Roger Taylor (Queen)
Foto: Wikimedia Commons

Roger Taylor, baterista do Queen, refletiu sobre o “erro” que a banda cometeu ao visitar a África do Sul durante o Apartheid, em 1984.

O regime de segregação racial foi implementado no país em 1948 e ficou em vigência até 1994 durante o governo do Partido Nacional. À época, os direitos da maioria dos habitantes da nação, pessoas pretas, foram cerceados pela minoria branca que estava no poder.

Durante vários anos, bandas e artistas promoveram um grande boicote cultural ao país contra o regime. Menos o Queen, que em seu esforço em manter a política fora de suas músicas, acabou se metendo em uma polêmica bem grande.

A banda tocou em Sun City e virou alvo de críticas pelas Nações Unidas e pela União dos Músicos do Reino Unido. Em uma entrevista recente, Taylor disse que mudou sua perspectiva e, hoje, já pensa que a viagem foi um “erro” (via Louder Sound):

Ah merda, nós fomos criticados por isso. Rod Stewart, Barry Manilow. Eles não foram, mas nós sim. Fomos lá com as melhores intenções possíveis, na verdade. Não ganhamos dinheiro com isso. Me lembro até de que Brian foi entregar alguns dos prêmios no festival de Soweto. Fomos com as melhores intenções, mas ainda acho que foi um erro.

Por muitos anos depois, a banda defendeu seu direito de tocar no país. Os membros também acreditavam que as apresentações para uma plateia mista poderiam “até ajudar a apressar o fim do Apartheid”.

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