd, uma ação racista da polícia americana que tirou a vida de mais um homem preto. Diversos artistas e personalidades, inclusive aqui do Brasil, se pronunciaram sobre o acontecido.

Nos EUA, diversos protestos tomaram a cidade de Minneapolis e prédios foram totalmente queimados e/ou destruídos. Na cobertura da mídia, mais um caso de racismo foi transmitido ao vivo quando o repórter Omar Jimenez, do canal CNN, foi preso sem nenhum motivo aparente.

Para Trump, no entanto, as manifestações públicas são inaceitáveis da forma como estão sendo feitas. Em um Tweet, que foi sinalizado pela rede social como uma violação das regras da plataforma sobre a glorificação da violência, o presidente escreveu:

Eu não posso ficar parado & assistir ao que está acontecendo com uma grande Cidade Americana, Minneapolis. Uma completa falta de liderança. Ou o fraquíssimo Prefeito da Extrema Esquerda, Jacob Frey, arruma essa situação e coloca a Cidade sob controle, ou eu irei mandar a Guarda Nacional & fazer o trabalho direito. Esses BANDIDOS estão desonrando a memória de George Floyd, e eu não deixarei isso acontecer. Acabei de falar com o Governador Tim Walz e falei a ele que os Militares estão com ele até o fim. Qualquer dificuldade e nós assumiremos o controle mas, quando os saques começam, os tiros começam. Obrigado!

Além da indignação de Taylor, a publicação do mandatário gera mais um capítulo na briga entre ele e o Twitter, que começou nestes últimos dias após a plataforma sinalizar uma de suas postagens como fake news e resultou em uma ordem, dita inconstitucional por especialistas, que impede a rede de fazer isso novamente.

LEIA TAMBÉM: Donald Trump assina ordem para mudar a lei que permite que Twitter tenha controle sobre fake news

[Podcast] Resumo da semana – Felipe Dylon, artistas na Twitch e entrevista com Mahmundi

Podcast Tenho Mais Discos Que Amigos e Mahmuni

Mais uma semana que pareceu um mês, e mais um resumo com Tony Aiex e Rafael Teixeira tentando equilibrar a loucura institucional em Brasília com as novidades dos músicos e artistas durante a pandemia.

Falamos sobre a “viagem no tempo” de Felipe Dylon, Linkin Park interagindo com a Fresno na Twitch, o lançamento oficial de vídeos do projeto From the Basement e o meme do “Datena comunista”, que revoltou o próprio apresentador.

Esse episódio especialíssimo também traz entrevistas com Mahmundi e Vanguart, que estão lançando material novo nessa sexta-feira.

Siga e ouça nosso catálogo completo no seu reprodutor preferido ou no site oficial: tmd.qa/podcast. Para interagir, mande uma mensagem nas redes sociais @podcasttmdqa e @tmdqa ou um e-mail para podcasttmdqa@gmail.com

Mais maduro, The Strokes analisa carreira e revela expectativas para eleições americanas

The Strokes na Espanha em 2019
Foto do The Strokes via Shutterstock

O The Strokes deu uma entrevista à NME depois de quase dez anos sem conversar com a publicação e falou sua sobre relação com a imprensa, as impressões que têm da última década, política, o aniversário de 20 anos de seu primeiro álbum e mais.

A chamada da matéria destaca uma fala de Julian Casablancas sobre jornalistas puxarem o saco dos artistas pessoalmente, enquanto os entrevistam, e detonarem seus trabalhos na hora de escrever uma crítica.

A jornalista Rhian Daly descreve em seu texto que o quinteto parecia estar o tempo todo desconfiado durante o bate-papo, como se ela estivesse lá para pregar uma pegadinha neles. Ela, porém, diz que é só uma fã do trabalho dos caras, mas que entendia que para eles podia soar justamente como em outras más experiências.

Não sei como as pessoas estão na NME hoje em dia, mas sei que a tendência é que o jornalista beije sua bunda na sua cara e depois fale merda quando estiver escrevendo o artigo.

Daly diz perceber uma grande mudança de postura dos integrantes que agora têm uma espécie de filtro para responder às questões da imprensa. A fama do The Strokes antigamente era de estarem bêbados para receber os jornalistas e até de desligarem seus gravadores e interromperem suas perguntas.

Novo álbum do The Strokes

O trabalho mais recente da banda, The New Abnormal, saiu em abril e marca uma nova fase do grupo depois uma década quase que perdida e que, pelo jeito, os próprios caras preferem não falar sobre. “É complicado,” define Julian sobre os discos Angles (2011) e Comedown Machine (2013).

Albert Hammond Jr., porém, diz que não os julga da pior maneira e revela que se divertiu muito produzindo o trabalho lançado há sete anos. “Partes dele são algumas das minhas coisas favoritas,” revela.

Quando falamos do disco deste ano, a conversa muda. Todos eles concordam que o processo de produção foi o menos estressante e o mais parecido de todos com o de Is This It, prestes a completar 20 anos. Aliás, a banda não planeja nenhuma comemoração por enquanto.

Julian Casablancas afirma que depois de certa idade, as pessoas já não gostam mais de comemorar aniversários. “Dar uma festa de 40 anos é deprimente e embaraçoso,” fala sobre sua experiência pessoal, aos 41 anos de idade. Mas deixa aberta a possibilidade de algo posterior, quando os números tiverem sido digeridos melhor.

The Strokes

Na mesma entrevista, Casablancas diz que tem ouvido bastante Black Midi e Crack Cloud, e a banda fala ainda sobre como se sentiu pressionada a lançar logo o Room On Fire (2003), ou então, perderiam o time e veriam a carreira acabar, e revela também que quase atrasou o lançamento do material mais recente por causa do novo coronavírus.

Eles estão quase especialistas em divulgar novos trabalhos em meio ao caos. Antes do The New Abnormal durante uma pandemia, em 2001 o vinil do Is This It saiu em 11 de setembro, dia do atentado às torres gêmeas, e mais tarde a faixa “New York City Cops” foi removida do álbum físico para evitar provocações.

Atração do comício do ex-pré candidato à presidência dos Estados Unidos, Bernie Sanders, os cinco integrantes do The Strokes revelam seu voto em Joe Biden na próxima eleição americana. Ele é o substituto de Sanders pelo partido democrata na corrida eleitoral e carrega no currículo o cargo de vice-presidente de Barack Obama.

“Se ele escolher o Bernie Sanders como vice, ele venceria facilmente. Mas acho que ele não fará isso,” confessa Julian Casablancas, meio desanimado com a possível derrota de Biden numa reeleição de Donald Trump.

Sobre o futuro, os integrantes do The Strokes estão confiantes de que não terão outro intervalo de sete anos para lançar mais um trabalho. E apesar do distanciamento para combater a transmissão da COVID-19, dizem que estão mais próximos do que nunca.

Horney faz Rock And Roll noventista dos melhores em clipe e EP de estreia

Horney

Não há como discordar: uma onda de rock and roll alternativo noventista está tomando conta do underground brasileiro através de nomes interessantíssimos e hoje temos mais um para apresentar aqui no TMDQA!

Trata-se da banda Horney, que surgiu em Joinville/SC em 2018 e claramente bebe em fontes que vão do Nirvana ao Pixies passando por L7, Smashing Pumpkins e mais.

Hoje, dia 29 de Maio, o grupo formado por Duda Maiolini (voz e guitarra), Nuno Nunes (guitarra e voz), Jorge Siementkowski (baixo e voz) e André Felipe (bateria) está lançando seu EP de estreia, Knees, e temos o prazer de realizar a premiere com clipe por aqui.

Horney – Knees

Com três faixas, o registro da Horney mostra uma banda cheia de grandes guitarras, uma gravação suja e os vocais imponentes de Duda.

Cantando em inglês, o grupo lembra outros nomes brasileiros como Deb And The Mentals e The Mönic, e gravou seu trabalho em Santa Catarina mesmo, mas o enviou para mixagem e masterização aos cuidados de Chuck Hipolitho em São Paulo.

Para iniciar os trabalhos, um clipe de “Nobody Knows” está sendo lançado hoje e ele foi produzido à distância durante o período de quarentena por causa do novo Coronavírus.

Tanto a direção quanto a edição ficaram com GG Di Martino (Deb And The Mentals, Veronica Kills) e ele também foi o responsável pela identidade visual do EP, então o conjunto completo se comunica de forma bastante orgânica.

Ouça o EP na sua plataforma de streaming favorita e assista ao clipe logo abaixo!

Você pode encontrar a Horney no Instagram e no Facebook.

Santana faz cover de “Imagine” e diz que xamãs irão eliminar Coronavírus

Santana em 2013
Foto do Santana via Shutterstock

Não há dúvidas de que as habilidades de Carlos Santana na guitarra são impressionantes, mas talvez suas opiniões sobre o novo Coronavírus não sejam tão consensuais assim.

Em uma nova entrevista à Rolling Stone sobre a cover de “Imagine”, de John Lennon, que lançou com sua esposa Cindy Blackman Santana, o músico foi perguntado sobre a chance de voltar a se apresentar antes de uma vacina estar disponível. E deixou bem claro que não teria problemas em fazê-lo, pois acredita em “milagres” e “nos xamãs, índios americanos e pessoas da terra”:

[Você se sentiria confortável em tocar antes de ser lançada uma vacina?] Sim. Eu não tenho medo da morte, mas eu ficaria muito preocupado pelo nosso amado público. Eu não gostaria que eles pagassem o preço. Eu não necessariamente acredito na vacina. Eu acredito em milagres e eu acredito que os xamãs, os índios americanos e as pessoas da terra têm os meios para transmogrificar as células moleculares do Coronavírus. Eu não necessariamente confio em humanos em um laboratório surgindo com a solução, porque são eles que estragaram tudo em primeiro lugar.

Em outro trecho da conversa, Santana deixa bem claro que quando fala de milagres não se refere a Jesus Cristo, Buda, Krishna, Madre Teresa ou o Papa — segundo ele, “todo mundo pode operar milagres ou bênçãos, você só precisa tirar o seu ego do caminho”.

Esse ego, de acordo com o músico, é o que faz as pessoas acreditarem que uma religião é melhor do que a outra. Para Carlos, “o aprendizado coletivo dessa situação [da pandemia] é que todos são convidados a se tornarem adultos espirituais”, o que ele define como “quando todos estamos no paraíso e não precisamos morrer”. Então tá, né?

Santana, “Imagine” e Coronavírus

Ainda que tenha sua própria fé, o casal Santana sabe bem que muitas pessoas estão sendo afetadas e passando fome devido à crise da COVID-19. Por isso, a versão da música de John Lennon lançada pela dupla é uma parceria com organizações que irão doar todos os lucros para ajudar a combater a fome durante esse período.

A cover também estará no disco Give the Drummer Some, que será lançado por Cindy Blackman Santana em Setembro deste ano. A música teve a aprovação de Yoko Ono, que divulgou um comunicado dizendo:

Agora mais do que nunca, é importante que todos nos juntemos para ter certeza que ninguém no nosso mundo passe fome. Eu estou empolgada que a bela versão de Cindy Blackman Santana e Carlos Santana para ‘Imagine’ esteja ajudando a dar um pontapé inicial nessa campanha importante e a trazer a visão do meu falecido marido John Lennon de um mundo pacífico, sem fome, a essa causa crítica.

Como parte do mesmo projeto SongAid estão ainda outras canções como “Save the Hammer for the Man”, de Tom Morello. Você pode ouvir e ver o clipe de “Imagine” logo abaixo.

Trump assina ordem para alterar lei que permite que Twitter aponte fake news

Donald Trump critica vitória de
Reprodução/Twitter

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva para “defender a liberdade de expressão” depois de ter sido acusado pelo Twitter de compartilhar fake news. Especialistas afirmam que a tentativa é inconstitucional (via Variety).

A ordem pede novos regulamentos na Seção 230 da Lei de Decência das Comunicações americana, de 1996, e pretende remover o escudo de responsabilidade legal de redes sociais que “se envolvam em censura ou qualquer conduta política”.

A ação poderá desestabilizar empresas como o Twitter, Facebook, Instagram, YouTube e até Apple, que são protegidas pela lei, podendo moderar o conteúdo de seus serviços como bem entendem.

Num vídeo divulgado pela Casa Branca, Trump diz que tomou a decisão “para defender a liberdade de expressão de um dos perigos mais graves que os americanos estão enfrentando.”

A tentativa do presidente, segundo especialistas, será contestada no tribunal por ser inconstitucional. “É teatro político. Isso descaracteriza a lei e excede a autoridade executiva,” declarou Jonathan Peters, professor de direito da mídia da Faculdade de Jornalismo e Comunicação de Massa da Universidade da Geórgia e professor assistente afiliado da Faculdade de Direito da UGA.

Outros políticos, como o senador americano Ron Wyden, também se manifestaram sobre o assunto. Ele diz que a ordem de Trump é claramente ilegal e que, depois de levar os Estados Unidos a um desastre econômico e de saúde, agora o presidente está tentando desesperadamente roubar para ele o poder dos tribunais e do Congresso, e reescrever décadas de leis, tudo pela capacidade de espalhar informações falsas.

Wyden afirma ainda que Trump claramente está alvejando a Seção 230 porque ela protege o direito de empresas privadas não esconderem suas mentiras.

Donald Trump

Para Trump, o Twitter, ao ter interferido em seus posts, “desfruta de responsabilidades sem precedentes, com base na teoria de que são uma plataforma neutra”, o que, na opinião dele, não são.

Para polemizar ainda mais o caso, a nova ordem de Trump também tentará reter o dinheiro de contribuintes de empresas de mídias sociais que “reprimem a liberdade de expressão”, mesmo que essas empresas não estejam sujeitas a regulamentação sob as proteções de liberdade de expressão da Primeira Emenda da Constituição americana.

O Twitter se pronunciou dizendo que que a ordem executiva de Trump “é uma abordagem reacionária e politizada de uma lei histórica” e que continuará com seu serviço de verificação de postagens.

Iron Maiden, KISS, System of a Down e mais: Download Festival anuncia edição virtual

Download TV 2020
Foto via Kerrang!

Todo ano, o festival Download reúne alguns dos maiores nomes do Rock e Metal mundial em palcos pelo mundo — em especial no Reino Unido, onde surgiu originalmente, mas também em outros países como França e Japão.

Com a pandemia do novo Coronavírus, a equipe do evento resolveu dar um jeito de fazê-lo acontecer de maneira virtual. E parece que, ao contrário de muitos outros que decepcionaram fãs por aí, o Download vai caprichar muito na sua edição online.

Segundo a Kerrang!, a promessa é de “horas de música, entrevistas especiais, performances nunca antes vistas, filmagens exclusivas e muito mais”. E, claro, os nomes que lideram o line-up são de um peso absurdo: Iron MaidenKISS e System of a Down, todos originalmente previstos para a edição presencial da festa.

Assim como era pretendido originalmente, o KISS será a atração principal da primeira noite e irá exibir destaques de sua apresentação na edição de 2015. Já o Iron Maiden aparece na segunda noite com “algo muito especial”, incluindo “performances nostálgicas, trechos do Legacy of the Beast, e algo apenas para o Download“. Por fim, o SOAD promete trechos de suas apresentações de 2005, 2011 e 2017.

A transmissão ainda terá bandas como The Offspring, Alter Bridge, Deftones, Disturbed, BaronessBABYMETAL Gojira. Completam a escalação Alestorm, Black Futures, Black Veil Brides, Bowling for Soup, Bush, Creepe, Employed to Serve, Fozzy, Frank Carter & the Rattlesnakes, Funeral for a Friend, Holding Absence, Killswitch Engage, Korn, Lacuna Coil, Loathe, Mastodon, Motionless in White, Periphery, Poppy, Powerwolf, Skillet, Steel Panther, The Darkness, The Hara, The Pretty Reckless, The Wildhearts, Theory, Twin Temple, Volbeat, Wage War e Wayward Sons.

Edição online do Download — como assistir

Para assistir à edição online do Download, basta sintonizar no canal do YouTube do festival de qualquer dispositivo. O festival acontece entre os dias 12 e 14 de Junho, e deve durar entre duas e três horas nos respectivos dias.

Ainda não há informações sobre os horários de início, mas fique ligado no canal dos caras para saber!

Rico Dalasam fala sobre dor e alívio em seu novo EP; ouça

Rico Dalasam fala sobre dor e alívio em novo EP; ouça
Foto: Larissa Zaidan / Divulgação

Dois anos após o Balanga Raba, Rico Dalasam está de volta com um novo trabalho. O artista lançou o EP Dolores Dala, o Guardião do Alívio nesta-sexta-feira (29).

Concebido pelo artista em parceria com Mahal Pita e Dinho Souza, o registro tem participação de Chibatinha, do ÀTTØØXXÁ.

Rico explica que no EP eventos ocorridos em sua vida nos últimos 3 anos adentram o reino da fábula e transportam os sentimentos para a experiência do lúdico.

Este EP desenha um coração dentro de um corpo preto sul-americano pisando pelas primeiras vezes na vida adulta.

Dor e alívio são sensações recorrentes em letras que falam de temas como as descobertas em um relacionamento inter-racial, os trágicos efeitos da ordem colonial, a representação da volta a um lugar geográfico que não existe mais, entre outros.

O EP tem capa de Oga Mendonça, mix de Mauricio Cersosimo e master de Mauricio Gargel.

Queen anuncia livro com mais de 300 imagens de turnês na década de 80

Queen: The Neal Preston Photographs
Foto: Divulgação

O Queen ganhará um livro de fotos feitas pelo fotógrafo Neal Preston durante suas turnês na década de 80. A publicação contará com mais de 300 imagens e ainda relatos do guitarrista Brian May e do baterista Roger Taylor.

Já em pré-venda, o Queen: The Neal Preston Photographs será lançado em outubro e mostrará shows épicos do grupo liderado por Freddie Mercury, incluindo o Live Aid em 1985 e a última turnê com o vocalista no ano seguinte.

Esta será a primeira publicação da banda em parceria com o profissional, que começou a trabalhar com eles em meados dos anos 70 e foi o fotógrafo oficial de suas turnês. “A vida nos bastidores, performances ao vivo e altos e baixos após os shows”, promete o registro com imagens nunca vistas anteriormente.

Livro do Queen

Queen: The Neal Preston Photographs
Foto: Divulgação

O guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor ficaram responsáveis por fazer algumas anotações de lembranças sobre os episódios mostrados, incluindo algumas anedotas. “As páginas vibram com uma energia palpável”, diz o material de divulgação.

Para reservar o seu, basta acessar o site da Reel Art Press, responsável pela publicação.

Como te contamos por aqui, recentemente o guitarrista Brian May teve um ataque cardíaco e falou sobre esse momento. Saiba mais.

Queens Of The Stone Age: veja vídeo do icônico “From The Basement”

Queens of the Stone Age Basement
Reprodução/YouTube

Uma apresentação incrível do Queens of the Stone Age foi disponibilizada na internet nesta semana.

Como parte da série From The Basement lá em 2007, a banda apresentou o hit “Turning On The Screw”, do disco Era Vulgaris (2006). A performance está disponível no player ao fim desta matéria.

O projeto do canal britânico Sky Arts foi criado em 2006 e encabeçado por Nigel Godrich, produtor do Radiohead. Como um “presente de quarentena”, o programa ganhou um canal no YouTube e várias performances estão aparecendo por lá. Além do QOTSA, nomes como White Stripes, Radiohead, Jarvis Cocker, Laura Marling e mais também estão no canal.

Bom divertimento!

11 vezes em que artistas fizeram apresentações verdadeiramente genuínas e de total entrega

Cage The Elephant na Holanda em 2017
Foto do Cage The Elephant via Shutterstock

“A gente que tem prótese sente o impacto, né Nicole?!”.

Hoje aqui no Tenho Mais Discos Que Amigos! nós vamos listar alguns vídeos de performances de completa entrega dos artistas. São apresentações que ficaram marcadas por mostrar nomes como Alicia Keys, Rihanna, Daniel Caesar, Cage The Elephant e vários outros, da forma mais genuína possível no palco.

Imagina que incrível e inesquecível poder ver seu ídolo bem na sua frente se expressando e colocando para fora todos os seus sentimentos e emoções através do corpo e da voz. E isso é tão visível nas imagens que o próprio público percebe e a entrega se repete com ele também.

Chega de conversa! Agora é hora de apertar o play e sentir tudo isso junto com a gente!

Rihanna

Nesta apresentação no Global Citizen Festival de 2016, Rihanna vai na contramão dos shows das grandes divas do pop e faz um concerto clean e sem trocas de roupas, bailarinos e grandes acontecimentos. No palco só está ela, sem qualquer superprodução, cantando, sentindo a energia do público e muito à vontade para expressar o que está sentindo através da música.

Jessie Reyez feat. Daniel Caesar

No início uma apresentação intimista de voz e violão, no meio o crescimento e a entrega total, e no fim, um surpreendente dueto. Dá para perceber o que Jessie Reyez e Daniel Caesar estão sentindo durante a apresentação pela expressão dos corpos e olhares de cada um.

Alicia Keys feat. John Mayer

Em mais um dueto, Alicia Keys e John Mayer transformaram a noite de quem estava passando pela Times Square, em Nova York, num momento mágico e inesquecível. É impressionante observar a naturalidade da artista ao cantar “If I Ain’t Got You”, um de seus maiores sucessos, e o êxtase já bastante conhecido de John ao fazer o solo de “Gravity”, nesse mashup das duas canções.

Edward Sharpe and the Magnetic Zeros

Imagina ter uma banda e sair excursionando pelo país num trem, parando de estação em estação, e juntando o público para mostrar sua arte. É isso que é mostrado no documentário Big Easy Express, que mostra uma turnê conjunta de Edward Sharpe and the Magnetic Zeros, Mumford & Sons e Old Crow Medicine Show. O destaque vai para a sintonia e o carinho dos vocalistas Alex Ebert e Jade Castrinos um com o outro em uma das paradas.

Cage The Elephant

O vocalista do Cage The Elephant, Matt Schulz, já é bem conhecido por suas performances catastróficas (no bom sentido) e cheias de energia e entrega. Chega até a ser difícil escolher apenas um vídeo dele no palco apenas sentindo a música e se expressando de formas não tão convencionais. Quem esteve no Lollapalooza Brasil de 2014 pôde conferir o músico apenas deitando em cima da lona da torre de transmissão do Multishow num momento épico de pura loucura e catarse. Já que o registro desse momento não está disponível, deixamos aqui outra apresentação incrível do cara no Austin City Limits, no começo desse ano.

Tim Bernardes e Salvador Sobral

Pra quem não gosta de tanta loucura assim e prefere uma coisa mais calma, tem a parceria de Tim Bernardes, vocalista da banda O Terno, com o cantor português Salvador Sobral. Numa passagem de Tim pelo país europeu, os dois aproveitaram o encontro para gravar uma versão linda e muito sensível da clássica “Anda Estragar-me Os Planos”. É de se emocionar!

Zeca Veloso

Seguindo a mesma linha tem a incrível gravação de Zeca Veloso para a faixa “Todo Homem”, presente no disco Ofertório, de Caetano Veloso com seus três filhos: Moreno, Zeca e Tom. A performance do jovem artista é surpreendente, tocante e impecável. Tanto na gravação quanto ao vivo.

SZA

Nesta session feita especialmente para a Vevo, a cantora americana SZA apresenta uma versão acústica de “Go Gina”, bem diferente da faixa original apresentada no ótimo álbum Ctrl. Cenário, figurino e apenas um músico acompanhando a artista durante a performance transformam o registro intimista e elegante, além de mostrar o talento vocal de SZA de forma nua e crua.

Tash Sultana

Famosa por suas improvisações e shows espetaculares em que parece estar acompanhada de uma grande banda, apesar de estar sozinha no palco, esse é só mais um vídeo da incrível Tash Sultana em estúdio se expressando através da música e nos levando a outros planos com sua voz rouca e super habilidade com a guitarra.

Nando Reis part. Anavitória

Era para ser só o ensaio de um show, mas as interpretações foram tão incríveis que Nando Reis e a dupla Anavitória transformaram a gravação em clipe e single, chegando a tocar até nas rádios. Sintonia, leveza e sentimento são as palavras que descrevem a parceria do trio.

Daniel Caesar

Eu tenho uma teoria de que nesse clipe Daniel Caesar chamou todos seus amigos para uma festa com pegada anos 90 num antiquário. Chegando lá, enquanto todos aproveitavam a noite, bebiam e conversavam, o artista estava reservado e concentrado, alheio a tudo o que estava acontecendo ali. No momento em que Caesar aparece no centro do salão em cima do palco performando, é impressionante a genuinidade que o toma conta e que quase não o faz perceber a presença de outras pessoas. O ápice do vídeo é o momento em que ele se deita no chão e se mostra totalmente entregue. Porém, dessa vez, a ele mesmo, ao contrário de todos os outros.

Repórter da CNN é preso durante transmissão ao vivo em Minneapolis

Repórter da CNN preso

O nível de tensão em Minneapolis, nos Estados Unidos, está muito alto e hoje a cidade protagonizou mais um episódio lamentável com direito a uma transmissão ao vivo.

Como a gente falou por aqui, a cidade entrou em combustão depois que a polícia norte-americana cometeu mais uma barbárie motivada pelo racismo ao matar George Floyd.

Algemado e com vídeos que mostram que ele não resistiu à prisão em nenhum momento, o homem, negro, foi jogado ao chão por um policial branco e com o joelho em seu pescoço, o oficial colocou todo peso do corpo no rapaz.

Suas diversas súplicas dizendo que não conseguia respirar não foram suficientes para que o “homem da lei” parasse, o que ocasionou a morte de Floyd ali mesmo, durante o dia e no meio da rua.

Não à toa, diversos artistas se manifestaram contra o enésimo abuso de autoridade da polícia contra a população negra norte-americana nos últimos anos e muita gente foi pras ruas mesmo em tempos de pandemia e quarentena.

Protestos em Minneapolis

Lá, diferente de cá, as pessoas não optaram por “notas de repúdio”, mas sim por protestos violentos onde prédios foram completamente queimados e/ou depredados.

Com três noites seguidas de manifestações, as equipes de jornalismo estão nas ruas para fazer seu trabalho mas parece que no meio de tudo, ao vivo e com mais um caso de racismo, um repórter da CNN foi preso sem ninguém entender o porquê.

Negro e latino, Omar Jimenez estava cobrindo o caso no local e, inclusive, atendendo pacientemente aos requisitos, se identificando como imprensa para estar por ali entre as barreiras de policiais.

De repente ele foi algemado e levado dali, e há relatos de que outros repórteres, brancos, não tiveram o mesmo tratamento, tendo sido “liberados” para trabalhar.

Desculpas do Governador

O governador do estado de Minnesota, Tim Walz, disse que “pedia profundas desculpas” pelo que aconteceu e deu ordens imediatas para que a equipe fosse solta.

Além de Jimenez, o produtor Bill Kirkos e o cinegrafista Leonel Mendez também foram presos, mas após a intervenção do governador, acabaram liberados.

Walz disse que as prisões eram “inaceitáveis” e garantiu que a equipe da CNN poderia estar ali, dizendo que quer que a mídia esteja no local cobrindo os protestos.

Opinião de Especialista

Um chefe de polícia ouvido pela própria CNN chamado Charles Ramsey, que já liderou departamentos na Filadélfia e em Washington D.C. e agora trabalha para o canal como analista de segurança, disse que as prisões “não fazem o menor sentido”:

A polícia estadual terá muito o que responder por causa dessa prisão.

Ele está lá parado, se identificou. Você consegue ver as credenciais dele. Apenas o leve para o lugar onde você quer que ele fique.

Não é possível que algo assim possa acontecer.

Você pode assistir ao vídeo do momento logo abaixo.

Vale ressaltar que Omar Jimenez também é músico e atende pelo nome artístico de OJ Trop.

Em 2019 ele lançou um EP chamado The A-Block, que você pode ouvir logo abaixo.

 

 

Vanguart resgata memórias em lyric video da inédita “Encontro Adiado”; assista

Vanguart - Encontro Adiado

A icônica banda brasileira de indie/folk Vanguart está com música nova na área.

Trata-se de “Encontro Adiado”, que apesar de ter um nome que se conecta completamente ao mundo durante a pandemia do novo Coronavírus, foi gravada durante as sessões do disco Muito Mais Que o Amor, de 2013.

A composição é de Reginaldo Lincoln (baixo) e Helio Flanders (violão, trompete e vocal), que a escreveram entre 2012 e 2013, que resolveram falar a respeito das suas imersões por São Paulo e as sensações com as quais nos deparamos ao andarmos pela maior cidade do país bem como a espera de encontrar pessoas especiais nesse processo.

O lyric video, que tem estreia exclusiva do TMDQA! hoje, tem elementos estéticos que lembram o disco lançado há 7 anos e Reginaldo disse, inclusive, que o som só não entrou na tracklist final por “meros detalhes”.

Foi ele, inclusive, quem resgatou as trilhas gravadas no Estúdio Tambor (Rio de Janeiro) e aproveitou a quarentena para mixar a canção.

Ao falar sobre a grata surpresa de resgatar um som antigo, Helio Flanders disse:

Quando ouvi a música me emocionei muito; primeiramente pelo título, que cabe tão bem a esse momento onde ansiamos tanto um abraço daqueles que amamos, mas, principalmente, porque ela me lembra uma época feliz onde éramos muito livres e jovens.

Vanguart – “Encontro Adiado”

Você pode assistir ao lyric video logo abaixo. A canção conta com Fernanda Kostchak ao violino e David Dafré tocando lap steel e dividindo violões com Flanders. Luiz Lazzaroto completa o time ao piano.

O dia em que Zeca Pagodinho tentou explicar a diferença entre samba e pagode

Zeca Pagodinho
Foto: Reprodução/YouTube

Qual é a diferença entre samba de roda, pagode, partido alto e samba-enredo? Para responder essa pergunta ninguém melhor que Zeca Pagodinho, o maior entendedor desse assunto no Brasil. Quer dizer…

Numa entrevista ao apresentador Jô Soares, provavelmente ainda na década de 90, o artista foi questionado sobre qual vertente do gênero mais gosta e, sobretudo, qual a diferença entre eles.

Para responder, Zeca cruza os dedos, respira fundo e inicia sua fala como se fosse dar uma aula sobre as diferenças técnicas de cada segmento, porém, o que vemos é um sambista confuso e dando a melhor resposta possível para o questionamento:

O samba é aquela batucada e tal. Mas o pagode é a mesma coisa. Tem vários tipos de samba: o pagode, o partido alto, o improviso, o samba-enredo. O sambada-enredo é fevereiro e o pagode é o ano inteiro

Jô, visivelmente mais confuso ainda que Zeca, insiste no assunto e diz que o pagode e o partido alto não têm muita diferença, arrancando uma expressão hilária de Zeca. “Bom…”, suspira.

Zeca Pagodinho e a diferença entre samba e pagode

O vídeo provavelmente é um dos mais engraçados que você vai ver hoje, até porque mostra ainda Zeca pausando a entrevista para dar uma golada num whiskey.

E no final, já desestabilizado, confessando que o faziam essa pergunta há oito anos, mas que nunca conseguiu responder, ele desabafa: “é uma coisa meio confusa. Eu vou levando assim: ‘é, não é’. Não tem diferença. É igual, mas é diferente.”

Juntos, Jô e Zeca chegam numa conclusão que, talvez, realmente seja a melhor resposta para a questão: “a grande diferença está exatamente nesta igualdade”, arrancando risos de todos. Sensacional!

Assista logo abaixo, bem como veja o incrível vídeo “Leveza”, de Gregório Duvivier no seu Greg News, onde ele falou sobre essa pérola do YouTube.

Com Caetano Veloso e Elza Soares, Nômade Festival inicia venda de ingressos sem data fixa

Elza Soares com roupa de alfinetes
Foto por Marcos Hermes

Em momentos como esse, o setor cultural tem se adaptado ao máximo para que toda a cadeia trabalhadora não saia prejudicada. Como medida de cautela, organizadores do Nômade Festival adiantaram a venda de ingressos, mesmo sem data determinada. Até então previsto para o dia 3 de Outubro, a terceira edição traz Caetano Velozo e Elza Soares como as primeiras atrações do line-up.

Ao promover a abertura das vendas, o festival também busca um movimento para apoiar a arte e a cultura, fazendo a roda girar mesmo dentro de casa. O Nômade gera mais de 1.120 empregos. Nessa cadeia, os profissionais de base são os mais prejudicados, como carregadores, barmans, seguranças, encarregados da limpeza, staff de credenciamento, bombeiros, ambulantes, produtores freelancers e outras funções. Com isso, todo o valor arrecadado será destinado antecipadamente para o pagamento de fornecedores e profissionais envolvidos na realização do festival.

Em depoimento na divulgação do evento, Luiz Restiffe, sócio proprietário da Agência InHaus, organizadora do festival, afirmou que o foco é para os “Nômades Anônimos”.

Nós estamos bem, obrigado! Nossos headliners também estão bem. Mas e os nossos nômades anônimos? Como estão? Eles estão sem renda! Por completo! Precisamos, nesse momento de pandemia, é que o setor cultural não pare. Essas pessoas dependem da realização de eventos para sobreviver.

Nômade Festival

Em 2019, como falamos aqui, o Nômade Festival reuniu 10 mil pessoas no Memorial da América Latina, em São Paulo. Para 2020, a proposta é que seja a mesma, independente de qual data seja confirmada. Para fazer parte dessa colaboração, os ingressos estão disponíveis no site oficial do festival.

Crítica: Lady Gaga toma o rumo da redenção com “Chromatica”, mas ainda não chegou lá

Lady Gaga - Chromatica
Divulgação

Lady Gaga voltou ao pop e é isso que você precisa saber antes de correr para escutar Chromatica, seu sexto disco de estúdio.

O trabalho chega ao mundo nesta madrugada de sexta-feira (29) após meses de expectativa, singles que dividiram opiniões e uma estética que nos devolveu aquela cantora de estilo extravagante dos anos 2000. Ou pelo menos quase, já que o disco representa uma caminhada empolgante de volta ao “topo” que ela se acostumou a ocupar — com muitas aspas aí.

Quando fomos apresentados ao conceito de Chromatica, confesso que senti um cheirinho de Artpop no ar. O disco de 2013 é considerado por muitos um tropeço na carreira da artista, que também parece pensar o mesmo. Apesar de ter músicas boas, o álbum é bagunçado, fora do ritmo e, de quebra, marcou uma fase ruim na vida pessoal de Gaga. A surpresa foi boa quando descobri que o novo trabalho se distanciou bastante daquela era, e ainda mais de Joanne (2016), seu antecessor cheio de baladas e música country.

Chromatica segue uma tendência forte neste 2020, se apoiando bastante na nostalgia — seja da própria carreira de Gaga, quanto da música Pop e até da estética. Assim como a sonoridade, todo o conceito em torno do disco parece saído direto de Mad Max (1979), ainda cheio de referências aos anos 80, 90 e começo dos 2000. A mais jovem Dua Lipa tem seguido um caminho parecido em sua nova fase.

Continua após o player

Quando falamos da tracklist em si, porém, o cerco aperta um pouquinho. Em seu novo disco, Gaga optou por uma certa simplicidade que deixou para trás lá em The Fame (2008), sua estreia. Não que isso seja exatamente ruim, já que a artista não peca na qualidade em momento algum, mas a sensação é de que há algo faltando. As dezesseis (!) faixas do álbum têm em média 2 minutos e meio cada, o que é um ponto a menos quando pensamos nas músicas mais fortes do disco. Faixas como “Alice”, “911” e “Babylon” — uma filha mais nova de “Vogue”, da Madonna – mereciam um pouco mais de atenção. Do outro lado, músicas como “Fun Tonight” e “1000 Doves” não fariam tanta falta.

Já os singles, “Stupid Love”, “Rain on Me” e “Sour Candy” (com Ariana Grande e o grupo de k-pop Blackpink nas duas últimas, respectivamente) também não chamam tanta atenção no conjunto da obra, mas fazem sentido ali mesmo assim. Nas paradas, inclusive, as canções têm feito bastante barulho.

Mesmo com suas falhas, o álbum é fiel à sua proposta e se mostra coeso, muito bem amarrado pela Mamãe Monstra.

Letras

Lady Gaga nunca separou sua vida pessoal de sua arte, e em Chromatica não seria diferente. Quase como uma narrativa de sua própria história, a cantora coloca alma e coração no que canta, entregando momentos de felicidade, desespero, êxtase e até suas lutas pela saúde mental.

Como fez em quase toda a discografia, Gaga usa a música para passar a mensagem que defende com unhas e dentes desde sempre, o que a aproxima ainda mais de um disco feito a tantas mãos. Nomes como Axwell, BloodPop, Burns, Morgan Kibby, Klahr, Liohn, Madeon, Tchami, Vincent Pontare, Salem Al Fakir e até Skrillex são apenas alguns dos listados na produção e composição do novo trabalho.

Brilhando ao lado de Elton John

Apesar de ter feito barulho nas parcerias com cantoras mais novas e em alta, é com Elton John que Lady Gaga protagoniza um dos pontos altos no disco.

“Sine From Above” não é só uma música ótima, como também mostra um lado mais dance do icônico cantor, hoje com 73 anos e uma carreira enorme. Sem se intimidar com possíveis julgamentos, a dupla desviou do óbvio (uma baladinha mais lenta) e deu as caras em uma faixa com pitadas de House e até Techno.

Chromatica daqui pra frente

Só o tempo dirá se o disco vai marcar de fato a carreira de Gaga, mas o impacto inicial é positivo. Ainda que não seja o ápice da cantora, mostra que ela tem voltado a se encontrar no pop de boate que a consagrou e está disposta a seguir neste caminho. Sua fanbase agradece, mas seu ouvinte casual fica com gostinho de quero mais.

Ouça Chromatica na íntegra logo abaixo.

Quarentena dia #18298123: Alexandre Frota é anarquista

Alexandre Frota Anarquista
Foto: Wikimedia Commons

Sinceramente, há dias em que o trabalho de um jornalista no Brasil leva por caminhos que beiram o inexplicável. Neste dia 28 de Maio de 2020, o caminho cruzou (e muito) a linha do absurdo graças ao deputado federal, ex-jogador de futebol americano e ex-ator pornô Alexandre Frota.

Por algum motivo, Frota usou seu Twitter na tarde desta (nem um pouco) pacata quinta-feira para compartilhar um texto datado de Junho de 2013, com o título “Anarquia oi!”. A publicação veio acompanhada de uma mudança na foto de perfil do atual político, que passou a adotar uma imagem do famoso A que simboliza a anarquia.

Portanto, ainda que seja sempre difícil afirmar algo sobre política no país com qualquer grau de certeza, podemos dizer que Alexandre Frota entrou oficialmente em sua fase anarquista.

Alexandre Frota Anarquista

Isso tudo, é claro, depois de Frota ter apoiado o candidato Jair Bolsonaro nas eleições devido (em parte) aos seus costumes conservadores, se arrependido, pedido sua saída, se filiado ao PSDB e, mais recentemente, dado sinais de ser favorável a um protesto nas ruas através do compartilhamento de uma fala do ex-presidente Lula.

Você pode conferir abaixo a publicação original do primeiro anarco-deputado da história e, enquanto ele não aparece em um show punk e adota a filosofia straight edge, separamos também alguns bons memes porque afinal de contas só nos resta rir.

Ah, em um tom mais sério, tem também uma publicação de Frota sugerindo que as tão-utilizadas “cartas de repúdio” sejam substituídas por protestos como os que aconteceram nos EUA recentemente devido ao falecimento de George Floyd, morto de forma covarde por um policial.

Brasil, 28 de Maio de 2020. Que momento.

Por Tony Aiex e Felipe Ernani

Em 8 horas, Lady Gaga desbanca a si mesma e assume topo das paradas

Lady Gaga Chromatica
Divulgação

É claro que todo mundo sabe o fenômeno que é Lady Gaga, mas aparentemente a era Chromatica está colocando a cantora em um patamar ainda maior.

Depois de um sucesso absurdo com a canção “Rain On Me”, parceria com Ariana Grande que chegou até a ganhar versão com dancinha do sempre ótimo Terry Crews, Gaga divulgou o último single antes do lançamento do álbum completo.

“Sour Candy” é uma parceria com o grupo de K-pop BLACKPINK, e serviu para provar que a única competição para a cantora é ela mesma: em apenas 8 horas, a faixa assumiu o topo das paradas no iTunes global e desbancou justamente “Rain on Me”.

Segundo as estatísticas compiladas, o novo lançamento já tem um total de 23808 pontos (que são obtidos juntando os dados das paradas de cada país), superando os 23395 que a parceria com Ariana Grande obteve até agora.

Para se ter uma ideia, a próxima faixa na lista é “Blinding Lights”, do The Weeknd, com 16117 pontos. Que fase, hein, Gaga?

Lady Gaga e Chromatica

Chromatica será lançado à meia-noite desta sexta-feira, 29 de Maio, e já tem tudo para ser um dos discos mais vendidos do ano. É o sexto disco de estúdio da cantora, e o primeiro desde 2016 quando lançou Joanne.

Além de “Rain on Me” e “Sour Candy”, o álbum também traz outra parceria muito aguardada pelos fãs. O lendário Elton John estará na faixa “Sine From Above”, e mal podemos esperar para ouvir!

Felipe Dylon “explica” comentários sobre política em entrevista

Felipe Dylon

Hoje mais cedo falamos por aqui sobre uma das entrevistas mais insólitas da história do jornalismo brasileiro, e ela aconteceu com Felipe Dylon.

Em um papo nonsense e com cara de pegadinha do Mallandro, o artista pop conversou com Chico Barney e falou sobre vários assuntos que foram de pandemia até bandas “novas” como Charlie Brown Jr., NX Zero e Fresno.

Além disso, é claro, Dylon falou sobre política e comentou o trabalho do atual presidente, Jair Bolsonaro, dizendo que assim como Chorão, ele “tem uma boa pegada”.

 

Resposta de Felipe Dylon

Pois bem, há algumas horas o músico usou suas redes sociais para tentar explicar as declarações e, bem, parece que as coisas ainda ficaram bem confusas.

No texto, ele diz o seguinte:

Queridos hoje saiu uma matéria que ficou meio confusa. Como podem ver não entendo, nem sou da política, mas sempre por educação não gosto de falar mal ou detonar os governantes. Para ficar clara minha opinião, no início quando o Bolsonaro entrou torci para que ele fizesse um bom governo, e acho que no início começou fazendo. Quando veio o corona, acho que suas atitudes com relação ao povo brasileiro, não estão sendo nem um pouco respeitosas. O momento devia ser de união e profundo respeito

Deu pra entender?

LEIA TAMBÉM: Felipe Dylon diz que Chorão (!) e Bolsonaro têm uma “pegada boa”

Moscou Urgente: Datena fica pistola com Bolsonaro por causa de montagem

Moscou Urgente com Datena
Foto: Twitter @mizael198

Definitivamente a relação entre o apresentador José Luiz Datena e o presidente Jair Bolsonaro não está lá muito boa.

Em seu programa Brasil Urgente (Band), um dos nomes mais icônicos do entretenimento brasileiro sempre deu espaço para que o atual presidente rebatesse acusações que vem recebendo a respeito de vários pontos do seu governo.

Acontece que recentemente, no dia em que o famigerado vídeo da reunião ministerial veio a público, ele ficou irritado com o fato de que o presidente da Caixa falou que “a Band estava pedindo dinheiro” ao banco.

Segundo Datena, seria necessário investigar essa informação e ele poderia ter falado diretamente a respeito já que havia estado no programa poucos dias antes para “usar” a audiência do cara como forma de explicar sobre o auxílio emergencial.

Moscou Urgente

Agora o assunto é outro e inclui o meme que podemos ver acima.

No programa de hoje (28), Datena compartilhou uma montagem feita com ele trajado todo de vermelho, como se fosse comunista. O nome do programa passou de Brasil Urgente para Moscou Urgente e foram adicionados até a foice e o martelo.

O compartilhamento do meme veio em meio à discussão do apresentador sobre a investigação a respeito das fake news, que têm como foco central o chamado Gabinete do Ódio, onde apoiadores de Bolsonaro coordenariam e distribuiriam mensagens falsas a respeito de opositores sob a suposta liderança do filho do próprio, Carlos Bolsonaro.

Olha lá. O senhor acha legal isso aí, presidente? Quem produz isso aqui? É gente decente da rede social? O senhor acha que eu sou comunista?

O meme surgiu justamente após o episódio onde o apresentador disse que não entrevistaria mais Bolsonaro por conta do episódio da Caixa.

A base de apoiadores do político tem o costume de passar a chamar toda e qualquer pessoa que se manifeste contra seu ídolo de “comunista”, como já aconteceu com tantos nomes, de Sérgio Moro ao ex-secretário da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Na ocasião, Datena também dirigiu duras palavras ao governo federal, como você pode relembrar por aqui.

Assista ao vídeo logo abaixo.