Ih, Vazou!: Marilyn Manson, Tenacious D e Marina & The Diamonds
 

Ih, Vazou!: Marilyn Manson, Tenacious D e Marina & The Diamonds

Nesta sexta-feira o TMDQA! estreia o Vazou!, uma coluna semanal escrita por Guilherme Guedes que irá analisar os discos que chegaram à internet antes do planejado pelas gravadoras e pelos próprios artistas. E para iniciar os trabalhos, escolhemos Born Villain, do Marilyn Manson, Rize of The Fenix, o retorno do Tenacious D, e Electra Heart, o segundo álbum de Marina & The Diamonds. Vamos lá?

Marilyn Manson – Born Villain

O fracasso do melancólico Eat Me, Drink Me em 2007 fez Marilyn Manson prometer um retorno às raízes em The High End Of Low, lançado dois anos depois. Não deu muito certo, mesmo com o retorno de Twiggy Ramirez, principal parceiro de composição de Manson, à banda. Insatisfeito com a recepção fraca do álbum, o vocalista prometeu fazer melhor em Born Villain, novo disco do grupo famoso por chocar plateias no fim dos anos 90. O resultado, no entanto, foi bem inferior às expectativas lançadas.

Born Villain é um álbum dinâmico, com faixas marcadas pela ambiência e pela tensão construída com maestria por Manson. No entanto o tiro sai pela culatra, e a energia concentrada em faixas como “The Gardener” e a faixa-título beiram a chatice ao criar expectativas para um clímax que nunca chega.

A segunda metade do disco é muito mais interessante que a primeira, mas mesmo boas canções como “Lay Your Goddamn Arms” e “Murderers Are Getting Prettier Every Day” soam inssossas e genéricas na maior parte do tempo.

Sem dúvida o melhor álbum de Marilyn Manson em quase dez anos, mas ainda longe de ter a relevância artística ou comercial de obras como Mechanical Animals ou do clássico Antichrist Superstar. Fraco.

Nota: 2/5

Tenacious D – Rize of The Fenix

Um é pouco, dois é bom, e três é… ANIMAL! É definitivamente cedo para dizer, mas Rize of The Fenix, o terceiro álbum do projeto idealizado por Jack Black e Kyle Glass talvez seja o melhor álbum da dupla. Não, não há nenhum hit como “Tribute” – até porque seria impossível igualar a homenagem a the greatest song in the world – e apesar de o humor do novo álbum estar afiadíssimo, as piadas de The Pick Of Destiny ainda são insuperáveis na minha humilde opinião. Mas musicalmente o Tenacious D nunca esteve tão certeiro.

Um dos culpados disso, claro, é nosso amigo onipresente, nosso workaholic preferido, nosso roqueiro comediante de todas as horas: Dave Grohl! Responsável pela bateria de Rize of The Fenix, o líder do Foo Fighters mostra que não é coincidência ter sido baterista de uma das maiores bandas da história da música popular, e faz com um pedal simples o que muitos por aí não conseguem com um duplo (ouçam as viradas em “Deth Starr” para entender o que digo). As performances do mestre não são tão constantes como eu gostaria por causa de baladas acústicas como “Señorita” e “The Ballad of Hollywood Jack and The Rage Kage”, mas quando ele resolve aparecer… Uau!

Confesso que, apesar de fã do Tenacious D, sempre encarei o duo muito mais como um projeto de comédia do que como uma banda a acompanhar e admirar. Mas depois de Rize of The Fenix, esse conceito certamente foi convertido, e torço seriamente para o dia em que assistirei ao vivo a faixas como “Throwdown”“Roadie” e a faixa que dá título ao álbum. Imperdível.

Nota: 4/5

Marina & The Diamonds – Electra Heart

Nunca fui fã de Marina & The Diamonds, apesar de não achar tão ruim – simplesmente não é meu estilo de música preferido. Justamente por isso não criei expectativa alguma para Electra Heart, o segundo álbum da cantora, que encontrou os obscuros caminhos da internet nesta semana.

Para a minha surpresa, o novo trabalho de Marina, galesa descendente de gregos, não é de todo o ruim. Na verdade, é um álbum extremamente bem produzido, e abre caminho para que a cantora alcance um sucesso ainda maior – todas as faixas em Electra Heart têm potencial para se tornarem grandes singles radiofônicos.

Claro, com faixas produzidas por nomes como Dr. Luke, Liam Howe e Diplo, não poderia ser diferente. O problema é que, em tempos de Katy Perry e Ke$ha, o talento evidente de Marina pode se esconder entre batidas massacrantes e fórmulas pop repetidas à exaustão. À Marina, resta torcer para que seus fãs estejam dispostos a encarar um pouco de “pop mais do mesmo” para encontrar as belas melodias vocais dela.

Nota: 3/5