Livro Japinha Adolescentes
 

Há alguns dias, a internet borbulhou com um caso de exposição do baterista Ricardo Japinha, agora afastado da banda CPM 22. E no meio das notícias a respeito do caso, um novo “detalhe” veio à tona.

Como te contamos por aqui, o músico foi afastado da banda na quarta-feira (10) após uma conversa sua com uma garota de 16 anos vazar na internet. Na conversa, Japinha chegou a sugerir um namoro com a menina e falar sobre virgindade — ele tinha quase 40 anos.

Depois disso, em entrevista, o músico disse que não viu “nada de errado” no papo e que tratava-se apenas de uma “conversa agradável”, mas que nada teria acontecido fora da Internet.

Agora, um livro que o baterista escreveu em 2010 voltou a virar assunto por motivos óbvios.

A obra, ainda facilmente encontrada à venda, é voltada justamente a garotas adolescentes, onde o músico dá conselhos amorosos e explica um pouco sobre o universo masculino, dizendo que também dá conselhos a garotos. À época do lançamento, Japinha tinha 37 anos.

Livro do Japinha

Quando abordou Qual é a Dele? em entrevista ao R7, o baterista falou sobre sua intenção ao conversar diretamente com suas leitoras:

Procuro aconselhá-las a compreender [os garotos] quando as desculpas são o futebol, os amigos e outras atividades que são importantes para eles, ou seja, não sufocá-los. E ao mesmo tempo, para ficarem espertas, quando o rapaz der muitos sinais de que realmente não está interessado nela.

O livro só aconteceu porque, em 2005, Ricardo ganhou uma coluna na revista adolescente Atrevida justamente para dar esse tipo de conselhos.

Segundo o próprio, a ideia veio de compilar todos eles em um lugar só:

Comecei a observar que os textos que escrevia começaram a ficar numerosos no meu HD. Imaginei que poderiam compor uma coletânea ou até mesmo um livro, já que todo mês escrevia um pouco sobre assuntos relacionados entre eles e para o mesmo público.

Já sobre como teria iniciado o processo, ele disse:

Em 2005, na gravação de um clipe do CPM22, o pessoal da revista Atrevida foi cobrir a filmagem e aproveitaram para me entrevistar. No final, depois de comentarem que gostavam dos toques que eu dava para as garotas e de que os conselhos eram bons para a revista, me perguntaram se eu gostaria de colaborar com uma coluna mensal para eles. Lembro bem que uma vez havia lido, em uma revista concorrente, uma coluna que o Dinho Ouro Preto [vocal do Capital Inicial] fazia, e isso me chamou a atenção de forma positiva. Topei e passei a ser colunista da revista. E estou lá até hoje.

Não à toa, quando a notícia explodiu nos últimos dias, muita gente se manifestou no Twitter a respeito, lembrando da revista.

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