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Aproveitando o Record Store Day, que rolou no último dia 16 de Abril, nós coletamos o depoimento de várias pessoas bacanas sobre a sua relação com as lojas de discos e o que elas significam na vida delas.

Você pode encontrar a primeira parte dos depoimentos com Chuck Hipolitho, Rodrigo Koala, Fabio Mozine e muito mais clicando aqui.

Logo abaixo você confere a segunda parte desses depoimentos.

José Elias Aiex Neto (Meu Pai)

José Elias Aiex Neto

Só pude começar a ter contato com os discos durante a faculdade de medicina, pois era um estudante pobre, que se contentava com um rádio a pilha, que era usado para ouvir música tocada por rádios de Curitiba, onde estudava. na faculdade tive o privilégio de ser, durante mais de dois anos, o “sonoplasta” (o que seria o DJ hoje) da boite do Diretório Acadêmico da minha faculdade. Eu preparava as trilhas sonoras para os dias de funcionamento da boite da seguinte maneira: nós tínhamos um convêncio com uma loja de discos da cidade, que fazia publicidade na boite. Em troca eu ia até ela periódicamente e retirava uma dezena de discos novos, que eram levados para a boite. Como eu tinha pouco tempo para ficar com eles, pois tinha que devolvê-los o quanto antes para a venda, pasava horas e horas trancado na boite gravando-os. Chegava a ficar sem comer.

Fazia as trilhas sonoras para a boite, que tinha um Akai de rolo, um baita de um toca fita. Logicamente que gravava os discos inteiros para mim, em cassete. Ao final de dois anos tinha mais de 300 cassetes gravados. Tive muitos tesouros, como Led Zeppelin, Pink Floyd, Jethro Tull, Black Sabbath, Moody Blues, Genesis, sem falar nos monstros Rolling Stones, Beatles, Elvis, Janis Joplin e outros. q1uando me formei médico pude comprara o LPs que gostava. No entanto, a cumplicidade que tinha com eles nas madrugadas da boite do diretório acadêmico nunca sairam de minha mente.

Quique Brown (Leptospirose)

Quique Brown

Loja de disco pra mim é tipo bar.
Aqui em Bragança tem três que eu costumo freqüentar afim de jogar conversa fora quando tô meio a toa. Na loja de CDs do Silvinho Rock and Roll, surge todos os dias, uma bancada imensa de jovens afim de matar o tempo. Na loja de CDs do Gerson, que leva o incrível nome de Ger-Som, (que tem uns 25 anos de casa), o papo costuma ser mais sério e basicamente só sobre música, com um dos vendedores, o Paulinho e com o próprio Gerson.

No Sebo do Tarcísio o glorioso Bazar do Salomão a quem o Leptospirose inclusive já dedicou uma música, o lance é doidera pura rock and roll, disparado meu lugar preferido na cidade comercialmente falando a mais de dez anos. Pintam por lá praticamente todos os dias um pouco antes das 9 da manhã, eu, Digão Bactéria e Pica Pau.

De simples conversas sobre música surgem outros temas, e outros, e outros e pelo menos umas duas vezes por semana meu dia começa altamente descontraído graças a essas voltas estratégicas. Antigamente, os discos lá custavam R$2, depois passaram a custar R$5 e atualmente possuem preços variados, boa parte dos meus mais de 400 Lps foram adquiridos lá a preços ultra módicos, uns 5 minutos antes do Pica Pau ou do Digão Bactéria chegarem no local, claro que ambos possuem altos LPs adquiridos 5 minutos antes de eu chegar também. Além dos discos, costumo comprar ali, altas peças de roupa – sendo que já freqüentei alguns bons casamentos de gala, usando tênis, camisa, calça e paletó comprados no local, mas isso aí – já é outra história.

 

Andy (The Name)

Como um cara de quase 30 anos, peguei o final da década de 80 e o começo dos anos 90. Minha socialização musical veio de vinis, cassetes, rádio, o começo da MTV no Brasil e as saudosas revistas ShowBizz, Letras Traduzidas e por aí vai! Me lembro muito de ir em lojas de discos comprar vinil e cassete! Era demais, pois era tudo um grande achado. Normalmente os donos dessas lojas, aqui em Sorocaba, onde moro, eram grandes pesqisadores de músicas. Hoje eu procuro bandas novas no Youtube, blogs, sites de música, revistas digitais, web-rádios e Google. Naquela época eram esses caras que faziam esse papel. Sempre havia um disco novo que acabara de chegar da gringa, uma banda desconhecida. E o melhor, comprávamos discos muitas vezes no escuro. Comprávamos pelo conjunto da obra, que agragava a arte da capa, o encarte e todo esse mundo de seução que havia em cada vinil! As lojas pra mim sempre tiveram um papel fundamental nessa procura. Me lembro muito também das importações. A gente comprava uma revista, que vinha com aqueles vinis "molegatos" com um single e depois íamos pro cara da loja pra ver se ele tinha e se conseguia encomendar o importado. Era demais! Hoje sempre que posso vivo passando em lojas de discos, sebos e afins pra olhar. Infelizmente não tenho comprado tantos vinis quanto eu gostaria, mas sempre que posso, gasto um pouquinho com minha singela coleção! Tanto que quando nosso selo (Vigilante) nos informou que iria lançar nosso single em um compacto de 7 polegadas, a euforia foi quase interminável! Fora o som, o fetiche qe o vinil traz, independente de estarmos em 2011 ou em 1970, é algo que não tem como mensurar!

Como um cara de quase 30 anos, peguei o final da década de 80 e o começo dos anos 90.
Minha socialização musical veio de vinis, cassetes, rádio, o começo da MTV no Brasil e as saudosas revistas ShowBizz, Letras Traduzidas e por aí vai! Me lembro muito de ir em lojas de discos comprar vinil e cassete! Era demais, pois era tudo um grande achado. Normalmente os donos dessas lojas, aqui em Sorocaba, onde moro, eram grandes pesqisadores de músicas. Hoje eu procuro bandas novas no Youtube, blogs, sites de música, revistas digitais, web-rádios e Google.

Naquela época eram esses caras que faziam esse papel. Sempre havia um disco novo que acabara de chegar da gringa, uma banda desconhecida. E o melhor, comprávamos discos muitas vezes no escuro. Comprávamos pelo conjunto da obra, que agragava a arte da capa, o encarte e todo esse mundo de seução que havia em cada vinil! As lojas pra mim sempre tiveram um papel fundamental nessa procura. Me lembro muito também das importações. A gente comprava uma revista, que vinha com aqueles vinis “molegatos” com um single e depois íamos pro cara da loja pra ver se ele tinha e se conseguia encomendar o importado. Era demais!

Hoje sempre que posso vivo passando em lojas de discos, sebos e afins pra olhar. Infelizmente não tenho comprado tantos vinis quanto eu gostaria, mas sempre que posso, gasto um pouquinho com minha singela coleção! Tanto que quando nosso selo (Vigilante) nos informou que iria lançar nosso single em um compacto de 7 polegadas, a euforia foi quase interminável! Fora o som, o fetiche qe o vinil traz, independente de estarmos em 2011 ou em 1970, é algo que não tem como mensurar!

Bruno Baketa (Fotógrafo)

Bruno Baketa

Quando as pessoas falam que quem morre vai pro céu, eu logo imagino uma loja de discos.
Cresci em uma família muito musical .. minha mãe é apaixonada por música e foi ela quem me apresentou grande parte das bandas que gosto até hoje. Acho que a música tem um papel bem importante na educação e no desenvolvimento das pessoas.
Lembro de quando ganhei meu primeiro disco. Foi o “Chronicle, vol. 1” do Creedence Clearwater Revival. Era demais…eu ficava ouvindo por horas e horas. Até minha mãe se revoltar, se arrepender de ter me dado e trocar por um do Beatles ou do Stones. haha
Quando veio a era do CD eu parei de comprar discos e comprei muita coisa em cd. Tenho alguns até hoje, mas não tenho o mesmo amor por eles quanto eu tenho pelo LP.
Um dia, ainda nessa época de “aquisitor de cds”, eu fui na casa da minha avó e, revirando o “quarto de bagunça”, eu achei alguns discos que eu nem lembrava mais que existiam. Aquilo acendeu de novo a chama do amor pelo LP e fez eu pensar em algumas coisas…até tomar a decisão de voltar a comprar vinil, caso eu achasse alguma loja que ainda vendesse. E foi difícil.
Na cidade quase não tinha mais loja de disco e as que tinham vendiam coisas que eu gostava de ouvir….até que um dia eu descobri uma que era bem escondida e só vendia LP’s de rock. Lá fui eu entrar no paraíso e falir. Revirei a loja toda com um brilho nos olhos…até que achei o “…and Justice For All” do Metallica e o “We Have Arrived” do Dark Angel. E foi ali que eu, de fato, resolvi que já era pros cds.
De lá pra cá é só alegria. Conheci várias outras lojas de disco e volta e meia compro alguns.
O bom também é que tem uns carinhas que vendem LP’s em feira aqui …e vc até encontra alguns em bom estado. Certa vez eu estava na Cinelândia e vi um desses caras. Parei, vi todos os vinis que ele tinha e separei dois: Ramones Mania e o Rocket to Russia .. ambos do Ramones. Paguei uma merreca pelos dois e levei pra casa. Nem lembro o que eu ia fazer naquele dia, só sei que a primeira coisa que eu fiz foi pegar o metrô e correr pra casa pra ouvir logo. Foi mágico.
Atualmente eu tenho comprado alguns que eu tinha em versão cd….minha primeira aquisição nessa “nova fase” foi o vinil branco do “Everything Sux”do Descendents. E continuo nessa saga da “substituição” dos cds pelos vinis….um dia eu chego lá.
Pra mim ouvir um vinil é um ritual especial….virar o disco é uma coisa especial. Parece fazer mais sentido. Sem contar também que a arte é bem ampliada e dá uma outra sensação, né.
Vinil é vício….e desse eu não largarei jamais.

Bruno Souto (Volver)

Bruno Souto, vocalista e guitarrista da banda Volver

Loja de disco era meu parque de diversão. E quando eu era moleque, em Recife, tinha muita loja bacana. Matava aula pra passar a tarde fuçando os LPs e trocando idéias com os amigos que apareciam. Uma delícia de época. Lembro que deixava de lanchar pra juntar dinheiro e comprar discos. Alías, desde o primeiro (“Vida Bandida” do Lobão” até os mais recentes comprados (“Loaded” do Velvet Underground e “Sky Blue Sky” do Wilco), já se foi uma pequena fortuna nessa brincadeira.

 

Lupa Charleaux (TMDQA!)

Desde muito novo eu curtia ir à lojas de discos e livrarias. Mesmo sem ter um gosto musical definido, eu ficava horas vendo LPs (e depois CDs) nas prateleiras e querendo comprá-los apenas por causa da capa.

Acho que o primeiro disco que eu comprei por conta própria foi a trilha sonora do filme Matrix, que tinha bandas como Deftones, Marilyn Manson, Rammstein e Rob Zombie.

Passou o tempo, conheci algumas lojas mais rock’n’roll, como as famosas Blaster e Sound of Fish.

Com os meus 15/16 anos, eu fazia curso de informática no mesmo bairro onde ficava as lojas. Eu saia mais cedo de casa e ficava fazendo hora nas lojas procurando discos diferentes e raros. Numa dessas “buscas”, encontrei um “Ramones Mania” usado, mas autografado pelo C.J. Ramone. Este foi um dos achados mais marcantes da minha vida, assim como encontrar a versão japonesa do “Ramones”. Infelizmente, sem nenhum autógrafo.