Ghost: vocalista nega “envolvimento” com ex-membros, que têm identidades reveladas

A disputa legal envolvendo ex-membros do grupo continua

Ghost
 

Quem acompanha a banda de perto provavelmente já deve estar a par da grande novela que está sendo a disputa do Ghost na justiça.

Após o grupo ter uma grande troca de músicos, vários ex-membros resolveram processar o frontman Tobias Forge, alegando que o cantor não havia “distribuído justamente” o dinheiro arrecadado pelo Ghost nos últimos anos.

Porém, Forge alega que a banda sempre foi um projeto seu, revelando que, ao longo da carreira, o Ghost já trocou seus membros dezenas de vezes e que os membros originais já não fazem mais parte do grupo.

Essas informações surgiram dos registros de defesa de Forge, que foi publicado recentemente. De acordo com o documento, o cantor afirma que “não havia envolvimento legal” entre ele e os quatro músicos que estão o processando, ressaltando que nenhum deles estava presente na formação original da banda.

O vocalista ainda alegou que a única tarefa deles era “apresentar as composições musicais da banda e sua identidade visual de acordo com as instruções do cantor.” Por esse serviço, os membros receberam um salário fixo.

O músico ainda afirmou que é o compositor principal em praticamente todas as músicas do catálogo da banda, com exceção de duas — “Year Zero” e “Zenith”, que foram compostas a partir de ideias do guitarrista Martin Persner (que não está envolvido no processo). Além disso, Forge ainda clama ser o único responsável pelos arranjos das músicas e pelos vocais presentes nos discos.

No processo ainda ficaram registrados os nomes verdadeiros de integrantes que passaram pelo grupo:

  • Simon Soderberg (integrante entre 2010 e 2016)
  • Mauro Rubino (integrante entre 2011 e 2016)
  • Henrik Palm (integrante entre 2015 e 2016)
  • Martin Hjertstedt (integrante entre 2014 e 2016)

Em uma recente entrevista para a CBS Philadelphia, o cantor comentou um pouco mais sobre o line-up rotativo do grupo.

Por sorte minha, como eu escrevi basicamente tudo, todos os arranjos, eu posso ensinar qualquer pessoa que entre na banda. ‘É assim que a linha de baixo é tocada, é assim que o riff da guitarra é feito, é assim que o teclado e a bateria são tocados’. Então não é muito difícil eu adaptar as pessoas que tocam esses instrumentos. Mas isso também causa uma fricção ao longo dos anos. Por que isso nunca foi uma banda no sentido clássico de que você tem alguém que toca algum instrumento e que essa é a única pessoa no mundo que poderá fazer ele soar desse jeito. As pessoas têm uma tendência de pensar que eles são muito importantes para alguma coisa, e se não for crucial que eles fiquem ali, isso cria um certo tipo de problema.

Por fim, Forge comentou que deverá voltar ao estúdio para gravar o novo álbum do Ghost em Agosto, planejando um lançamento para o começo de 2018.

 
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FonteNoise Creep
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