Erlend Øye (Kings of Convenience)
Foto: Wikimedia Commons
 

Na semana que vem, o cantor e compositor norueguês Erlend Øye, conhecido por fazer parte do Kings of Convenience, fará shows em São Paulo, no Auditório Simón Bolívar (11/12), e no Rio de Janeiro, no Circo Voador (13/12).

Antes de sua passagem por aqui, conversamos com o cantor sobre a sua nova banda (La Comitiva), o Brasil e os shows no país, MPB, e, claro, KOC. A entrevista você confere a seguir!

TMDQA!: Você já esteve no Brasil com o Kings of Convenience e com o The Whitest Boy Alive, agora está vindo com o La Comitiva. Pode nos contar um pouco mais sobre este projeto? Como ele começou?

Erlend Øye: O La Comitiva se formou na Sicília, na Itália, há cerca de um ano. Eu e os outros integrantes sempre passávamos os sábados fazendo comida e escutando música. Nada muito sério. Com o tempo nós começamos a ensaiar algumas músicas e a tocar juntos. E de lá para cá nós temos evoluído de muitas formas.

TMDQA!: Em seu segundo álbum solo, existe uma música chamada “Garota”. Você continua apaixonado pelo Brasil? Como se sente em relação ao nosso país?

Erlend Øye: “Garota” veio da inspiração de uma bela noite no Rio de Janeiro em 2005. Eu desejava muito voltar à cidade para finalmente poder mostrar essa canção ao público carioca. Este será um grande momento para mim.

TMDQA!: Você conhece alguns artistas brasileiros como João Gilberto, Milton Nascimento e Lô Borges. Descobriu algum outro cantor de MPB recentemente?

Erlend Øye: Claro. Um dos membros do La Comitiva, Luigi Orofino, conhece bastante de música brasileira porque ele tem muito interesse nela. Por causa dele, por exemplo, eu pude conhecer Nelson Cavaquinho, que não tinha uma das melhores vozes do mundo mas compôs muitas canções boas, como “Juízo Final”.

TMDQA!: Quando você desembarcar no Brasil, quais são os seus planos? Já experimentou caipirinha? Gostaria de ir à praia?

Erlend Øye: Sim, eu gosto de caipirinha! No Chile sempre te perguntam se você gosta de piscola ou na Argentina perguntam se você curte fernet cola. E eu preciso dizer que, objetivamente, caipirinha é o drink mais interessante.

TMDQA!: Sobre os shows no Brasil, os fãs podem esperar algumas canções do KOC? O que você vai tocar?

Erlend Øye: No momento, nós temos apenas uma canção do Kings of Convenience no repertório e duas músicas do The Whitest Boy Alive. Não sinto que eu deva comentar todas as canções que nós vamos tocar, mas posso falar que também teremos uma música brasileira no setlist, uma bem antiga.

TMDQA!: O público brasileiro costuma ser muito barulhento e caloroso. O que pensa sobre isso?

Erlend Øye: Os fãs brasileiros nem sempre são assim. Eu vejo uma enorme diferença entre o público de São Paulo e do Rio de Janeiro. Acho mais fácil me apresentar no Rio, mesmo que eu saiba que eles não vão se comportar de forma quieta, mas estou preparado para isso. Eu prefiro uma plateia silenciosa durante os shows, não que tenha que ser assim o tempo todo. Gosto que fiquem quietos ao longo da apresentação e depois na reta final do show podem fazer barulho, fica mais divertido. Conquistar a atenção do público no Brasil é bastante difícil, e é muito similar com a Sicília, onde eu vivo. Mas isso, como um artista, é algo para saber lidar.

TMDQA!: Você quer deixar uma mensagem para os seus fãs no Brasil? O que pode dizer a eles?

Erlend Øye: Por favor, venham assistir este novo projeto da minha carreira. Eu sei que muitos de vocês gostariam que eu viesse com bandas anteriores, mas por diversas questões pessoais, e também práticas, é muito complicado para eu vir com estes grupos. No entanto, este projeto que estou trazendo é muito bom e deve funcionar muito bem com a plateia brasileira. Então venham nos ver em São Paulo e no Rio de Janeiro e eu prometo que vocês vão embora com um sorriso no rosto.