Foto: Pierre Bourgault

O Osheaga Musique Festival & Arts acontece todo ano em Montreal, durante um dos fins de semana de Agosto. Apesar da cidade ter outros enormes festivais de música, o Osheaga é tido por muitos como a principal fonte de apresentações de artistas mainstream, tendo já em seu histórico passagens de bandas como The Cure, Outkast, Arcade Fire, Beastie Boys, Sonic Youth e muitos outros. Esse ano, o TMDQA! teve a oportunidade de cobrir o festival diretamente de Montreal, e logo abaixo você pode ler tudo o que rolou durante os três dias no Parque Jean-Drapeau.

Osheaga 2015 - Lineup

O Festival

Todos os shows acontecem no Parque Jean-Drapeau, grande ponto turístico da cidade, localizado próximo ao centro e de fácil acesso pelo metrô. Além dos dois palcos principais (situados um ao lado do outro), o Osheaga também conta com três palcos “secundários”, que ficam há mais ou menos quinze minutos de caminhada da área principal do festival.

Enquanto isso pode ser “fora de mão” para aqueles que querem ver o maior número possível de shows, o ambiente é ótimo para aqueles que gostam de ter um contato maior com a natureza, pois o caminho entre os palcos é totalmente rodeado por lindos bosques. Além das apresentações musicais, o Osheaga também contava com exposições de variadas obras de arte (como esculturas e pinturas) e vários pintores passaram os dias no festival produzindo quadros em áreas especiais.

Run the Jewels (Osheaga) by Tim Snow

Foto: Tim Snow

Sexta-Feira

Debaixo de muito sol, Grace Potter fez um dos primeiros shows do dia. Envolvendo o público com uma mistura de vários estilos musicais como country, roots e até mesmo vestígios de hard rock, a cantora fez uma apresentação de 45 minutos digna de um festival grande como o Osheaga.

Enquanto o Iron & Wine começava seu show junto de Ben Bridwell no palco principal, fomos conferir o que acontecia nos palcos secundários do festival.

O primeiro grande show da tarde no palco foi a dupla de hip hop Run The Jewels. E que show. O público todo estava empolgadíssimo para ver Killer Mike e El-P no palco, e os rappers estavam sentindo a energia e dando tudo de si. Infelizmente, a apresentação não teve uma participação do Zack de la Rocha, ao contrário do que tem acontecido em apresentações recentes da banda por outros festivais.

the kills (osheaga) by susan moss

Foto: Susan Moss

O show do The Kills tinha tudo para ser um dos pontos altos do dia, mas acabou não sendo bem assim. Apesar de Alison Mosshart e Jamie Hince darem tudo de si, problemas técnicos com o retorno de Jamie consumiram muito tempo do setlist — quem estava perto da grade conseguia ouvir os berros do guitarrista com a produção. No entanto, esse clima mais “agressivo” fez cada música soar ainda mais visceral, com a plateia sempre muito empolgada e ajudando a banda a cantar todos os hits.

O cantor Chet Faker fechou a tarde no Osheaga com um set bem calmo, porém envolvente. Muitas pessoas se acumularam em todos os cantos possíveis para ver e ouvir o seu (curto) show.

Voltando para o palco principal, o Of Monsters and Men teve a grande responsabilidade de abrir o show da atração principal. A banda não conseguiu chamar muito a atenção — a maior parte do público estava ali para ver o show de encerramento. Porém, isso não impediu as pessoas de cantarem os maiores hits da banda como “Little Talks” ou “Dirty Paws”. Mas no final das contas, a melhor apresentação ainda estava por vir.

florence and the machine (osheaga) by pat beaudry

Foto: Patrick Beaudry

Quando Florence + the Machine começou seu show, todas as 40 mil pessoas ali presentes imediatamente se voltaram para o (lindo) palco “Scéne de la Rivière”. O set de treze músicas misturou grandes faixas do novo álbum de estúdio da banda com alguns hits dos dois primeiros discos — rolando até covers de Calvin Harris e The Source. A frontwoman Florence Welch encantou todas as pessoas presentes na área, fazendo pedidos desde “Vocês poderiam ser o meu coral de hoje?” ou até mesmo um “Vamos todos ficar chapados!”.

A energia da cantora e de toda a banda era fenomenal, sendo que era impossível ficar parado — até mesmo nas músicas mais calmas. Após uma hora e meia de belos efeitos de luzes, muitos pulos e “coreografias”, a banda fechou o ótimo show com a famosa “Dog Days Are Over”.

Continue lendo para saber o que rolou no segundo dia do festival!

 

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