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A casa caiu para o dono do Fyre Festival.

Depois de ser condenado a 40 anos de prisão por fraude eletrônica ligada ao desastroso evento, agora Billy McFarland se declarou culpado por mais fraudes envolvendo outros festivais. Sua sentença neste último processo é de 75 anos de prisão.

A ação aconteceu enquanto o empresário aguardava pelo julgamento das acusações relacionadas ao Fyre Fest. McFarland tinha um esquema de venda de ingressos falsos para grandes eventos, como o Coachella, Super Bowl e Met Gala. De acordo com promotores, Billy enganou 30 pessoas em um valor de 150 mil dólares, além de tentar pagar um funcionário com um cheque sem fundos de 25 mil dólares.

O empresário assumiu a culpa por fraude eletrônica, fraude bancária e declarações falsas. Além disso, McFarland terá de pagar 26 milhões de dólares às vítimas de seu esquema.

Com tudo isso, o cara foi condenado a um total de 115 anos na prisão, mas deve cumprir de 11 a 14 anos em uma penitenciária federal mediante acordo. Seu julgamento acontece no dia 17 de Setembro.

Fyre Festival

O Fyre Fest foi um dos eventos mais desastrosos já organizados na história da música.

Sendo prometido como “um festival de luxo nas Bahamas”, o evento planejava ter um público extremamente seleto, chegando a cobrar cerca de 5 mil reais pelo ingresso diário, e com pacotes VIP saindo por 45 mil reais.

No entanto, ao chegar o dia do evento, em Abril, a estrutura para o Fyre não estava montada, e diversos problemas envolvendo voos, aposentos e até mesmo alimentação começaram a aparecer. Com isso, o festival foi “adiado indefinidamente” e dezenas de pessoas acabaram ficando “presas” nas Bahamas, dependendo da disponibilidade de voos para voltar para os Estados Unidos.

Bandas como Blink-182, Major Lazer, Disclosure e Migos estavam escalados para tocar no evento, que aconteceria entre Abril e Maio de 2017.