Conchita Wurst no Eurovision
Foto: Wikimedia Commons
 

Mais cedo neste ano, a Hungria elegeu o político de extrema-direita Viktor Orbán para o cargo de primeiro-ministro. Agora, as consequências da escolha chegaram até a área do entretenimento.

Segundo informações do The Guardian (via Café com Kremlin), o país europeu não irá participar do Eurovision no ano que vem. O programa é um dos mais tradicionais da música eletrônica, tendo lançado inclusive artistas como o ABBA e a Céline Dion (que representou a Suíça).

A decisão, ao que parece, tem a ver com a retaliação LGBT promovida por aqueles que estão no poder. Um comentarista de televisão pró-Orbán já havia dito, no começo do ano, que o Eurovision é uma “frota homossexual”; paralelamente, um porta-voz do Parlamento também comparou a adoção por casais do mesmo sexo com a pedofilia.

Os canais de televisão locais têm uma grande ligação ao governo. Mesmo assim, um representante não identificado da MTVA falou que não se surpreendeu com a decisão e que é algo que “faz parte da cultura” da emissora. Em comunicado oficial, eles disseram:

Ao invés de participar do Eurovision Song Contest em 2020, iremos apoiar as valiosas produções criadas pelos talentos da música pop húngara diretamente.

Eurovision e cultura LGBT

Sites locais como o index.hu afirmam que fontes internas garantiram que a decisão se dá pelo fato do concurso ser considerado “muito gay”. Um porta-voz de Orbán, no entanto, classificou o relato como “fake news” — mas não explicou o verdadeiro motivo.

Em 2014, a drag queen Conchita Wurst (na foto em destaque) ganhou o concurso como representante da Áustria. Já o ganhador da edição 2019 do Eurovision foi Duncan Laurence, representando a Holanda. O país vencedor sempre sedia a edição seguinte do programa e, por isso, Rotterdam será a próxima casa do Eurovision.

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