Tiê
Foto por Jorge Bispo
 

O Brasil Summerfest celebra há 7 anos a música brasileira em Nova York, e agora, chega ao nosso país pela primeira vez.

O festival vai dar um gostinho do que vai rolar entre 29 de Julho e 12 de Agosto na cidade americana em uma noite na Casa Natura Musical, neste sábado (23). O evento traz Tiê, Xênia França e Negro Leo, que também estão no lineup do festival lá fora — ao lado de nomes como BaianaSystem, Ava Rocha e Roberta Sá.

As apresentações começam a partir das 21h30, e você pode comprar seu ingresso a partir de R$25 clicando aqui.

A mente por trás deste projeto é o americano Petrit Pula, criador do evento, com quem batemos um papinho para entender melhor esse baita festival. Confira abaixo!

TMDQA!: Como a ideia para o Brasil Summerfest surgiu? Quando foi o seu primeiro contato com a música brasileira?

Petrit: Primeiro, fui introduzido aos ótimos Caetano [Veloso], [Gilberto] Gil, Milton [Nascimento] na faculdade, quando comecei a tocar como DJ. Foi quando eu comecei a trabalhar no selo Nublu em 2005 que eu aprendi mais sobre os contemporâneos através dos artistas com os quais estávamos trabalhando e dos álbuns que estávamos promovendo. Foi quando meu interesse e paixão pela música brasileira se aprofundaram muito. Minha primeira viagem ao Brasil em 2007 foi um ponto marcante. Eu amei a energia que experimentei e as coisas simplesmente fizeram sentido. Voltei ao Brasil muitas vezes depois disso. Em 2011, lancei o Brasil Summerfest porque senti que a música brasileira contemporânea pela qual eu estava intrigado estava mal representada nos EUA. O Brasil é rico musical e culturalmente e merece ter um grande festival em uma cidade como Nova York. Além disso, adoro produzir e apresentar eventos, e aqui estamos nós hoje.

TMDQA!: Estamos vivendo tempos incríveis na música brasileira hoje em dia. Como é escolher os artistas para o evento? Qual é o processo de escolher quem vai tocar?

Petrit: Sim, é um ótimo momento para a música brasileira. Todos os anos eu descubro muitos novos grandes artistas que me deixam muito empolgado. Esses novos artistas são os que mais me entusiasmam para exibir em Nova York. Há muito talento no Brasil, e nunca fica chato. Há um processo curatorial quando se trata de agendar o festival. Definitivamente procuramos novas músicas brasileiras, artistas únicos e aqueles que achamos que podem ser bem recebidos no mercado de Nova York. Quando pensamos em audiências, pensamos em um público-alvo geral, não apenas brasileiros. Para muitos artistas, o Brasil Summerfest continua a se tornar uma porta de entrada para o mercado americano.

TMDQA!: Pela primeira vez você também está trazendo uma noite ao Brasil. O quão importante é para você trazer o evento às pessoas daqui?

Petrit: É muito importante porque São Paulo é uma grande fonte de inspiração. Também é importante para nós, como festival, conectar-nos localmente com o Brasil e passar a mensagem sobre o trabalho que estamos realizando. O festival se sustenta em parcerias e estamos ansiosos para continuar construindo no Brasil. Nosso objetivo é sair de Nova York e expandir para outros mercados importantes. Este ano também vamos apresentar um evento na Filadélfia, semelhante ao que estamos fazendo em São Paulo no dia 23 de junho na Casa Natura Musical. Estamos chegando a duas novas cidades este ano e isso nos deixa entusiasmados com o futuro.

TMDQA!: Você cresceu em Nova York, uma cidade conhecida por misturar culturas de todo o mundo. Como isso ajudou a criar o Brasil Summerfest e no meio de todas essas culturas, como você acabou com a brasileira?

Petrit: Eu cresci em Nova York a maior parte da minha vida e, enquanto morei aqui, construí amizades e conheci pessoas de tantas origens. É realmente um dom aprender e interagir com tantas culturas em uma cidade. Isso definitivamente ajuda a manter a mente aberta. Quando jovem, eu adorava viajar e fazia isso sempre que tinha a oportunidade. Essas experiências sempre deixaram um impacto duradouro e ajudaram minha compreensão de diferentes culturas, especialmente lugares que visitei com mais frequência na Europa e na América do Sul. Eu desembarquei no Brasil por causa da música e da energia. Às vezes você se conecta com um povo e um lugar e isso fica com você.

TMDQA!: O que você pode nos contar sobre a próxima edição?

Petrit: Este ano é a nossa 8ª edição e é a maior até hoje. Temos duas semanas de programação com 15 shows, filmes, workshops, uma feira de rua e festas, todos acontecendo nos melhores locais da cidade. O que me deixa mais animado são os artistas que nós, como nova-iorquinos, vamos experimentar, muitas vezes pela primeira vez. Estou muito entusiasmado com a programação deste ano e com a forma como o festival continuou a crescer. E não tem como parar. Estamos apostando alto!