Orri Páll Dýrason, do Sigur Rós
Foto: Wikimedia Commons

Orri Páll Dýrason não faz mais parte do Sigur Rós.

A influente banda islandesa publicou um comunicado para revelar que o músico está saindo para lidar com acusações de estupro feitas contra ele.

Em uma publicação oficial, o Sigur Rós anunciou:

Em meio a alegações extremamente sérias e pessoais feitas contra ele nos últimos dias hoje nós aceitamos a renúncia do nosso colega de banda Orri Páll Dyrason para permitir que ele resolva isso em particular.

Denúncia de Estupro

A denúncia contra o baterista do Sigur Rós foi feita na semana pela artista Meagan Boyd, conhecida pelo nome de Yin Shadowz, que publicou um relato no Instagram dizendo que Orri a estuprou enquanto ela dormia, em 2013:

Eu acordei com a sensação de ser penetrada sem o meu consentimento durante um sono profundo… aconteceu duas vezes aquela noite, e eu me questionei por que não saí de lá na primeira vez – mas eu estava bêbada, cansada, em choque e isso foi muito antes de eu ouvir falar em algo como Uber/Lyft [aplicativos de transporte]… mas nada disso deveria importar porque ninguém merece ser estuprada/tocada/lambida/fodida em CONSENTIMENTO.

Na publicação que pode ser vista logo abaixo, a artista ainda disse que nunca falou nada sobre o episódio em Los Angeles porque achou que ninguém iria acreditar e guardou a dor por tantos anos porque se sentiu irresponsável por ter confiado em alguém apenas porque ele “estava em uma banda que eu amava e eu o respeitava como artista”:

Aquelas canções que eu achava deliciosamente relaxantes, belas e serenas agora deixam um gosto nojento em minha boca.

Sigur Rós

A banda lançou seu último disco de estúdio, Kveikur, em 2013. Orri foi o segundo baterista do grupo e estava na formação oficial desde 1999.

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In January of 2013 I was sexually assaulted by a member of the band @sigurros when they were in Los Angeles recording an album that was set to come out later that same year. My assailant's name is Orri Páll Dýrason. I never reported it. I never expressed my pain publicly. I harbored this ache now for almost 6 years… for many reasons. I felt no one would believe me, I felt I had been irresponsible for trusting him just because he was in a band I loved and I respected him as an artist. I was drunk, and I had met him at a club (I had a brief period in which I was a dancer at a club called “the body shop”), I also engaged in a kiss with him before falling asleep in the same bed, after that I completely knocked out. I woke up with the feeling of being penetrated without my consent during a deep slumber.. it happened twice that night, and I wondered myself why I didn’t leave after the first time- but I was drunk, dead tired, in shock, and this was right before I ever heard of anything like Uber/lyft … but none of that should matter because no one deserves to be raped/touched/licked/fucked without CONSENT. (((My heart is racing and I’m shaking just typing this.))) I wasn't ready to go public in the midst of the hype of the #metoo movement because just speaking about it gives me intense anxiety and I was about to give birth to my first child. In the wake of the news of Dr. Christine Blasey Ford calling out Supreme Court nominee Brett Kavanaugh, I was triggered to speak out myself. Ironically, he’s now engaged to feminist activist who is also the founder of the Icelandic Slut walk (go figure…) And if I hear another damn Sigur Ros song during a yoga class ever again I’m gonna scream. Those songs I once found deliciously calming, beautiful and serene now leave a disgusting taste in my mouth. #endrapeculture

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