Juçara Marçal
Foto por Aline Belfort

Juçara Marçal (Metá Metá) é um dos nomes de destaque da cena musical paulistana. No ano passado, a cantora e compositora lançou o aclamado álbum Delta Estácio Blues, que figurou no Top 5 d’os 50 Melhores Discos Nacionais de 2021 aqui no TMDQA!.

A artista segue divulgando o trabalho e desta vez revelou o videoclipe do single “Sem Cais“. O filme é estrelado por Juçara, por Negro Leo (autor da canção) e por uma cidade desolada e solitária. Sobre a realização da produção audiovisual, a cantora comenta:

Esse clipe utilizou dois filmes, um preto e branco super antigo usado no cinema soviético junto de um Kodak colorido. O clipe passeia pelas imagens dos dois vídeos e utiliza a cidade vazia para mostrar essas duas figuras – eu e o Leo – em uma cidade que parece meio devastada, perdida no tempo.

Aline Belfort, que assina a foto estampada na capa do disco, foi a responsável pela direção, fotografia e montagem do clipe. Segundo a diretora cearense, “a ideia principal é sobre como a nossa realidade pode ser distópica. Como criar um filme distópico, sem criar nada, apenas usando São Paulo como cenário“.

Em Delta Estácio Blues, Juçara Marçal aborda temas que revelam posicionamentos da artista enquanto mulher negra no Brasil de hoje. Racismo, negritude, feminino, ancestralidade surgem em versos contundentes, sem nunca perderem de vista a poesia.

O álbum explora a música eletrônica fora dos clichês e gêneros já conhecidos, propondo novos cenários, investigações rítmicas e buscando um diálogo com o pop, sem deixar de lado a inquietude e a ligação estreita com a música brasileira. Delta Estácio Blues rendeu a Juçara Marçal um Prêmio APCA e dois Prêmios Multishow.

Betina & Boogarins

Betina
Imagem: Reprodução / Videoclipe

Foi em uma tarde de jam com Dinho, vocalista e guitarrista do Boogarins, que nasceu a letra de “Polaroids“, o novo single da cantora e compositora curitibana Betina. A banda goiana de rock psicodélico, aliás, marca presença na canção.

A música traz ainda a parceria de Diogo Valentino na produção e narra a dinâmica de toda essa troca, assumindo o mergulho no outro e a vontade de conhecê-lo, de apreciar e se comover a ponto de até exagerar. Sobre as colaborações que marcam o lançamento, Betina comenta:

É uma oportunidade e um privilégio poder dividir meu som com essas pessoas das quais sou fã, fazer de uma forma livre e com tanta sintonia como é compor com o Dinho é um exercício de troca para vida, poder ouvir dele o que funciona com aquela frase que escrevi e também por falar o que penso, o que sinto. Se um dia escolhi fazer música foi por conta dessa verdade nua e crua que se choca com a verdade do outro, dessa dança das subjetividades que só o fazer da arte traz.

Além de Dinho, tocando guitarra, “Polaroids” traz os colegas do Boogarins Ynaiã, no beat, e Fefel, no synth. O time é completado por Bonifrate, no baixo, e Jojo Augusto da Silva (Tagua Tagua/Filipe Catto), na guitarra.

Segundo Dinho, “Polaroids” foi “feita aos pouquinhos, em pedaços, crescendo cada vez mais a cada ideia que chegava“. O músico conta que o single teve diferentes atmosferas ao longo de sua construção e o resultado celebra a “evolução das ideias de troca e relações pessoais que permeiam a letra e todo o processo criativo“.

A faixa abre os caminhos para o terceiro disco da curitibana, produzido por Dinho e Diogo Valentino e previsto para este ano, e chegou acompanhada por seu registro audiovisual. O clipe tem direção de vídeo e de arte assinadas por Betina, que misturou técnicas de textura em pintura em papel com o digital, além de desenho sobre vídeo frame-a-frame.

Chorou Bebel

Chorou Bebel
Foto por Melina Furlan

Passeando entre a MPB e o trap, o trio Chorou Bebel reflete sobre o ciúme e as dificuldades causadas por conta desse estado emocional em seu novo single: “Ciumêra”.

A música, que sai pelo selo Casulo, já se encontra disponível em todas as plataformas de streaming e chegou junto a um lindo videoclipe que traz a intimidade como protagonista. O guitarrista e violonista Guilherme Bozi comenta sobre a abordagem da canção:

‘Ciumêra’ é uma composição visceral e sincera sobre um relacionamento amoroso que não vai bem devido ao ciúmes e acaba o sufocando em dúvidas e sentimentos.

Além de Guilherme (guitarra e violão), Chorou Bebel é composto por Rany (vocal) e Gabriel Bebici (teclados e baixo). O trio compôs “Ciumêra” em parceria com o músico e amigo pessoal Zampa.

Já o clipe foi dirigido por Melina Furlan e conta com referências de Tiago Iorc, Marisa Monte e do ballet Bolshoi. O vídeo busca transmitir a “angústia vivida quando estamos com ciúmes ao mesmo tempo demonstrando carinho, amor e tesão“.

Amantes das novas potências que surgem ao misturar ritmos e ideias, Chorou Bebel transita entre MPB, xote, trap e pop. O trio deseja reafirmar a dualidade entre diferentes gêneros musicais, trazendo a principal característica da banda: reviver a MPB com arranjos e temáticas contemporâneas.

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