Foo Fighters - Wasting Light
   

Primeiro de tudo: sim, já se passaram 10 anos desde que o Foo Fighters lançou seu sétimo disco de estúdio, Wasting Light.

Sei que pode parecer um pouco difícil de acreditar e que tem muita gente que entrou aqui incrédula e/ou se sentindo velha, mas o tempo passa, o tempo voa e estamos aqui celebrando o dia 12 de Abril de 2011.

Isso porque foi nessa data que Dave Grohl e sua trupe colocaram no mundo aquele que é considerado por muitos como o melhor álbum de toda carreira dos Foos.

Vamos embarcar nessa viagem pelo túnel do tempo?

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Foo Fighters e Wasting Light

O álbum foi lançado quatro anos após Echoes, Silence, Patience & Grace, que apesar de abrir com um dos maiores hits do grupo até hoje, “The Pretender”, não se tornou exatamente um álbum celebrado na carreira do grupo.

A exigente Pitchfork, por exemplo, deu nota 4.2 de possíveis 10, e público e crítica ficaram divididos em relação ao conjunto de canções apresentado.

Pois de 2007 para 2011 muita coisa aconteceu, a banda excursionou, fez aqueles shows icônicos em Wembley que viraram DVD e parece que foi absorvendo inspirações para o que faria nos próximos passos.

E eles vieram com Wasting Light.

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A nova fase da banda contou com uma abordagem de “volta às raízes” para Dave Grohl.

Nascido no punk/hardcore e acostumado com o “do it yourself”, ele decidiu que o álbum seria gravado na sua casa, em fita, e o processo analógico foi todo liderado pelo produtor Butch Vig, responsável por Nevermind, do Nirvana.

Ao falar sobre o álbum, ele explicou:

Eu cheguei à casa do Dave e a primeira coisa que ele me disse foi, ‘Eu quero gravar esse disco na minha garagem.’ Então nós descemos e eu montei uma caixa de bateria. Eu disse, ‘Bem, ela soa bastante barulhenta e suja, mas não vejo por que não poderíamos gravar aqui.’

Aí ele disse que gostaria de gravar o álbum em fita, sem computadores. Isso me deu um pouco de problema. Eu já gravei vários discos assim, mas não havia feito nenhum nos últimos 10 anos. Mas Dave queria muito que o disco tivesse a ver com sonoridade e performance.

Eles haviam acabado de fazer alguns shows no estádio de Wembley e ele me disse, ‘Nós ficamos tão grandes, o que falta fazer? Poderíamos voltar aos estúdios 606 para gravar um disco enorme, perfeito, super correto assim como fizemos da última vez. Ou poderíamos tentar capturar a essência dos dois primeiros discos do Foo Fighters.’

Além de se reencontrar com o produtor do lendário álbum que gravou ao lado de Kurt Cobain, Dave também decidiu que promoveria outros momentos memoráveis e o fez ao chamar o baixista Krist Novoselic para uma participação especial.

Ao receber seus colegas e ex-colegas de banda em sua mansão californiana para gravar o novo álbum, parece que Dave Grohl se inspirou e mostrou ao mundo algumas das melhores composições que já assinou.

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Os Hits e as Pérolas “Escondidas”

Wasting Light é um disco de hits mas também é um disco de pérolas que não tiveram lançamento como single.

Se de um lado temos a sensacional “Walk”, por exemplo, de outro temos “Dear Rosemary” com o lendário Bob Mould, e se o disco ganhou ainda mais exposição com “White Limo” e “These Days”, também nos agraciou com “I Should Have Known”, que além de Mould ainda tem Novoselic e seu baixo poderoso.

Essa mistura de sucessos com músicas “desconhecidas” mas pra lá de inspiradas, aliadas a grandes refrães, fez com que o disco se costurasse de um jeito muito interessante, tornando-se uma daquelas obras onde é impossível pular uma faixa porque você sabe que a próxima chegará em grande estilo.

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Documentário e Performance na Íntegra

Para acompanhar o lançamento de Wasting Light, o Foo Fighters não cansou de presentear seus fãs.

Além de fazer algumas performances do álbum na íntegra para pequenas e sortudas plateias, Dave Grohl levou a banda para o seu estúdio, 606, onde os músicos apresentaram o disco do começo ao fim.

Esse material foi exibido em cinemas do mundo todo (incluindo salas brasileiras) junto com o documentário Back And Forth, que mostrou a história do Foo Fighters em detalhes e contou grandes segredos da banda sendo revelados por quem fez parte dela.

Desde integrantes que deixaram o barco (ou foram deixados) até as grandes conquistas e a gravação de Wasting Light com cenas fofas de Grohl em família, o pacotão estava completo e é claro que tudo ganhou uma proporção maior pelo fato do disco ser realmente uma obra prima.

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Prêmios e Números

O disco se deu muito bem no Grammy levando o prêmio de Melhor Álbum de Rock pra casa junto com o de Melhor Performance de Hard Rock/Metal por “White Limo”.

A belíssima “Walk” venceu as categorias de Melhor Performance de Rock e Melhor Música de Rock e Wasting Light ainda foi indicado ao prêmio de Álbum do Ano, mas perdeu para o imbatível 21, da cantora britânica Adele.

Em sua semana de estreia, o disco vendeu 235 mil cópias nos Estados Unidos e se tornou o primeiro da banda a conquistar o topo da Billboard 200. Em sua primeira semana de lançamento, a estreia no topo veio em outros 11 países e o sucesso estava consolidado.

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Hoje é dia de ouvir esse discão bem alto e se lembrar de tempos pré-pandêmicos muito mais simples.

E também de correr para o nosso perfil oficial no Instagram e dizer: esse é o melhor disco do Foo Fighters? É o último grande álbum dos caras?

 
 
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