terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Festival No Ar Coquetel Molotov traz extensa programação em evento digital

Festival No Ar Coquetel Molotov anuncia data de edição de 2021
Foto: Reprodução

Desde a última segunda-feira (11), acontece mais uma edição do tradicionalíssimo Festival No Ar Coquetel Molotov.

Dessa vez o evento transporta para o ambiente on-line, em um evento inteiramente digital, sua proposta de curadoria artística com novos talentos e revelações nacionais.

O objetivo é seguir com dinâmicas virtuais que unem música, arte, mundo 3D, workshops, mentorias, oficinas e uma série com shows inéditos de mais de 20 artistas nacionais e internacionais.

Um dos destaques do festival é uma série conceitual audiovisual dividida em dois episódios com nomes como Lia de Itamaracá, Alessandra Leão, Amaro Freitas, Boogarins, Ava Rocha, Tuyo e forte presença da nova cena pernambucana contemporânea.

O evento acontece até sábado, dia 23. Dá para fazer inscrições para participar de oficinas através deste link. A programação completa pode ser vista logo abaixo:

11/1
19h – 20h – Oficina Abrindo os Caminhos com MC Tha – Zoom

12/1
15h – 17h – Oficina com Perera Elsewhere – Zoom

19h – Uninassau apresenta: Heloisa Pimentel – mundo geek no ensino superior – Mundo Imersivo 3D

13/1
15h – 17h – Oficina com Perera Elsewhere – Zoom

20h – Call Center com Bixarte – Zoom

14/1
15h – 17h – Oficina com Perera Elsewhere – Zoom

19h – Artista ou Influencer? O cansaço de acumular as funções, o limite das bolhas e monetizando nas redes com Amaro Freitas, Aretha Sadick, Mahal Pita, Tuyo e Martins mediado por Benke Ferraz (Boogarins) – Zoom

20h15 – Momento TNT com Reverse – Mundo Imersivo 3D

15/1
19h – Experiências imersivas em mundo 3D com Iracema Trevisan, Rosabege, Branca Shultz, Rodrigo de Carvalho, Gabriel Massan mediado por Amnah Asad – Zoom

21h – Show Perera Elsewhere no Mundo Imersivo 3D

18/1
16h – 17h – Pitching – Zoom

19h – Fazendo Música Acessível: Tiê, Amanda Mittz, Luiza Caspary mediado por Mariama da Mata – Youtube

19/1
16h – 17h – Pitching – Zoom

16h – 17h30 – Oficina de GIFs: Animated Text com biarritzzz – Zoom

19h – Talk com Perera Elsewhere e Papisa – Youtube

20/1
20h – Call center com Johnny Hooker – Zoom

21/1
19h – Artista ou influencer? O cansaço de acumular as funções, o limite das bolhas e monetizando nas redes com Luiz Lins, Brvnks e Romero Ferro com mediação de Benke Ferraz (Boogarins) – Zoom

20h30 – 21h30 – Oficina: como usar um dildo? com Senta – Zoom

22/1
19h – Experiências do imersivo ao digital com Ale Paes Leme, Anna Costa e Silva, Magiluth mediado por Amnah Asad – Zoom

21h – Exibição série No Ar episódio 1 – Youtube

23/1
21h – Exibição série No Ar episódio 2 – Youtube

Dave Mustaine (Megadeth) celebra conquista de faixa roxa no Jiu-Jitsu brasileiro

Dave Mustaine Jiu-Jitsu
Reprodução/YouTube

Aos 59 anos e curado de um câncer, Dave Mustaine agora é faixa roxa no Jiu-Jitsu brasileiro.

O líder do Megadeth começou 2021 com essa conquista, e tem inclusive uma foto pra provar. Na página de Facebook da academia Gracie Barra, no Tennessee, Mustaine posa ao lado de seu instrutor Reginaldo Almeida, faixa-preta de terceiro grau.

De acordo com Almeida, o vocalista e guitarrista foi faixa azul durante dois anos. No Jiu-Jitsu brasileiro, o lutador começa na faixa branca, passando depois pela azul, roxa, marrom e, ao final, vários graus de faixa preta.

A publicação diz:

Depois de dois anos como faixa-azul e muito treino, muitos altos e baixos, hoje tive a honra de promover o Sr. [Dave Mustaine] à sua merecida faixa roxa! Parabéns garoto!

Confira o vídeo e a foto do momento abaixo!

LEIA TAMBÉM: Dave Mustaine presenteia fãs do Megadeth com detalhes de novo disco; ouça

Mustaine no Jiu-Jitsu

After 2 years as a blue belt and hard training and lots of ups and downs today I had the honor to promote Mr @…

Posted by Gracie Barra Spring Hill Brazilian Jiu-Jitsu & Self Defense on Thursday, January 14, 2021

Roger Waters relembra “homem que salvou o mundo” e toca Pink Floyd em vídeo; assista

Roger Waters - Mother
Foto: Reprodução / YouTube

Roger Waters acaba de divulgar sua nova versão para “The Gunner’s Dream”, canção de 1983 do Pink Floyd.

Para acompanhar a faixa de The Final Cut, Waters liberou um vídeo em preto-e-branco onde aparece tocando e cantando a canção em um estúdio. Este foi o último disco do música com a banda antes de deixá-la.

Roger declarou em comunicado (via CoS) que relembrou a faixa após assistir a um documentário de 2013. Leia:

Ontem à noite assisti ao documentário de 2013, ‘The Man Who Saved The World’. O nome do homem é Stanislav Petrov. Um ano antes de Stanislav salvar o mundo, em 1982, eu escrevi uma música [chamada] ‘The Gunner’s Dream’. É estranho pensar que, se Stanislav não estivesse no lugar certo na hora certa, nenhum de nós estaria vivo. Ninguém com menos de 37 anos teria nascido.

Ele continua:

Todos, exceto os cretinos, reconhecem que as armas nucleares não têm valor. Também é reconhecido que elas são uma bomba-relógio e nós as ignoramos por nossa conta e risco. Acidentes acontecem. Os Stanislavs deste mundo são uma raça rara. Tivemos uma sorte extraordinária. Se eu governasse o mundo, daria ouvidos às palavras dos sábios; eu me livraria das armas nucleares amanhã de manhã […]. Claro que ninguém pode governar o mundo. O mundo não pode ser governado.

Confira abaixo!

Skatista que viralizou com Fleetwood Mac será atração da posse de Joe Biden

Doggface viraliza ao som de Fleetwood Mac
Reprodução/Instagram

A posse de Joe Biden contará com a ilustre presença de uma sensação do TikTok que ajudou a espalhar a palavra do Fleetwood Mac no mundo: Nathan Apodaca (@420doggface208).

Isso mesmo, aquele skatista que aparece curtindo uma vibe indescritível ao som de “Dreams”, e que tomou a internet de assalto em 2020, é presença confirmada no evento, que acontece nesta quarta-feira (20).

O TMZ conta (via CoS) que a equipe de Biden convidou o tiktoker pois “viu como seu vídeo animou o mundo inteiro no ano passado, durante todo o problema com a pandemia”. E animou mesmo, né?

A equipe ainda conta que sua performance já foi filmada em sua casa, Idaho Falls, e sua participação será exibida durante a transmissão.

Posse de Joe Biden

Vale lembrar que, no mesmo dia, a comemoração contará com shows de nomes como Foo Fighters, Justin Timberlake, Demi Lovato e mais. Já na posse, em si, quem terá a honra de cantar o hino nacional americano é Lady Gaga.

Lendária banda de Hardcore está sendo xingada por usuários confusos com sua internet

Converge por David-Robinson
Foto por David-Robinson

Converge é uma das bandas mais lendárias de Hardcore do planeta, com uma carreira gigante e influente dentro da música pesada.

Acontece que, nas Filipinas, Converge é também o nome de uma provedora de internet que anda oferecendo um serviço bem ruim e acabou sobrando para os músicos. Pois é: os usuários ficaram confusos e saíram reclamando nas páginas da banda no Facebook, com xingamentos a torto e a direito no idioma local.

Tudo isso virou até notícia na filial filipina da CNN. Eventualmente, os caras se pronunciaram sobre a confusão:

Ei pessoal… ainda somos apenas uma banda de Hardcore por aqui. A COVID não nos obrigou a nos transformarmos em um provedor de internet nas Filipinas ainda, mas esperamos que todo mundo por lá consiga recuperar seu acesso à internet.

O grupo ainda mandou um “já que vocês estão por aqui, aproveitem para visitar a nossa lojinha e comprar uma camiseta ou alguma outra coisa”. Você pode acessar a loja por aqui ou conhecer o som da banda ao final da matéria.

Converge

Vale lembrar que , em 2020, as lendas do Hardcore iriam finalmente estrear no Brasil em um show ao lado do Sick of It All, outro grande grupo do gênero. Infelizmente, a pandemia chegou com força bem na época do show e obrigou o cancelamento das datas.

Eddie Van Halen: veja mural incrível pintado em tributo ao guitarrista

Eddie Van Halen
Foto de Eddie Van Halen via Shutterstock

Olha que sensacional: o artista Robert Vargas está fazendo uma homenagem absolutamente fantástica ao lendário e saudoso Eddie Van Halen, uma das maiores perdas que tivemos no caótico ano de 2020.

Robert assina um mural impressionante localizado em Hollywood, do lado de uma loja da Guitar Center (maior franquia de instrumentos musicais dos EUA). Além do simbolismo de colocar o guitarrista perto do comércio de guitarras, uma parte do vídeo do clássico “Panama” foi gravado exatamente nesse lugar.

A inauguração oficial será apenas no dia 26 de Janeiro, aniversário de Eddie, mas um vídeo no YouTube mostra o processo de pintura da obra, que já está praticamente pronta como mostra a foto abaixo.

Por lá, ainda é possível conferir uma entrevista com Vargas (em inglês). Assista a seguir!

LEIA TAMBÉM: AC/DC ganha mural incrível na Polônia; veja processo de pintura

Mural em homenagem a Eddie Van Halen

Mural de Eddie Van Halen
Reprodução/YouTube

Primavera Sound anuncia resultados de show-teste sem distanciamento

Primavera Sound 2015
Foto Stock via Shutterstock

O Primavera Sound é mais um festival a testar as possibilidades de um show sem distanciamento social em tempos de coronavírus. E a boa notícia é que o resultado do experimento foi positivo!

O estudo do evento espanhol ao lado do Hospital Germans Trias, de Barcelona, e fundações de combate a doenças infecciosas, não resultou em casos de infecção. Isso porque, assim como em outros estudos, o festival testou todos os participantes antes de colocá-los no local do show e realizou outras iniciativas importantes.

Foram 1.000 participantes da pesquisa ao todo, com 463 comparecendo à apresentação e 496 ficando de fora, fazendo parte do grupo de controle. Por incrível que pareça, os únicos dois casos positivos foram justamente no grupo de controle. Todos os participantes foram testados uma segunda vez oito dias depois.

Evento-teste do Primavera Sound

Um comunicado oficial diz (via NME):

Assistir a um show de música ao vivo com uma série de medidas de segurança, que incluíam um teste de antígeno negativo para SARS-CoV-2 feito no mesmo dia, não foi associado a um aumento nas infecções por COVID-19. Esperamos que esses dados abram o caminho para salvar [a indústria de] shows ao vivo durante a pandemia de COVID.

E aí, já podemos nos animar? Vale lembrar que o Primavera Sound deste ano está marcado para os dias 2 a 6 de junho, em Barcelona.

Em tempo, todos os que estiveram no show usaram máscaras do tipo FFP2 e tiveram as mãos desinfetadas.

LEIA TAMBÉM: estudos dizem que shows são seguros se as pessoas utilizarem máscaras

O dia em que uma banda de Metal obrigou Bon Jovi a parar uma gravação

Bon Jovi

O ano era 1994 e o Bon Jovi estava gravando o que viria a ser o disco These Days, casa de sucessos como a faixa-título e “This Ain’t a Love Song”.

Acontece que, no estúdio ao lado, uma outra banda estava gravando o que viria a ser um dos discos mais pesados daquele ano: tratava-se do Fear Factory, que vinha comandado por Dino Cazares mandando ver no que seria Demanufacture.

O guitarrista e líder do grupo falou recentemente com o The Pit (via Metal Injection) sobre essa ocasião, comentando:

Enquanto a gente estava gravando o disco — no último volume, é claro — no estúdio ao lado, o Bon Jovi tinha se mudado pra lá. E isso está na biografia do Bon Jovi, na verdade. Ele foi para o estúdio do lado, nós estávamos mandando ver alto pra caramba, o engenheiro veio e disse, ‘Ei, vocês precisam abaixar isso porque está vazando para os microfones de bateria do Bon Jovi!’

Ele estava tentando gravar bateria e o volume do nosso disco estava entrando nos microfones da bateria e estava, na verdade, sendo gravado nas faixas do Bon Jovi. Então eles acabaram tendo que sair do estúdio por nossa causa. Está na página deles na Wikipedia, dá pra ler essa história, está lá, é hilário.

De fato, o artigo na Wikipedia fala sobre essa história e diz que apesar de tudo, apenas duas faixas — “Diamond Ring” e “(It’s Hard) Letting You Go” — tiveram suas versões básicas gravadas no estúdio localizado em Woodstock, Nova York.

Curiosamente, o disco do Bon Jovi viria a ser um dos que teve menor reconhecimento dentro do seu extenso catálogo enquanto o Demanufacture foi impulsionado por “Replica” e se tornou um clássico do Metal Industrial.

Você pode ouvir o single ao final da matéria, logo depois da entrevista em que Dino Cazares contou a história.

Bon Jovi e a gravação atrapalhada pelo Fear Factory

Marianne Faithfull diz que sequelas da COVID-19 podem impedi-la de cantar

Marianne Faithfull em 2007
Foto de Marianne Faithfull via Shutterstock

A icônica cantora Marianne Faithfull compartilhou uma triste notícia na última semana. A dona do hit “As Tears Go By” revelou durante uma entrevista que possivelmente não irá mais conseguir cantar.

Em abril de 2020 a cantora britânica foi internada após testar positivo para COVID-19. Apesar de ter se recuperado relativamente rápido, Faithfull, que completou 74 anos em Dezembro, disse ao The Guardian (via CoS) que está tendo que lidar com sequelas da doença como fadiga intensa, perda de memória de curto prazo e danos pulmonares permanentes.

Talvez eu não consiga cantar nunca mais. Talvez isso tenha acabado. Eu ficaria extremamente chateada se fosse esse o caso, mas, por outro lado, tenho 74 anos. Não me sinto amaldiçoada e não me sinto invencível. Eu me sinto fodidamente humana.

Sobre uma possível recuperação, a cantora que surgiu nos anos 60 e trabalhou com nomes como The Rolling Stones, Nick Cave e Metallica destacou que acredita em milagres e isso lhe dá esperança:

Uma médica muito legal do National Health veio me ver e me disse que achava que meus pulmões nunca se recuperariam. E o que eu pensei por último foi: ‘ok, talvez eles não se recuperem, mas talvez, por um milagre, eles irão’. Não sei por que acredito em milagres. Eu só acredito.

Marianne Faithfull

Na mesma entrevista, a cantora anunciou um novo álbum, que foi gravado antes da pandemia, chamado She Walks in Beauty. O projeto foi feito em colaboração com Warren Ellis, com assistência adicional de Nick Cave e Brian Eno.

O disco está previsto para ser lançado no dia 30 de Abril e, infelizmente, pode se tornar o seu último trabalho de estúdio.

Estamos torcendo pela recuperação da cantora!

De Kendrick Lamar a Tame Impala: ouça playlist da posse de Joe Biden e Kamala Harris

Kendrick Lamar e Tame Impala estão na playlist da posse de Joe Biden e Kamala Harris
Fotos via Shutterstock e Wikimedia Commons

A posse de Joe Biden Kamala Harris nos EUA está bem próxima e as festividades cerimoniais já começaram, inclusive com direito a uma playlist especial para a ocasião.

Com curadoria da Raedio, uma gravadora fundada por Issa Rae Benoni Tagoe, a seleção de canções é excelente e vai desde diversos clássicos como Hall & OatesBruce Springsteen a lançamentos mais modernos, como Kendrick Lamar SAULT.

Também aparecem na lista outros grandes nomes de diversos gêneros como Bob MarleyA Tribe Called QuestTame ImpalaVampire WeekendStevie Wonder, Marvin GayeSteely DanMac MillerEarth, Wind & Fire e muito mais.

O CEO do Comitê de Posse Tony Allen explicou a ideia da playlist (via CoS):

Durante um ano tumultuado que manteve tantos entes queridos distantes, a música tem sido um veículo consistente que nos mantêm conectados. Seja você fã do Country, do Jazz, do Hip Hop, da música clássica, ou só um grande fã daquele Rock and Roll dos velhos tempos, a música esclarece, inspira, une e cura. […] Essas canções e artistas refletem o espírito implacável e a rica diversidade dos EUA. Elas são a partitura de um novo capítulo e irão ajudar a juntar as pessoas enquanto a Administração Biden-Harris começa seu importante trabalho de unir o nosso país.

Você pode ouvir a playlist na íntegra logo abaixo ou clicando aqui; saiba mais sobre o evento da posse de 20 de Janeiro neste link.

Playlist da posse de Joe Biden e Kamala Harris

O filho de Mônica Calazans teve a melhor reação após sua mãe ser vacinada contra a COVID-19

Mônica Calazans em vacinação do Instituto Butantan

O filho de Mônica Calazans, enfermeira que recebeu a primeira vacina contra COVID-19 no Brasil, celebrou a imunização de sua mãe nas redes sociais.

Emocionado e provavelmente rindo de nervoso e de alegria ao mesmo tempo, ele utilizou sua conta do Twitter para comemorar junto com milhões de internautas a vacinação de sua mãe e o início da ação no país.

Gente, estou tentando falar com minha mãe, mas não consigo [risos].

Ela está vacinada porra!

Continua após o tweet

Mônica Calazans, CoronaVac e o Coronavírus

Mônica Calazans, de 54 anos, atua há 10 meses na linha de frente contra a COVID-19 no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e faz parte do grupo de risco para a doença. Sobre a vacinação, ela declarou:

Estou na pandemia desde o início, há 10 meses. Trabalhando incansavelmente em dois hospitais. Falo com segurança e com propriedade: não tenham medo. É a grande chance que a gente tem de salvar mais vidas. Vamos nos vacinar.

A enfermeira recebeu a primeira dose da CoronaVac minutos após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso emergencial da vacina.

Após ser vacinada, Mônica revelou que foi “muito criticada” e recebeu diversas piadas e memes quando anunciou que estava sendo voluntária dos testes clínicos da vacina.

Além do seu filho, muitas pessoas celebram este dia histórico em suas redes sociais e diversos artistas reagiram à aprovação da vacina como te mostramos aqui.

Conversamos com DAY, Katz e OutroEu sobre literalmente tudo que envolve o universo dos reality shows

DAY, Katz e OutroEu

Reality shows fazem parte inquestionável da cultura televisiva mundial e, obviamente, a música também faz parte dessa história. Afinal, desde o início da televisão existem programas com o intuito de exaltar talentos musicais e apresentar novos nomes para o público.

Se conhecemos e consumimos hoje nomes como Kelly Clarkson, One Direction, Fifth Harmony e Adam Lambert, certamente devemos muito aos reality shows musicais. Foram e são, até hoje, uma importante janela para a divulgação de um artista, facilitando seu contato com público e com nomes da indústria. Para muitos, acaba sendo a definitiva porta de entrada para o sucesso.

No Brasil, país com forte cultura musical, a moda não demorou a pegar. Apresentadores como Sílvio Santos e Raul Gil ajudaram a promover programas de calouros e, conforme o tempo passava, mais elaborados, bem produzidos, populares e importantes para a indústria se tornavam esses shows.

As grandes produções nacionais que conhecemos hoje ganharam visibilidade a partir dos anos 2000, pescando influências de programas internacionais. Daí, ganhamos nomes como Rouge, Bro’z, Thiaguinho, Roberta Sá e mais. Ainda mais consolidado na década seguinte, de 2010, o formato continuou nos apresentando a nomes promissores.

Exemplos recentes desse sucesso são a cantora DAY, a dupla OutroEu e o trio Katz. DAY foi finalista do The Voice Brasil de 2017. A OutroEu, formada pelos músicos Mike Tulio e Guto Oliveira, ganhou destaque da terceira temporada do programa Superstar. Já as Katz, grupo formado por Bella, Flavinha e Mayra, se conheceram nos bastidores do Jovens Talentos do programa do Raul Gil, deram “match” e montaram o projeto.

Em uma divertida conversa com os seis, o TMDQA! mediou um interessante papo sobre participação em realities, incluindo histórias divertidas, dicas e previsões sobre o futuro do formato em um mundo cada vez mais digital. Confira:

 

A sensação de estar em um reality

Naturalmente, o primeiro assunto que surgiu foi sobre a sensação de participar de programas de grande alcance. Afinal, participar de algo tão ambicioso assim em prol de reconhecimento é uma decisão difícil. Para Bella, das Katz, foi a realização de um sonho:

Eu sempre quis participar de reality. Eu achava que era a maior exposição que um artista poderia ter, principalmente por ser o Raul Gil. Sempre foi o sonho da maioria dos cantores participar um dia do programa dele. Foi um marco para mim, tanto que decidi que queria ser cantora a partir dali.

DAY também cultivava esse desejo, muito mais após assistir ao grupo Fifth Harmony em uma das edições do X Factor norte-americano. Quando o programa ganhou uma edição brasileira, em 2016, a cantora se inscreveu, mas não conseguiu seguir no programa. Naquele momento, mal sabia ela que a chance de se destacar no The Voice, sob mentoria de Lulu Santos, estava cada vez mais próxima. Ela conta:

Eu me inscrevi, cheguei a fazer audição e não passei nem do primeiro dia. O cara disse para mim que minha voz é ‘ok’, mas que não era o que procuravam. Eu falei que jamais tentaria isso de novo na minha vida. Para mim, o The Voice seria ainda mais fora de cogitação por causa da questão das cadeiras, da agonia e da pressão de a cadeira não virar para mim e eu ser rejeitada. Eu sempre tive essas piras, então nunca me imaginei lá, até que um dia a minha mãe e a galera em volta me incentivaram bastante a tentar. Acabou que deu super certo.

Mike e Guto, da OutroEu, não tinham grandes flertes com a ideia de um reality show, até que surgiu a chance de participarem do Superstar. O resto é história, já que programa mudou a vida da dupla para sempre. “É como se a música fosse um chamado. Para mim, foi inevitável”, comenta Mike.

 

Contato com os ídolos

Estar em um reality é um pulo da água para o vinho em um piscar de olhos. Em um momento, você está cantando no chuveiro. Em outro, está diante de jurados famosos e de um público que avaliam o seu desempenho. Isso sem falar nas constantes comparações com os colegas (para não dizer concorrentes), e na repentina fama do “Te vi na TV”.

Lidar com seu ídolo pode ser um sonho na teoria, mas na prática pode ser assustador. DAY teve como mentor Lulu Santos, um ícone da música brasileira que ela tanto admira e com quem conseguiu construir uma certa relação com o tempo.

Eu lembro que tinha certeza absoluta de que iria sair, porque eu estava no The Voice e é óbvio que todo mundo canta bem. Estávamos em um ‘ringue’ em que quatro pessoas iriam cantar e, na minha visão, todos cantaram melhor que eu. Lembro-me de uma pessoa super afinada que fez vários melismas e não errou nada. Eu pensava que ele ia ganhar o programa. Na hora, ficou entre nós dois, e o Lulu me escolheu. Eu pensei que ia ser odiada pela internet inteira. Algo fez o Lulu me escolher.

Os meninos da OutroEu tiveram a oportunidade de trocar figurinhas com a jurada Sandy, outra artista de renome no pop nacional. Durante o programa, Mike “viralizou” com um acidental tombo no meio de uma apresentação, certamente distraído pela presença da cantora no júri. Mas a relação acabou indo bem além disso, com direito até a uma parceria gravada no disco de estreia. Ele conta a história:

A gente trocou ideia com a Sandy nos bastidores do programa. Falamos que tínhamos uma música que queríamos mostrar. A gente nem sabia se podia ou não falar com ela, mas ela foi super solícita e pediu que levássemos um pen drive. E eu acabei esquecendo o pen drive no dia [risos]. Era o último programa, mas uma amiga nossa deu um jeito de entregar na Globo. Acabou que ela devolveu a música com a voz gravada depois. A gente não imaginava isso.

Raul Gil é outro nome que com uma boa carreira musical, apesar do maior reconhecimento como apresentador de televisão. O início data lá dos anos 50, quando venceu um programa de calouros apresentado pela saudosa Hebe Camargo. Para as meninas do Katz, que participaram bem novas de seu programa, a figura de Raul Gil é tão admirável quanto Sandy ou Lulu. Mayra lembra já ter sido consolada pelo apresentador, que a viu chorando com medo de não prosseguir na competição. “Foi até engraçado, porque foram anos assistindo a ele pela TV e naquele momento, em 2013, o ‘seu Raul’ estava me abraçando dizendo que ia dar tudo certo”, lembra a cantora.

Aparentemente o carinho de Raul com seus calouros sempre foi muito grande. Flavinha recorda de ter recebido uma inusitada ligação:

Acho que uma situação meio parecida com isso foi quando o Raul Gil me ligou no Natal. Minha mãe disse que meu celular estava tocando, atendeu e me passou, espantada porque era o Raul Gil. Até hoje eu não entendi direito o que aconteceu [risos].

 

Repertório, liberdade e direcionamento artístico

Se falássemos para vocês agora o nome do participante vencedor de um reality X, pode ser que você não se lembre ou sequer tenha ouvido falar. Tudo bem, isso acaba sendo mais comum do que parece. Nem sempre o artista de maior sucesso é aquele que leva o primeiro lugar do programa. Tome como exemplo nossos entrevistados, que não saíram campeões em suas respectivas participações, mas que certamente ganharam uma visibilidade muito maior do que outros competidores.

O que aconteceu foi que as Katz, DAY e a OutroEu levaram seu trabalho adiante de forma a manter e crescer seu público e, consequentemente, o alcance de sua obra. É óbvio que muito disso tem relação com os contratos das gravadoras que foram atrás desses talentos, mas não é apenas isso. A ideia de chegar ciente de seus objetivos é super importante para um artista em um programa como esses.

A voz é importante, é claro, como lembra DAY, que participou justamente de um programa em que os jurados viram suas cadeiras com base na voz do músico:

O público consumidor sempre vai esperar alguém que vai cantar o que eles definem como cantar bem, ou seja, cantar super agudo e fazer vários melismas, que amo e adoraria saber fazer, porque não consigo [risos]. Quem não faz muita coisa assim em reality show normalmente sofre muito. Foi o meu caso.

Mas não é só isso! O pós-programa é mais importante do que o programa em si, e aí uma estratégia se faz necessária. No mínimo, pensando em padrões de mercado, é preciso ter alguma maturidade e um norte definido, o que é difícil de se cobrar de um artista muito jovem, por exemplo. Bella, bem antes da Katz, se apresentou sozinha no programa do Raul Gil e é um bom exemplo disso:

Quando eu me apresentei no Raul Gil, eu tinha 18/19 anos. Você ainda não tem a noção. Muitas pessoas entram para mostrar a voz, que têm um sonho, que têm vontade ou porque “caíram” lá, porque mandaram se inscrever ou porque chamaram. Às vezes, nesse momento, você ainda não sabe qual é a sua identidade. Você ainda não sabe o que você quer. Não existe essa maturidade ainda.

Flavinha consegue enxergar o ponto positivo em participar com pouca idade de programas assim: coragem. Os riscos acabam sendo menores quando se é uma criança. “Se eu fosse me inscrever hoje…”, brinca a cantora. Afinal, sabiam que Beyoncé e Justin Timberlake participaram de realities (e perderam) ainda crianças? O tempo fez com que eles amadurecessem e, anos depois, se consagrassem na cena musical mundial.

A escolha do repertório também se faz importante, porque é a principal forma de mostrar para o público quem você verdadeiramente é. É claro que, dependendo do programa, existe menor ou maior interferência por parte da produção do programa, mas é preciso ter em mente de que determinadas músicas ajudam a aproximar o artista do público. Mayra, por exemplo, queria cantar Bon Jovi, mas foi aconselhada pela produção a cantar algo um pouco mais leve, porque o programa já contava com uma participante “roqueira”. Isso a levou a cantar nomes como Alanis Morissette e Christina Aguilera (nada mal também, né?).

Flavinha se sentiu confortável interpretando músicas de divas pop internacionais. A OutroEu, enquanto isso, foi por um lado mais arriscado e resolveu focar na apresentação de músicas autorais (todas, por sinal, presentes no disco de estreia homônimo da dupla, lançado no ano seguinte à participação no Superstar). Deu certo e, assim como o público, os jurados ficaram impressionados com as composições. Isso contribuiu para diferenciar a dupla de outros competidores no sentido da originalidade. Guto explica melhor a estratégia:

A gente entrou muito no programa com o objetivo de mostrar nossas próprias músicas. O lance é que rolou um papo de eles quererem colocar uma música que não era autoral, só que a gente queria muito que fosse uma autoral porque a gente imaginava que aquela seria nossa única chance [risos].

DAY aproveitou a liberdade que teve no The Voice para planejar e estudar bem as músicas que cantaria ao longo do programa. Assim, conseguiu se aproximar do público que já tinha e que queria conquistar ainda mais: a internet, que também foi um tópico de discussão na entrevista.

 

TV e internet

Se o objetivo inicial dos participantes de reality shows musicais era conquistar executivos de gravadora e afins, o cenário hoje é um pouco mais complexo. Além da necessidade de se desenvolver uma identidade própria que gere identificação com o público, é preciso saber fazer uso das ferramentas que estão ao seu redor.

Quando o grupo Rouge se consagrou no reality Popstars, em 2002, as integrantes não precisavam se preocupar em nutrir seus fãs sempre com postagens em redes sociais. Hoje, no entanto, as músicas por si só não bastam, e este é um desafio enfrentado não apenas por DAY, OutroEu e Katz, mas também por todos que querem viver de música hoje.

Isso vale especialmente para o pós-programa, mas também é interessante o artista já ter algo direcionado em suas redes antes mesmo do início do reality. Assim, seus potenciais fãs podem saber um pouco mais sobre sua história, e encontram um canal para ter mais contato. Instagram, Twitter, Youtube e até mesmo o TikTok (que, segundo nossos entrevistados, é um desafio) estão disponíveis para esse planejamento.

DAY e as meninas do Katz, por exemplo, já estavam no Youtube, gravando incríveis covers enquanto conquistavam suas bases de fãs. A internet, por sinal, ajudou elas a construir uma conexão pessoal com o público dos programas. No entanto, ao mesmo tempo em que aproxima, ela pode distanciar ou distrair o expectador do programa.

Mike, cirurgicamente, explica essa problemática:

O público está em casa sentado como controle na mão e sem fazer nada, sabe [risos]? A gente tem que motivar real o espectador, porque ele está ali com o telefone do lado. É difícil e, com várias ofertas maneiras como Netflix e afins, é preciso escolher o que é melhor ali naquele momento. Mas acho que também é um papel nosso ter noção dessas dificuldades e encará-las.

 

Dias de luta

Se existe o glamour do reality, certamente existem, ao mesmo tempo, os perrengues e contratempos. Guto, da OutroEu, levou um choque em um dos dias de audição (mas ficou tudo bem):

Era apenas eu e Mike em um estúdio. O resto estava trancado em outra sala. Acho que o rapaz da técnica acabou invertendo a fase e eu acabei levando um choque bizarro. O Mike ficou rindo de mim na hora. Enquanto isso, eu achava que iria morrer [risos]. Veio todo mundo ver se eu estava bem, inclusive o diretor.

As meninas do Katz também tiveram seus momentos. Flavinha, por exemplo, já se apresentou com um corte de cabelo peculiar (virando meme, inclusive). Mas, talvez, o momento mais humilhante foi quando, nos bastidores do Superstar, Mayra e Bella tiveram um pequeno acidente em suas respectivas bolsas após coletarem seus exames de urina, um requisito de saúde para participar do programa. Mayra lembra com clareza:

Eu acho que eu comecei a sentir a minha bolsa molhada. Fui ver o e mijo estava todo espalhado na minha bolsa. A Bella super me julgou. Quando fui ao banheiro, ela bateu na porta e me contou que aconteceu a mesma coisa com ela [risos]. A gente teve que lavar no chuveiro. Tudo que tinha dentro das bolsas molhou e ficou fedendo de xixi. Naquele dia, a gente fez um corre com a produção.

 

Dias de glória

Não tem como negar que a participação nos realities foi benéfica para todos os entrevistados. DAY, Katz e OutroEu conseguiram contratos com gravadoras grandes e alavancaram seus sucessos.

DAY, desde então, já lançou dois EPs (um homônimo e o mais recente A Culpa É Do Meu Signo) e prepara atualmente seu aguardado disco de estreia. As Katz, nova aposta do teen pop brasileiro, lançaram um dançante e envolvente EP homônimo em 2020. Já os meninos da OutroEu disponibilizaram há pouco seu segundo disco de estúdio, intitulado O Outro É Você, com participações de Ana Gabriela e Melim. Incrível, né?

Encerrando o papo, eles ainda deram dicas para artistas que eventualmente queiram mergulhar nesse universo de reality shows. Essas dicas, inclusive, podem vale para a vida como um todo.

Além do necessário direcionamento (sobre o qual já falamos aqui), é preciso estar com a autoconfiança e a saúde mental em dia. “Se você está aqui, é porque você é merecedor”, enfatiza Mayra. As pessoas se identificam com vulnerabilidades, então não precisa ter medo de ser você mesmo. Também não precisa se comparar aos outros, até porque, no final, o prêmio vai apenas para um.

“Curta muito, mas não pire. A gente quase pirou”, relembra Mike, nostálgico.

Friends: Lisa Kudrow diz que já teria gravado cena de reunião do elenco

Friends
Divulgação

A tão aguardada reunião de Friends vai acontecer e a atriz Lisa Kudrow, que interpreta Phoebe Buffay no seriado, garantiu que já gravou uma cena para o especial.

Como conta a NME, Kudrow contou que foi uma “pré-filmagem” e também falou sobre como algumas das cenas serão gravadas em uma “sala de uma loja de cafés” — que pode ou não ser o famigerado Central Perk — e em outros lugares nos quais eles nunca estiveram antes.

Já temos a certeza de que esse episódio vai chegar ao mundo, mas ainda levará um tempo para que isso se torne realidade; segundo Kudrow, as filmagens de fato devem começar bem no início da Primavera no hemisfério Norte, ou seja, provavelmente perto do final de Março.

A data coincide com a que havia sido informada anteriormente por Matthew Perry, que viveu Chandler Bing na série.

Reunião de Friends

Vale lembrar que tudo isso está demorando por conta da pandemia do Coronavírus, em especial pelo fato de que a co-criadora Marta Kauffman não quer abrir mão de ter uma plateia durante as filmagens — “é uma parte enorme do que é o ‘Friends'”, ela afirmou.

A reunião será apenas para um episódio que não terá roteiro, mas irá juntar todo o elenco original. Além de Perry e Kudrow, também estarão presentes Jennifer Aniston (Rachel), Courtney Cox (Monica), Matt LeBlanc (Joey) e David Schwimmer (Ross). Todos os atores foram pagos em torno de 2,5 a 3 milhões de dólares por suas participações.

Segundo Kudrow, a premissa é do grupo “se juntando, o que não acontece muito e nunca aconteceu na frente de outras pessoas desde 2004”, quando a série teve seu encerramento.

Inicialmente, não há previsão da chegada no Brasil já que o programa será atração exclusiva do HBO Max. Felizmente, o serviço de streaming deve estrear por aqui em um futuro não tão distante.

New Radicals e o hit que deu uma rasteira na mídia e em toda a indústria da música

New Radicals em
Reprodução/YouTube

Recentemente soubemos que o New Radicals fará uma improvável reunião para tocar durante a posse de Joe Biden como presidente dos EUA.

O grupo liderado por Gregg Alexander é um dos mais marcantes dos anos 90 em especial por conta de seu hit “You Get What You Give”, que representa bem demais a mensagem da banda de rebelião contra a indústria da música e a mídia que a acompanha. Infelizmente, eles próprios acabaram sendo vítimas de tudo que criticavam.

Isso porque o sucesso do single fez com que Alexander e companhia entrassem em uma rotina maluca para promover o disco Maybe You’ve Been Brainwashed Too (1998), e em Julho de 1999 o preço acabou sendo grande demais para Gregg. Ele explicou que “a fadiga de viajar e dormir três horas em um hotel diferente toda noite para ficar ‘de rolê e de conversa fiada’ com gente de rádio e corporações definitivamente não é pra mim”.

Críticas políticas, sociais e à indústria da música

Apesar do status de one-hit wonder, Gregg conseguiu passar sua mensagem de forma bem clara e, na verdade, prática. Todo o disco veio recheado de recados fortes não apenas como os citados acima, contra a indústria da música, mas também contra as grandes corporações dos EUA.

O exemplo mais claro foi justamente “You Get What You Give”, que por trás de uma batida Rock e Soul que remetia aos anos 70 trazia trechos como:

Toda noite nós destruímos uma Mercedes-Benz / Primeiro a gente foge, depois a gente ri até chorar

A mentira do seguro de saúde caro / FDA [uma espécie de ANVISA dos EUA] comprada por grandes banqueiros / Computador falsificado trava o jantar / Clonando enquanto estão multiplicando / Fotos de moda com Beck e Hanson / Courtney Love e Marilyn Manson / Vocês são todos falsos, fujam para suas mansões / Venham aqui, iremos chutar seus traseiros

Essa segunda sequência, aliás, foi a que trouxe grande controvérsia ao grupo. Não era como se eles não tivessem sido taxados por todo lado de “esquerdistas” (em uma época onde o termo não era tão popularizado quanto hoje), mas falar mal de celebridades realmente parecia ser algo que atraía as manchetes.

E a estratégia do New Radicals era justamente essa: segundo o próprio vocalista, esse trecho era um “teste” à mídia, para observar se eles seriam capazes de ignorar as citações às celebridades e focar na mensagem real da canção.

Reação dos músicos citados

Como era de se esperar, o foco foi totalmente para os xingamentos aos músicos e é bem capaz que isso tenha colaborado para que a banda chegasse ao fim de maneira tão precoce. E não necessariamente de maneira negativa, já que Alexander afirmou quando anunciou o fim do grupo que havia “conquistado tudo que queria” com o disco de estreia.

As celebridades em questão, aliás, levaram na boa. A única que nunca se pronunciou sobre isso foi Courtney Love, mas Marilyn Manson com seu jeitão característico afirmou que iria “quebrar o crânio [de Alexander] no meio” se o encontrasse não por ter falado que “chutaria seu traseiro” mas sim por “ter sido usado na mesma frase que Courtney Love”.

Beck afirmou que encontrou com Gregg uma vez casualmente no mercado e recebeu um pedido de desculpas, com o vocalista garantindo que não era nada pessoal, algo que Beck aceitou na boa.

Com os irmãos Hanson, por outro lado, a história tem acontecimentos ainda mais interessantes. Anos depois, Alexander chegou a participar de uma gravação do grupo e o baterista Zac Hanson afirmou que ele era “meio que um personagem, mas um cara legal”.

Reunião do New Radicals

Felizmente, as críticas políticas e sociais não passaram despercebidas por todo mundo e parece que até hoje Gregg Alexander ainda tem uma posição bastante parecida com a de 1998. Justamente por isso, essa reunião vai acontecer em um momento tão importante para a história dos EUA.

A canção foi marcante na campanha de Biden porque foi utilizada como música de entrada para Doug Emhoff, marido da vice-presidente Kamala Harris, nos comícios eleitorais de 2020; mais ainda, o filho do próximo presidente norte-americano, Beau Biden, tinha a faixa como uma de suas favoritas enquanto batalhava contra um câncer que acabou o levando desse mundo em 2015.

Você pode ver a declaração de Gregg Alexander sobre o retorno do New Radicals, bem como mais informações sobre essa performance de reunião, por aqui. Abaixo, aproveite para relembrar esse clássico dos anos 90!

Em tempo, quem fazia parte do grupo oficialmente antes do seu fim era Gregg e a atriz Danielle Brisebois (All In The Family), acompanhados de músicos de turnê.

Ainda não se sabe se é ela quem subirá ao palco com Alexander para a performance dessa semana, mas sabemos que após o fim do grupo, ambos escreveram canções para outros artistas.

Gregg ganhou um Grammy pela composição de “The Game Of Love”, lançada em 2002 por Carlos Santana e Michelle Branch.

Em 2015, a dupla do New Radicals foi indicada ao Oscar de Melhor Canção Original pela composição de “Lost Stars”, trilha do filme Mesmo Se Nada Der Certo.

A faixa foi interpretada por Adam Levine, vocalista do Maroon 5, e já foi regravada por nomes como Jungkook, do BTS.

Ao final da premiação, quem levou a estatueta pra casa foi “Glory”, da Trilha Sonora de Selma.

Por Tony Aiex e Felipe Ernani

Flea relembra conversa com Kurt Cobain em show histórico do Nirvana no Brasil

Flea e Kurt Cobain no Brasil

No dia 23 de Janeiro de 1993 o Nirvana fez seu segundo e último show no Brasil após uma passagem pelo país que deu o que falar.

O grupo liderado por Kurt Cobain veio para se apresentar em duas edições do festival Hollywood Rock, uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro, e os dois shows foram marcados pela forma como o músico e seus colegas pareciam estar descontentes no palco.

Em São Paulo, no dia 16 de Janeiro, o Nirvana fez aqueles que muito consideram como o “pior show” de sua carreira, com guitarras altíssimas, covers bizarras de nomes como Queen, Iron Maiden e The Clash, e apresentação de João Gordo, do Ratos de Porão.

Segundo o próprio ícone do punk brasileiro, a culpa da apresentação ruim para 110 mil pessoas foi dele.

Nirvana, Rio de Janeiro e Flea

Nas duas performances, o clássico “Smells Like Teen Spirit” veio acompanhado de Flea, baixista do Red Hot Chili Peppers, tocando trompete.

A banda californiana também estava escalada no evento ao lado de Dave Grohl e Krist Novoselic, e o músico fez questão de dar a sua contribuição através do instrumento de sopro que aprendeu a tocar na adolescência.

O show do Nirvana no Rio de Janeiro foi transmitido pela Rede Globo e há alguns minutos uma seguidora de Flea compartilhou imagens desse dia perguntando, despretensiosamente:

Hey Flea, você se lembra da conversa que teve aqui com Kurt?

Acontece que para surpresa dela própria, o cara respondeu e disse que, sim, se lembra do momento que compartilhou com o saudoso colega de Hollywood Rock no palco.

Você pode ver tudo isso, em evento que ainda teve bandas como L7, Alice In Chains, Engenheiros Do Hawaii Biquini Cavadão logo abaixo.

Guitarrista revela por que recusou o Guns N’ Roses após dois convites

Marc Ford, do The Black Crowes
Foto via Wikimedia Commons

Você talvez não conheça o guitarrista Marc Ford, que teve seu maior momento da carreira com o The Black Crowes, mas foi por muito pouco que ele não entrou no Guns N’ Roses e teve uma ascensão meteórica à fama.

Aliás, foi uma decisão dele não fazer isso não apenas uma vez, mas duas: de acordo com o próprio Ford em uma entrevista recente ao podcast State of Amorica (via NME), ele recebeu o primeiro convite em 1991 quando Izzy Stradlin deixou o lendário grupo. O segundo veio nos anos 2000, quando Axl Rose estava “remontando” o GNR.

Ele conta:

Me convidaram para entrar naquela banda duas vezes diferentes. Uma vez quando o Axl ainda estava acabando aquele disco que estava levando a vida toda [‘Chinese Democracy’, que saiu em 2008]. Logo quando eu estava começando a fazer [o meu disco solo de 2002] ‘It’s About Time’, eu recebi o convite para entrar naquela banda.

A primeira vez, eu tinha acabado de voltar de uma espécie de entrada ‘oficialmente não oficial’, ou qualquer coisa assim, no The Black Crowes. Foi um fim de semana em Atlanta e quando eu cheguei em casa, naquela segunda-feira de manhã, o Slash me ligou e ofereceu [a vaga no Guns N’ Roses]. Ele disse que o Izzy estava saindo, e [perguntou] se eu queria a vaga.

Eu contei que tinha acabado de entrar no The Black Crowes. [O Slash] foi muito tranquilo e disse, ‘É um trabalho legal pra você. Mandou bem.’

De fato, Marc Ford entrou no Black Crowes em 1991 e esteve em três discos do grupo de Rock — The Southern Harmony and Musical Companion, Amorica Three Snakes and One Charm.

Marc Ford e o Guns N’ Roses

Curiosamente, em 1992, Marc também tocou no disco de estreia do projeto solo de Izzy Stradlin, o Izzy Stradlin and the Ju Ju Hounds. Sua participação não foi creditada mas acontece na faixa “Somebody Knockin'”, que abre o álbum.

Abaixo, você pode conferir o podcast em questão na íntegra.

“Detox”: Dr. Dre deixa UTI e vai direto para o estúdio finalizar “disco perdido”

Dr. Dre de volta ao estúdio
Reprodução/Instagram

Um dos mais lendários produtores de Rap da história, Dr. Dre está oficialmente de volta às atividades depois de um grande susto que o deixou na UTI por 10 dias.

Recuperado do aneurisma cerebral, Dre não perdeu tempo em voltar ao estúdio e parece ser um homem mudado depois da experiência traumática. Tanto é que, pelo visto, ele está revivendo o seu “disco perdido”, Detox.

O trabalho foi cancelado depois de ter entre 20 e 40 músicas prontas, segundo o próprio Dre, por ele não estar “sentindo” as músicas que faziam parte da obra. Na época, o produtor chegou a dizer que acreditava ter chegado ao fim de sua carreira como artista, mas eventualmente lançou Compton em 2015 no lugar do que seria Detox.

Dr. Dre e Detox em 2021

Como conta o Rap-Up, uma foto postada no Instagram do produtor Dem Jointz indica que Dr. Dre está reunido com um time no estúdio e foi acompanhada da hashtag #Detox21, o que fez diversos veículos e fãs especularem a possível intenção de reviver o projeto adormecido.

Será?

LEIA TAMBÉM: Ex-esposa de Dr. Dre revela série de abusos em documentos contra o rapper

 

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Jon Schaffer teria atacado policiais do Capitólio com spray de pimenta; veja acusações

Jon Schaffer, do Iced Earth, na invasão ao Capitólio
Foto via Wikimedia Commons

A lista de acusações formais contra Jon Schaffer, líder do Iced Earth preso no último domingo (17) por invadir o Capitólio em apoio a Donald Trump, foi divulgada pelo FBI.

O metaleiro será julgado por seis crimes cometidos durante o incidente do dia 6 de janeiro. Para relembrar, um grupo de apoiadores do (em breve ex-)presidente dos Estados Unidos não só invadiu a sessão que validou a vitória de Joe Biden, como também vandalizou o local — o “protesto” terminou com cinco mortes.

Um tweet do FBI de Indianapolis revela, ainda, que Schaffer usou “spray de ursos” contra os policiais durante o conflito. Já o comunicado oficial diz (via Loudwire):

Schaffer estava entre os manifestantes que pulverizaram policiais do Capitólio dos Estados Unidos com ‘spray de urso’. Essa é uma forma de spray de pimenta de capsaicina vendida por muitos varejistas de rua […]. Schaffer foi fotografado e filmado em um vídeo de vigilância portando o ‘spray de urso’ e se envolvendo em altercações verbais com policiais do Capitólio dentro do prédio. Schaffer é visto segurando um óculos de sol transparente em uma fotografia e ‘spray de urso’ em outras.

Ainda não se sabe quantos anos Jon Schaffer pode enfrentar na cadeia pelos seus crimes. Leia abaixo a lista de acusações formais contra o músico.

Na sequência, você também pode ver as fotos compartilhadas pela polícia.

Jon Schaffer e a Justiça

Fotos de Jon Schaffer no Capitólio

  • Entrar ou permanecer intencionalmente em qualquer edifício ou terreno restrito sem autoridade legal
  • Perturbar a conduta ordenada de negócios governamentais
  • Se envolver conscientemente em um ato de violência física contra qualquer pessoa ou propriedade em qualquer edifício ou terreno restrito
  • Entrada violenta e conduta desordeira em um edifício do Capitólio
  • Envolver-se em um Ato de Violência Física no Capitólio
  • Desfile, manifestação ou piquete em um edifício do Capitólio

LEIA TAMBÉM: Ariel Pink perde disputa judicial contra ex-namorada que denunciou abuso

“Bleach”, primeiro disco do Nirvana, ganha edição em Fita K7 vermelha no Dia dos Namorados

Nirvana ganha fita cassete do seu álbum de estreia
Divulgação / Tapehead City

O álbum de estreia do Nirvana, Bleach, ganhou uma nova edição em fita cassete vermelha para celebrar o Dia dos Namorados internacional.

Limitado a 500 cópias, o produto Love Buzz Red será disponibilizado no dia 14 de Fevereiro, na data de celebração do famoso Valentine’s Day (via NME).

O álbum que apresenta os singles “Love Buzz”, “About a Girl” e “Blew” foi lançado pela Sub Pop Records em Junho de 1989, com produção de Jack Endino, e deu início à trajetória da banda de Kurt Cobain e Krist Novoselic que em 1991 lançou seu disco de maior sucesso, Nevermind.

O site da Tapehead City, que irá vender exclusivamente as fitas, disse na descrição do novo produto:

‘Bleach’ foi o álbum de estreia do Nirvana lançado em 15 de junho de 1989 pela Sub Pop Records e ‘Love Buzz’ foi seu primeiro single. Kurt Cobain morreu há 27 anos, aos 27 anos.

Em homenagem a Kurt e a este álbum histórico, trazemos para vocês a edição em fita cassete vermelha do Nirvana de ‘Bleach’ para o Dia dos Namorados.

Segundo o site, o produto infelizmente já está esgotado. Porém, eles deixaram um espaço para você colocar seu e-mail e ser notificado caso a fita retorne ao estoque; acesse aqui.

Nirvana

Recentemente, Dave Grohl líder do Foo Fighters e ex-baterista do Nirvana, comentou em uma entrevista que ainda tem sonhos em que se imagina ao lado dos companheiros da antiga banda e que existe uma “arena vazia esperando” que eles toquem.

Além disso, revelou que não se sente confortável em cantar canções escritas por Kurt, e você pode ler isso por aqui.

Ouça abaixo o primeiro disco do Nirvana.

LEIA TAMBÉM: O dia em que o Nirvana recusou convite do KISS com um trote (para Gene Simmons)

O dia em que Layne Staley deitou um nazista na porrada em show do Alice in Chains

Layne Staley socando nazista
Reprodução/YouTube

Layne Staley nos deixou cedo demais mas tem um legado incrível com o Alice in Chains que, inclusive, vai além das músicas.

Um momento certamente marcante dessa carreira aconteceu em 1993, durante a turnê do disco Dirt, quando a banda foi tocar na Suécia. Por lá, o show corria bem até que o vocalista percebeu alguns fãs incomodados com um outro membro do público que fazia gestos nazistas durante a performance.

A solução de Layne foi simples: ele chamou o neonazi ao palco e logo quando o cara parecia estar acreditando que ia arrasar e cantar algum hit ao lado do ídolo, levou um belo soco na cara e foi empurrado de volta à plateia.

Quando voltou à sua posição no palco, Staley ainda mandou um sonoro “morram, nazistas de merda” e o show continuou em seguida. Você pode conferir esse momento sensacional pelo vídeo abaixo!

LEIA TAMBÉM: O dia em que Geezer Butler (Black Sabbath) socou um “nazista bêbado” e foi preso

Layne Staley socando um nazista

Black Pumas faz versão incrível de “Colors” para evento de Joe Biden; veja

Black Pumas tocando em evento de Joe Biden
Reprodução/YouTube

A era de Donald Trump como presidente dos EUA está prestes a chegar ao fim e a dupla Joe Biden e Kamala Harris já deu início aos seus eventos de posse com o America United, uma espécie de live de pré-inauguração do mandato dos Democratas.

Quem esteve por lá foi o Black Pumas, uma das revelações mais sensacionais da música nos últimos tempos. O duo tocou a incrível “Colors”, que foi indicada ao Grammy de Gravação do Ano e é um dos destaques da jovem e já prolífica parceria entre Eric Burton e Adrian Quesada.

Antes da performance, aliás, Burton teve um recado importante sobre o futuro do país:

Presidente eleito Joe Biden e vice-presidente eleita Kamala Harris, estamos empolgados para um nova sensação de otimismo, união e paz a todas as pessoas dos EUA.

Você pode assistir à live completa pelo vídeo ao final da matéria; já deixamos o link marcado em cerca de 1h10 de apresentação, que é quando entra o Black Pumas.

Black Pumas no Brasil

Vale lembrar que a banda foi uma das atrações do Vans Apresenta: Festival Tenho Mais Discos Que Amigos! e Powerline em 2020, inclusive tocando “Colors”.

Você pode assistir à performance deles logo abaixo e ver um sideshow por aqui.

Além disso, os caras têm show marcado no Brasil em 2021 e você pode encontrar ingressos por aqui.

Após 22 anos, New Radicals irá se reunir para tocar na posse de Joe Biden

New Radicals - Maybe You've Been Brainwashed Too

O grupo New Radicals irá se reunir pela primeira vez em 22 anos para apresentar seu sucesso “You Get What You Give” na cerimônia de posse de Joe Biden nesta quarta-feira (20 de Janeiro).

De acordo com a Rolling Stone (via Pitchfork) o famoso single do primeiro e único álbum da banda até hoje Maybe You’ve Been Brainwashed Too (1998), foi diversas vezes utilizado durante a campanha eleitoral do democrata.

“You Get What You Give” se tornou a música preferida do marido da vice-presidente Kamala Harris, Doug Emhoff, além de ser marcante na vida do presidente eleito já que era uma das músicas favoritas de seu filho, Beau Biden, que faleceu em 2015 após lutar contra um câncer.

New Radicals

Em um comunicado, o vocalista da banda Gregg Alexander falou sobre a performance que irá encerrar a celebração da vitória de Biden no programa especial Celebrating America.

Se há algo no mundo que poderia fazer com que nos reuníssemos, nem que seja por um dia, é a esperança de que a nossa canção possa atuar como a mais tênue das luzes em tempos obscuros.

Tocar a música novamente depois de tanto tempo é uma grande honra, porque todos nós temos profundo respeito pelo serviço militar de Beau e grandes esperanças pela unidade e normalidade que Joe e Kamala irão trazer novamente neste tempo de crise.

O Celebrating America acontece nesta quarta (20) e será apresentado pelo ator Tom Hanks, além de contar com as performances de Justin Timberlake, Demi Lovato, Bruce Springsteen, Lady Gaga, Jon Bon Jovi, Dave Grohl e outros artistas.

O evento será transmitido pelos canais pelos canais americanos ABC, CBS, CNN, NBC e MSNBC; saiba mais aqui.

Assista ao clipe de “You Get What You Give” abaixo.

#VemVacina: artistas reagem à aprovação de vacinas contra a COVID-19 no Brasil

Monica Calazans, a primeira pessoa vacinada no Brasil

O momento histórico e tão aguardado por muitos brasileiros aconteceu neste domingo (17 de Janeiro): a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial das vacinas CoronaVac e da Universidade de Oxford contra a COVID-19.

Diferente do presidente Jair Bolsonaro, que até o momento não se manifestou, diversos artistas celebraram a emocionante notícia em suas redes sociais.

É importante destacar que logo após a aprovação das vacinas o governo de São Paulo aplicou a primeira dose da CoronaVac. A felizarda foi a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, que faz parte do grupo de risco para a doença e há 10 meses atua na linha de frente contra a COVID-19.

Após a aplicação da dose, ela fez discursos emocionados a respeito desse momento simbólico e ainda revelou que as pessoas tiravam sarro dela por fazer parte do grupo de testes da vacina.

Além de representar muito bem o Brasil ao vacinar uma mulher negra, o governo do Estado de São Paulo seguiu com as aplicações e o domingo foi marcado também pela vacinação da primeira indígena. Vanusa Kaimbé tem 50 anos e é técnica de enfermagem, assistente social e presidente do conselho dos indígenas Kaimbé do estado de São Paulo.

Artistas reagem à aprovação da vacina

Entre os artistas e bandas que se pronunciaram sobre o assunto estão nomes como Emicida, Zélia Duncan, o grupo Olodum, Dinho Ouro Preto, Ludmilla e Daniela Mercury.

Você pode conferir as publicações abaixo.

 

Jon Schaffer, líder do Iced Earth, é preso por invasão ao Capitólio

Jon Schaffer, do Iced Earth

E a busca acabou: Jon Schaffer, guitarrista e compositor da banda de heavy metal Iced Earth, está preso.

Nós falamos por aqui sobre como o cara estava sendo procurado nos últimos dias até mesmo pelo FBI desde que teve a “brilhante” ideia de invadir o Capitólio.

Adepto das armas e claramente simpatizante das ideias da extrema direita, Schaffer esteve no comício de Donald Trump em Washington, D.C. que acabou resultando na invasão de um dos mais importantes prédios federais dos EUA onde deputados e senadores iriam selar a vitória de Joe Biden nas eleições.

O músico invadiu o local e fotos que mostram como ele esteve envolvido em tudo isso começaram a circular, tanto que a agência federal de inteligência norte-americana o colocou na seção de “mais procurados” em seu site oficial.

De acordo com o site da WISH TV, Jon Schaffer se entregou hoje (17), às 3 horas da tarde no horário local de Columbus, Indiana.

Jon Schaffer e o FBI

Os responsáveis pela comunicação do FBI em Indianápolis comentaram a respeito:

Jon Schaffer, Columbus, IN, foi preso em conexão com o incidente no dia 06 de Janeiro no Capitólio dos EUA. Schaffer irá responder por 6 acusações incluindo se envolver em um ato de violência física em um prédio do Capitólio. Schaffer foi denunciado como participante entre os vândalos que atacaram a polícia do Capitólio com ‘spray de ursos’.

Em tempo, vale ressaltar que fãs da banda Iced Earth também estão revoltados com a atitude de Schaffer e vários deles o apoiaram em uma campanha de financiamento coletivo recente onde ele compartilharia material inédito relacionado ao seu trabalho.

Vários deles, inclusive, estão pedindo seu dinheiro de volta.

A invasão ao Capitólio resultou em 5 mortes.

Em 2008, Gene Simmons era demitido por Donald Trump no reality show “O Aprendiz”

Donald Trump e Gene Simmons
Reprodução/YouTube

Bem antes de ser o (agora quase ex) presidente dos EUA, Donald Trump ganhou fama com seu reality show O Aprendiz e uma edição especial do programa contou com ninguém menos do que Gene Simmons, lendário membro do KISS.

Foi em 2008 e o baixista estava indo muito bem na competição, até que acabou demitido de forma surpreendente logo na terceira rodada de eliminações. O que aconteceu foi que Gene resolveu “peitar” Trump e o colocar em uma situação complicada ao indicar para o “paredão” duas outras candidatas que estavam entre as melhores do programa.

Donald parece surpreso com a decisão e constantemente pergunta para Simmons: “o que eu vou fazer?”. Ele sugere que uma outra participante seria a escolha óbvia para sair do reality por ter “dado uma dor de cabeça aos executivos”, mas o músico afirma que acredita que ela seja uma “líder” e tem fé em seu trabalho.

Eventualmente, Gene Simmons acaba demitido e eliminado. Algum tempo depois, ele revelou que fez isso de propósito porque já estava de saco cheio de participar de O Aprendiz, e de fato isso parece bem claro quando assistimos ao trecho em questão.

Você pode comprovar por si mesmo pelo vídeo ao final da matéria, que possui legendas em espanhol.

Gene Simmons e Donald Trump

Vale lembrar que Simmons e Trump já tinham uma relação antes mesmo do reality show e em 2019 o músico chegou até a defendê-lo como presidente dos EUA, afirmando que “o planeta nunca esteve melhor”.

Em 2020, sua opinião mudou um pouco em decorrência da pandemia e, ainda que tenha poupado as críticas diretas a Donald, Gene falou bastante sobre as pessoas anti-vacina e anti-máscara e atacou o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro sobre suas posições acerca de tudo isso.

Gene Simmons demitido por Donald Trump em “O Aprendiz”