segunda-feira, 10 de maio de 2021
Início Blog Página 2

Dado Villa-Lobos sugere “vingança” do filho de Renato Russo contra seu pai

Legião Urbana

Infelizmente a relação entre os integrantes remanescentes da Legião Urbana com o herdeiro de Renato Russo parece não ser nada boa.

Há alguns dias nós falamos por aqui sobre como Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá estão travando uma batalha judicial pelo direito de usar o nome da banda e, inclusive, compartilharam um abaixo-assinado organizado por fãs.

Pois bem, em novas declarações à revista Veja, Dado falou sobre o processo que está no Supremo Tribunal de Justiça, em Brasília, e dirigiu duras palavras a Giuliano Manfredini, filho do vocalista morto em 1996:

Queremos também deixar claro ao público o absurdo que está em curso. Fizemos parte de uma banda com o Renato Russo lá trás, nos anos 80, e agora o que desejamos é celebrar os quatro primeiros discos, o que começamos em 2015, três décadas depois do princípio de tudo. O abaixo-assinado, na verdade, partiu de fãs e ganhou vulto com a adesão de milhares de pessoas, incluindo vários artistas.

Interesses do Filho de Renato Russo

Giuliano já foi bastante criticado no passado pela forma como conduz as questões relacionadas à banda e seus direitos em todo processo.

Vale lembrar que recentemente, por conta de um processo movido por ele, materiais da Legião Urbana foram apreendidos em uma operação policial no Rio de Janeiro.

Novamente falando a respeito do herdeiro, Dado afirmou:

Sempre estivemos abertos a um acordo e nem no tribunal ele apareceu para expor seu lado. Já me ocorreu: será que é uma vingança pessoal dele contra o pai? Giuliano precisa de amor. Seria o caso de um psiquiatra. Sua vida econômica está resolvida. O Renato gera muito dinheiro em direitos autorais.

Por fim, o músico ainda afirmou que a banda gostaria de lançar um disco, mas “sem a autorização do herdeiro, o projeto não sairá da gaveta”.

Mudança de Nome Artístico

Em outra declaração pesada, Dado Villa-Lobos foi questionado sobre o que faria caso venha a perder o processo no STJ, e afirmou:

Só subo com o Bonfá no palco para tocar Legião. Se perder, mudo meu nome artístico e enterro esse capítulo.

Triste demais, hein? Definitivamente quem perde nessa história são os fãs.

Há 18 anos, Pitty entrava para a história do rock nacional com “Admirável Chip Novo”

Capa de Admirável Chip Novo, da cantora Pitty
Foto: Divulgação

Foi no dia 7 de Maio de 2003 que a cantora Pitty lançou o icônico disco Admirável Chip Novo, álbum de estreia de seu grupo, e começou a traçar uma trajetória de sucesso dentro do rock nacional.

O título do trabalho faz referência ao romance do autor inglês Aldous Huxley Admirável Mundo Novo. O livro é ambientado no ano de 2540 e retrata uma sociedade manipulada pela tecnologia em uma era completamente distópica.

Produzido por Rafael Ramos, o álbum de estreia de Pitty trouxe onze faixas compostas pela própria artista, em um contexto onde os homens ainda dominavam o mercado, ainda mais no gênero em que Pitty buscava se destacar.

Pitty – Admirável Chip Novo

De lá para cá, muita coisa mudou, mas a força da artista baiana radicada em São Paulo segue em destaque no meio de tantos projetos audiovisuais realizados por ela nos últimos anos.

Além disso, fica claro que mesmo 18 anos depois, boa parte das letras das canções do álbum ainda fazem completo sentido em 2021.

Admirável Chip Novo apresentou canções que marcaram uma geração, como “Máscara”, “Teto de Vidro”, “Equalize” e “Semana Que Vem”.

Apostamos que, ao ouvir pela primeira vez, muita gente se perguntou de quem era aquela voz potente e a qual banda ela pertencia.

Como relembrar é viver, dê play em Admirável Chip Novo logo abaixo:

Com a vacinação da COVID-19 atrasada, prefeitura do Rio autoriza funcionamento de casas de shows

Volta de shows na pandemia
Foto Stock via Shutterstock

É difícil de acreditar, mas, embora a vacinação na cidade do Rio de Janeiro esteja atrasada, o prefeito Eduardo Paes, através de decreto publicado ontem (7) no Diário Oficial do município, autorizou as casas de espetáculos a funcionarem normalmente, desde que seja respeitado o limite de 40% da capacidade.

As novas regras, válidas até o dia 20 de Maio, também permitem que bares e restaurantes funcionem em horário estendido, anulando as restrições anteriores, e liberam as praias para os cariocas nos finais de semana, o que antes era permitido somente em dias úteis.

Recorde de casos

Além do atraso no calendário de vacinação, nesta quinta-feira (6), o estado do Rio de Janeiro teve recorde de casos da COVID em 24 horas. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, foram registrados 9.185 novos casos. O recorde anterior era de 8.385 casos, computados no dia 16 de Fevereiro.

É de lascar!

Festa da COVID-19 no Rio de Janeiro

Confira a seguir as principais mudanças do novo decreto na cidade do Rio de Janeiro:

Bares e restaurantes: funcionamento sem restrições de horário; música ao vivo até às 23h.

Praias, parques e cachoeiras: todos liberados em qualquer dia da semana.

Ambulantes nas praias: comércio sem restrição todos os dias da semana.

Estacionamento na orla: sem restrições.

Casas de espetáculos: permitida a abertura com 40% da capacidade.

Áreas de lazer no Leblon e em Copacabana: reabertura aos domingos.

Academias: aulas coletivas liberadas desde que as pessoas estejam afastadas a cada quatro metros quadrados.

Proibido: boates, rodas de samba e entrada de ônibus fretados na cidade com a exceção dos que prestem serviço para hotéis).

O dia em que blink-182 e Linkin Park uniram forças em homenagem a Chester Bennington

blink-182 e Linkin Park juntos
Reprodução/YouTube

O carinho que o mundo da música tem por Chester Bennington é algo inquestionável, e isso vale não apenas para os fãs mas também pelos músicos que, de uma forma ou de outra, foram tocados pelo saudoso vocalista do Linkin Park.

Uma grande prova disso foi o show em tributo ao cantor que aconteceu no Hollywood Bowl em 2017, pouco depois de seu falecimento, reunindo grandes artistas de tantas vertentes diferentes do Rock e de fora dele. Um desses nomes foi o blink-182, convidado para participar da apresentação com uma versão de “What I’ve Done”.

A parceria improvável entre dois ícones de cenas diferentes dos anos 2000 deu mais certo do que se imaginaria. Enquanto Matt Skiba Mark Hoppus dividiram os vocais e assumiram algumas partes de guitarra e baixo respectivamente, Travis Barker também deu um novo tom à canção ao sentar na bateria.

Você pode conferir como ficou tudo isso no vídeo abaixo e, clicando aqui, você pode relembrar também a versão de “In the End” desse mesmo dia na qual a plateia “substituiu” Chester de maneira emocionante.

LEIA TAMBÉM: Vídeo: veja os bastidores do primeiro encontro entre Jay-Z e Linkin Park

blink-182 e Linkin Park tocando “What I’ve Done”

3 Lançamentos para ficar de olho: Liège, Graveola e Kalouv

Liège
Foto: Divulgação

A cantautora paraense Liège é uma das novas vozes da MPB contemporânea. A artista divulgou recentemente o videoclipe para o single “Deixa Ir“, que aborda os saberes da floresta para cuidar da saúde, da alma, da vida.

A canção chegou acompanhada por um videoclipe gravado na Ilha do Mosqueiro, região metropolitana de Belém do Pará, onde a família da cantora nasceu e vive até hoje. A produção acompanha um ritual próprio das matriarcas da família de Liège, que tem origem indígena, evocando de modo poético essa Amazônia ao mesmo tempo ancestral e moderna.

“Deixa Ir” é última faixa a ser lançada antes da chegada do álbum de estreia da artista. Intitulado Ecdise, o disco tem lançamento agendado para o próximo dia 10 de Maio, e, segundo Liège, a nova música é uma verdadeira síntese do trabalho.

Essa música é muito importante pra mim porque resume os caminhos que percorri até a construção de ‘Ecdise’. Depois de passear por vários momentos na minha carreira, precisei voltar às minhas origens, reconhecer de onde vim pra saber pra onde vou. Assim me reconectei com essa ancestralidade e pude entender melhor os caminhos que decidi seguir.

O single traz referências de ritmos afro amazônicos, que se misturam a um som contemporâneo e pop, com beats e sample. A composição nasceu durante o processo de mudança de Liège para São Paulo e foi finalizada em estúdio com o produtor do disco, DJ Duh, o baixista Marcelo Cruz e a cantora e compositora paraense Marisa Brito, que colaborou com a construção da melodia e fez a direção vocal da faixa.

Essa música fala de um momento muito difícil pra mim, que foi a chegada a São Paulo, quando minha família ainda não tinha chegado, eu estava sozinha. Foi um momento em que eu duvidei do meu trabalho, que pessoas se afastaram de mim. No auge de uma crise de ansiedade, eu fiz ‘Deixa Ir’.

Assista abaixo ao novo clipe de Liège, que traz cinco gerações da família da cantora: sua bisavó, sua avó, mãe, ela e sua filha. A direção é de Carol Taveira.

Graveola

Graveola
Foto por Bruna Brandão

O grupo mineiro Graveola está preparando o lançamento de seu novo álbum In Silence, que será lançado ainda este ano pela Deck. Nas últimas semanas, a banda divulgou o segundo single do trabalho, a inédita “Tão Tá“.

A canção é uma parceria entre Luiza Brina, Julia Branco e Gabriel da Luz. Segundo Luiza, “a música é sobre a saudade dos lugares, como a gente os carrega e como tem uma leveza na saudade, nos encontros e nas despedidas”. O vocalista Zelu Braga complementa:

‘Tão Tá’ é uma música pra dançar. Gostosa. Aquela que dá pra dançar agarradinho com alguém ou consigo. Dá pra dançar olhando pro espelho e se elogiando. Dá pra dançar com o pet também. Fala de uma saudade gostosa, tipo brisa de sábado à tarde.

Há 16 anos na estrada, o Graveola aponta agora para caminhos mais profundos com seu novo disco. Em In Silence a banda mescla a energia solar e tropical de sempre com uma serenidade própria da maturidade, adianta Zelu.

Quisemos comunicar com sentimentos profundos, criar uma imagem que fizesse refletir sobre nosso universo interno. Somos múltiplos: esperançosos, densos, sentimos saudade, temos nossas dores de cotovelo [risos]. Esse disco é sobre como soa nosso silêncio dentro.

Kalouv

kalouv
Foto por Hannah Carvalho

Completando 11 anos de estrada, o grupo pernambucano Kalouv lançou no último dia 30 de Abril o seu novo EP. Adaptar-se e entender os limites impostos pela distância, ressignificar os novos desafios e transformá-los em arte. Esse é o mote central de A Medida da Distância.

É neste trabalho cheio de peculiaridades e construído em grande parte do tempo à distância, que a Kalouv propõe um mergulho sobre as dinâmicas do sensível enfrentadas pelos integrantes no período de enclausuramento, conceituou o guitarrista Tulio Albuquerque.

‘A Medida da Distância’ fala sobre esta nova realidade, onde somos conectados por uma espécie de fio virtual. Tivemos que pensar em novos métodos para compor e todas as faixas se referem a isso, construindo uma narrativa sonora sobre um caminho para seguir no meio deste turbilhão.

O registro conta com cinco faixas autorais e instrumentais, e tem produção assinada pelo próprio grupo. Para criar a atmosfera sonora de A Medida da Distância, a Kalouv apresenta uma estética inspirada em trilhas sonoras de jogos e filmes, com elementos que passeiam pelo post-rock, jazz, indie pop, entre outros gêneros.

O EP marca ainda a estreia da nova formação da banda, que agora conta com o guitarrista Matheus Araújo, e apresenta as vozes como texturas sonoras, com coros atmosférico. Para isso, o grupo contou com as participações vocais de Katty Winne, do grupo alagoano de mesmo nome, e Victor Meira, da banda paulista Bratislava.

Além de Túlio Albuquerque (guitarra) e Matheus Araújo (guitarra), a Kalouv é formada por Basílio Queiroz (baixo), Bruno Saraiva (teclado), e Rennar Pires (bateria).

Você pode conhecer o EP A Medida da Distância no player abaixo. O projeto gráfico do lançamento é assinado por Pedro Mooniz.

TMDQA! Entrevista: Iceage fala sobre “Seek Shelter”, um dos melhores discos do ano

Iceage
Foto por Fryd Frydendahl

Desde 2008 em atividade, a banda dinamarquesa Iceage vem conquistando cada vez mais espaço conforme vai encontrando sua identidade mais e mais a cada disco lançado.

A estreia em formato de álbum veio com New Brigade em 2011 e, desde então, o som com raízes Post-Punk foi evoluindo e culmina — pelo menos por enquanto — no excelente Seek Shelter, lançado neste dia 7 de Maio com fortes influências do Rock Alternativo, do Post-Hardcore e um toque necessário de experimentalismo digno de Radiohead.

O trabalho já desponta como um dos melhores e mais interessantes do ano, em especial por mostrar um novo lado da banda. Além de ter adicionado o guitarrista Casper Morilla Fernandez à sua formação, o agora quinteto trabalhou pela primeira vez com um produtor externo no recém-chegado álbum.

E não foi qualquer um: o escolhido foi o lendário Peter Kember, mais conhecido como Sonic Boom, líder da icônica banda Spacemen 3 e produtor de bandas como MGMT e Beach House. O resultado do casamento foi perfeito e, para saber um pouco mais sobre tudo isso, batemos um papo com o vocalista e guitarrista Elias Bender Rønnenfelt.

Confira na íntegra abaixo!

TMDQA! Entrevista Elias Bender Rønnenfelt (Iceage)

TMDQA!: Olá, Elias! Obrigado por falar conosco hoje. Queria começar parabenizando vocês pelo novo disco, um dos melhores do ano e que realmente parece levá-los para uma nova direção. Todos os elementos do passado ainda estão ali, mas de alguma forma eu sinto que esse tem uma atmosfera muito única. Você acha que ter um produtor externo pela primeira vez ajudou a encontrar essa nova identidade?

Elias Bender Rønnenfelt: Nós sempre hesitamos um pouco no que diz respeito a trazer pessoas de fora para o estúdio. O estúdio é meio que um espaço sagrado para nós e tem muita coisa em jogo no que diz respeito a fazer justiça a essas músicas nas quais trabalhamos e sangramos tanto. Todos nós somos grandes fãs do Sonic Boom e do Spacemen 3 desde que éramos adolescentes e alguém nos apontou para uma entrevista na qual ele disse que queria trabalhar conosco, e então ficamos curiosos.

Eu tinha minhas preocupações, já que nunca tinha conhecido o cara antes, tipo, “Será que não vamos nos dar bem?” ou se iríamos brigar na tentativa de levar o grupo para direções diferentes. Felizmente, não foi o caso! Nós nos demos bem instantaneamente e ele se provou meio que um dos nossos. Ele era atencioso quando precisávamos, falava umas merdas quando precisávamos relaxar um pouco e estava sempre cheio de ideias sobre quais pedais, instrumentos ou máquinas nós podíamos jogar na equação.

Durante e entre o processo de ficarmos malucos presos no estúdio, nós ficávamos sempre com dor no estômago de tanto rir no fim da noite!

TMDQA!: Assim que é bom! De uma certa forma, aliás, esse disco tem uma pegada nostálgica bem interessante e confortável. Considerando a pandemia, o lockdown e tudo mais, você acha que rolou uma certa influência nostálgica na maneira como esse disco foi escrito?

Elias: De forma geral eu tendo a rejeitar a nostalgia, eu sinto que vai se tornar uma espécie de algema no tornozelo mas como qualquer humano eu não estou imune a ela. Eu acho que é mais uma melancolia amarga que às vezes se esgueira pelos buracos desse álbum e talvez a nostalgia seja de quem ouve — o álbum foi escrito antes da pandemia e, por tanto, em um mundo no qual era mais fácil se perder. Talvez ele lembre esse mundo de antes!

TMDQA!: Faz sentido. Vocês também adicionaram um novo guitarrista para esse álbum, né? Ter mais um instrumento na banda mudou a forma de vocês fazerem e tocarem música?

Elias: Eu sempre toquei guitarra nos discos, e nós queríamos recriar esse sentimento ao vivo enquanto também dávamos mais liberdade de expressão ao Johan [Surrballe Wieth, guitarrista]. Nós falamos com o Casper Morilla Fernandez e no começo ele era só um membro da banda ao vivo mas acontece que ele não é o tipo de guitarrista que você simplesmente fala como tocar uma música e aí ele faz isso.

Ele é um guitarrista muito inventivo e conforme começamos a fazer as músicas que viraram Seek Shelter ele já era uma parte do tecido criativo do grupo. Ele é genuíno.

TMDQA!: Queria perguntar um pouco sobre a ambientação atmosférica que esse álbum tem, e acho que isso é especialmente verdade em “The Holding Hand”, minha preferida do disco. Muita gente, incluindo eu, vê que vocês estão constantemente evoluindo sua sonoridade e pra mim essa música é um grande exemplo de como vocês conseguem apresentar uma dinâmica muito interessante. O que vocês sentem que faz vocês continuarem evoluindo e buscando novas direções musicais?

Elias: Reinvenção é um meio de sobrevivência, se nos repetíssemos nós certamente iríamos falecer. Só é interessante pra nós quando sentimos que há algum tipo de risco envolvido, que estamos pisando em algum território novo. Mais do que isso, esses discos são reflexões das nossas vidas, então conforme crescemos como pessoas a música também cresce.

Seria bem triste se eu ainda estivesse brincando com as mesmas ideias do que quando eu tinha 18 anos!

TMDQA!: Obviamente, as performances ao vivo são uma enorme parte do que faz o Iceage ser tão interessante. Quão empolgados vocês estão para tocar essas novas canções ao vivo e há planos de uma vinda ao Brasil no futuro?

Elias: Empolgados pra caralho. A ideia de sermos malucos e livres e nos unirmos com o público já parece tão distante depois desse último ano e eu mal posso esperar para voltar.

Eu iria amar demais ir ao Brasil, vamos fazer isso acontecer!

Lançamentos nacionais: REFORME, HARLEM e Loov-U

REFORME
Crédito: divulgação

A banda gaúcha REFORME divulgou nas plataformas digitais o clipe feito para o single “Tentar Outra Vez”, em parceria com o vocalista da Bullet Bane, Arthur Mutanen Tai.

O vídeo foi dirigido por Murilo Amancio e Renan Konrath, e mostra os integrantes se apresentando ao vivo permeados por muitas luzes e cores.

“Acompanhamos o trampo do Bullet Bane há um bom tempo e sempre foi referência pra nós, então quando começamos a falar em fazer um som com outro artista o nome do Arthur Mutanen, vocalista da banda, foi um dos primeiros a aparecer,” conta o vocalista da REFORME, Kelvyn Vinicius, sobre o primeiro feat do grupo.

“A produção dessa música foi um pouco diferente do que vínhamos fazendo nos últimos sons, pois dessa vez quem trabalhou na mix da música foi o Thiago Baggio, que também deu uns preciosos toques finais na pós-produção,” completou o cantor.

HARLEM

HARLEM
foto: divulgação

O cantor e compositor catarinense HARLEM divulgou o lyric video da canção “conversinha”, em parceria com a gaúcha Agostta.

A faixa foi composta pelos dois e produzida por HARLEM, que mistura riffs de guitarra a um beat envolvente no final.

O artista recentemente também apresentou o single “out of hope”, que traz uma sonoridade que se aproxima de artistas de diferentes estilos como Billie Eilish, XXXTentacion, Blackbear, Twenty One Pilots e Machine Gun Kelly.

Loov-U

Loov-U
foto: Bernardo Coelho

O DJ Alex Calderon, que assina artisticamente como Loov-U, reeditou a canção “Estrela”, lançada em Dezembro de 2020, e lançou “Estrela pt.2”.

O artista, que acumula mais de 600 mil streamings no Spotify e tem apenas 16 anos, conta na letra as lembranças da rotina de um casal e a falta que pequenos detalhes causam quando um relacionamento termina.

“No entanto, mesmo que tenha acabado, a história dessas duas pessoas não é simplesmente apagada, ficaria, desse jeito, marcado nas estrelas,” explica Loov-U, que carrega entre suas principais referências na música nomes do eletrônico como Martin Garrix, Mako, Boy in Space e Lauv.

Rashid vocifera contra Brasil atual ao lado de Chico César no clipe de “Diário de Bordo 6”

Rashid
Crédito: reprodução

O rapper paulistano Rashid divulgou nas plataformas digitais o clipe da faixa “Diário de Bordo 6”, em parceria com Chico César e o DJ Caique.

O vídeo foi dirigido por Levi Riera e explora as consequências negativas na saúde mental dos brasileiros diante das notícias ruins na televisão e da má gestão do Governo em tempos de pandemia.

“Eu nunca quis retomar a série ‘Diário de Bordo’. Só que eu não me lembro de ter vivido um período tão conturbado no país desde que tenho consciência de mim mesmo e da sociedade. É impossível, eu, artista que se compromete a espelhar a realidade em sua arte, não trazer tudo isso à tona,” afirma Rashid, que iniciou a série em 2010, com o volume 1, e havia dado a mesma por encerrada em 2015 com o volume 5.

Rashid – Diário de Bordo

Apesar do sucesso com seu público, há seis anos o artista entendeu que o número cinco seria um ato conclusivo. No entanto, os cenários social, econômico, político e sanitário do Brasil atual fizeram com que Rashid sentisse novamente a necessidade de retomar o projeto.

Na letra, ele promove reflexões que passam pela vacinação, negacionismo, racismo e contexto político.

Chico César

“Sabendo do quanto Chico César é um artista politizado e posicionado, enviei para ele o que tinha. Ele acrescentou muito mais riqueza, sentimento e aquela letra incrível”, comenta Rashid.

Eu nunca havia pensado em ter um participação em algum ‘Diário de Bordo’, mas, sem dúvida, ele era o cara pra isso.

“Cada vez mais borram-se as fronteiras e os limites entre os estilos na música brasileira. Penso que essa parceria com o Rashid tem muito a ver com isso. E eu me sinto muito feliz de poder estar ao lado de um artista tão importante para a cena jovem do hip hop. Também quero falar com a juventude que o escuta. E quero que quem segue meu trabalho também o ouça,” destaca Chico.

LEIA MAIS: Rashid lança clipe em quarentena para a faixa “Blindado”; assista

Nova série de Dave Grohl que explora relação de músicos com suas mães já está no ar

Dave Grohl e sua mãe, Virginia

A nova série documental de Dave Grohl e sua mãe, Virginia, já está disponível.

O primeiro episódio de From Cradle To Stage chegou à plataforma de streaming Paramount+ apresentando Dan Reynolds (Imagine Dragons) e sua mãe Christine Reynolds.

Como já te contamos por aqui, a produção é baseada no livro de mesmo nome lançado pela mamãe Grohl em 2017. Cada episódio mostrará Dave e Virginia conversando com artistas e suas mães, relembrando momentos da infância e as aspirações para se tornar músico.

Além de Dan Reynolds, também participaram do programa dirigido por Dave o lendário Geddy Lee (Rush) com sua mãe Mary Weinrib, Tom Morello e Mary Morello, Pharrell Williams e Dr. Carolyn Williams, Miranda Lambert e Bev Lambert, além de Brandi Carlile e Teresa Carlile.

Os outros cinco episódios da série serão disponibilizados semanalmente na plataforma de streaming até o dia 10 de Junho.

Confira abaixo as datas e artistas dos próximos episódios e em seguida assista ao trailer da atração.

13 de Maio: Pharrell e Dra. Carolyn Williams
20 de Maio: Miranda Lambert e Bev Lambert
27 de Maio: Brandi Carlile e Teresa Carlile
03 de Junho: Tom Morello (Rage Against the Machine) e Mary Morello
10 de Junho: Geddy Lee (Rush) e Mary Weinrib

Rag’n’Bone Man lança o aguardado álbum “Life By Misadventure”; ouça

Rag'n'Bone Man
Foto: Divulgação

Rag’n’Bone Man está de volta com uma pedrada!

Três anos após sua estreia com Human, o músico acaba de lançar o novíssimo Life By Misadventure, que chegou nesta sexta-feira (7) pela Columbia. Além dos dois discos de estúdio, o britânico também possui cinco EPs no currículo.

Sob críticas positivas da imprensa mundial, o álbum tem participação da cantora P!nk na faixa “Anywhere Away From Here”, um dos grandes destaques do trabalho. A canção será apresentada ao vivo no BRIT Awards no dia 11 de maio.

Ouça abaixo!

Rag’n’Bone Man – Life By Misadventure

Rag'n'Bone Man - Life By Misadventure
Divulgação
  1. Fireflies
  2. Breath In Me
  3. Fall In Love Again
  4. Talking To Myself
  5. Rag’n’Bone Man e P!nk – Anywhere Away from Here
  6. Alone
  7. Crossfire
  8. All You Ever Wanted
  9. Changing of the Guard
  10. Somewhere Along The Way
  11. Time Will Only Tell
  12. Lightyears
  13. Party’s Over
  14. Old Habits
  15. Anywhere Away From Here

Pearl Jam presenteia os fãs com acervo digital repleto de material ao vivo

Pearl Jam -
Reprodução/YouTube

O Pearl Jam deu um presentão aos seus fãs nesta sexta-feira (8).

A banda lançou uma coleção digital de músicas de 186 apresentações ao vivo, contendo 5.404 faixas individuais. Essa seleção abrange duas décadas de shows do grupo de Seattle, e você pode conferir clicando aqui.

Além disso, a banda também criou o hotsite Pearl Jam Deep, que nada mais é do que uma imersão virtual nesta coleção ao vivo. Ao acessar o acervo (disponível neste link), o público pode pesquisar por seus shows preferidos por categoria e ouvir playlists com a curadoria dos próprios fãs da banda.

Algumas faixas contam ainda com um bônus de descrições de shows escritas por integrantes do Ten Club, um dos mais antigos fã-clubes do Pearl Jam, acrescentando histórias pessoais de fãs para cada álbum.

O mais legal do site é a possibilidade de montar seus próprios setlists, que serão gerados com a caligrafia do vocalista Eddie Vedder. Massa, hein?

LEIA TAMBÉM: Eddie Vedder se emociona ao finalmente pisar em um palco novamente

Pearl Jam ao vivo

Billie Eilish fala sobre veganismo e revela: “nunca comi carne na vida”

Billie Eilish em ensaio para a Vogue
Foto por Craig McDean para Vogue

Billie Eilish falou sobre uma parte bem grande de sua vida durante uma entrevista recente: o veganismo.

À Vogue britânica (via BLITZ), Billie revelou que é vegana desde os 12 anos de idade, e que não teve nenhuma dificuldade de aderir ao estilo de vida. Isso porque, segundo a cantora, ela nunca comeu nenhum tipo de carne.

Eilish ainda falou sobre suas motivações ativistas:

Quando vejo o que se passa na [indústria] alimentar, é difícil voltar atrás [na minha decisão]. E agora, mesmo que eu tenha muitos amigos que comem carne e laticínios e não goste de dizer a ninguém o que devem fazer, não posso saber o que se passa no mundo animal e não fazer nada sobre isso.

Ela ainda completa:

Me tornar vegana não foi difícil para mim, porque nunca comi carne na vida. Não ia propriamente sentir falta de comer carne.

Billie Eilish

A cantora de 19 anos acaba de lançar seu novo single, “Your Power”, que vem com uma baita mensagem sobre abuso.

O novo disco de Billie, Happier Than Ever, chega no dia 30 de julho.

Lançamentos do dia: MF DOOM, com o póstumo “Super What?”, e Weezer, com o excelente “Van Weezer”

MF Doom - rapper
Foto: Divulgação

Morto em Outubro do ano passado, o rapper britânico naturalizado americano Daniel Dumile, mais conhecido como MF DOOM, ganhou o álbum póstumo Super What?, em mais uma parceria com o grupo de Hip Hop Czarface.

Em 2018, eles já haviam liberado o disco colaborativo Czarface Meets Metal Face, em referência à aparência de DOOM, que aparecia publicamente com uma máscara de metal no rosto.

Ninguém esperava pelo lançamento até que o Czarface anunciou o trabalho de estúdio na última quarta-feira (5) e a novidade causou uma verdadeira comoção entre os fãs.

A postagem diz que o novo trabalho de estúdio seria inicialmente lançado em Abril de 2020, quando o rapper ainda estava vivo, mas a pandemia da COVID-19 estragou os seus planos.

Novo Disco de MF DOOM

“O que você vai ouvir foi finalizado, mixado e masterizado no verão de 2020, e é nossa honra e privilégio compartilhar com vocês na sexta. Eu falo por todos os envolvidos quando eu digo que nós nos sentimos extremamente gratos por ter colaborado com o DOOM. Ele era um tipo raro, um insubstituível MC, produtor e visionário. Nós desejamos paz e cura para a família dele, amigos e todos os outros tocados pelos presentes que ele compartilhou com o planeta. MF DOOM PARA SEMPRE!”.

Super What?, que também está disponível em vinil e CD, apresenta dez faixas e traz participações especiais como DMC, que também já faleceu, Del the Funky Homosapien, Kendra Morris e Godforbid.

Apesar de ter falecido em 31 Outubro de 2020, a morte de MF DOOM foi compartilhada pela esposa do rapper somente em 31 de Dezembro, ou seja, dois meses depois.

Antes de sua passagem, o músico fez um remix para a canção “Tonight May Have To Last Me All My Life”, do The Avalanches.

Weezer

Weezer em São Paulo, 2019
Foto por Aline Krupkoski

Em homenagem ao saudoso Eddie Van Halen, o Weezer nomeou seu mais recente álbum como Van Weezer.

O disco sucede Ok Human, divulgado em Janeiro deste ano, o que prova o ritmo acelerado de produção do grupo liderado por Rievers Cuomo.

O disco apresenta dez faixas inspiradas em bandas clássicas como Black Sabbath, Metallica e Aerosmith, carregando uma sonoridade que transita entre as décadas de 1970 e 1980. Não faltam solos grandiosos, batidas eletrizantes e melodias grudentas.

Cassiano, autor de clássico eternizado por Tim Maia, morre vítima da COVID-19

Cassiano na capa do disco Cuban Soul

O Coronavírus levou mais um grande talento da música brasileira: Cassiano morreu aos 77 anos de idade no Rio de Janeiro.

Autor de canções como “Primavera”, eternizada pela voz do gigante Tim Maia, o músico paraibano estava internado desde o final do mês passado em um hospital na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

De acordo com informações do G1, o artista não resistiu às complicações da COVID-19 e morreu hoje (07) mais cedo.

Carreira de Cassiano

Além de “Primavera”, Cassiano escreveu “Eu Amo Você”, também entoada por Tim Maia, e sucessos de trilhas sonoras de novelas da Globo, como “A Lua e Eu” e “Coleção”.

Outras parcerias vieram quando o já saudoso artista escreveu “Mister Samba”, gravada por Alcione, e “Morena”, interpretada por ninguém menos que Gilberto Gil.

Que descanse em paz.

Live Nation já programou para 2022 o dobro de eventos que realizou em 2019

Shows não devem voltar a acontecer no Texas
Foto stock por shbs via Pixabay

A Live Nation, uma das maiores produtoras do mundo, está deixando os amantes da música cada vez mais otimistas.

Com o bom ritmo de vacinação nos Estados Unidos, a empresa programou para o próximo ano o dobro de shows que organizou durante todo o ano de 2019. Pelo visto, eventos de música não serão um problema.

Em uma reunião com investidores (via CoS), o CEO da Live Nation Michael Rapino compartilhou alguns detalhes do planejamento da empresa para o retorno das atividades.

Em todo o mundo, as pessoas estão mostrando a necessidade de sair e socializar mais uma vez, o que reforça nossa expectativa de que um retorno aos shows será a progressão lógica, já que as vacinas estão prontamente disponíveis para todos que quiserem.

Em geral, esse já é o caso nos Estados Unidos, onde estamos planejando com segurança nossas reaberturas, especialmente para shows ao ar livre, e esperamos que muitos de nossos outros mercados importantes sigam neste verão.

Retorno dos shows pós pandemia

Como relata o portal, a empresa de entretenimento segue confiante no retorno da música ao vivo e até agora já confirmou uma série de eventos que devem começar a partir de Julho deste ano.

Entre esses shows estão turnês do Megadeth com Lamb of God, Dave Matthews, Brad Paisley e os festivais Bonnaroo, Rolling Loud e Electric Daisy Carnival, que estão esgotando ingressos em tempo recorde, segundo Rapino.

Já estamos vendo datas de turnê confirmadas para 2022 até dois dígitos em relação ao mesmo período de pré-pandemia de 2019 para 2020.

Muitos desses artistas farão turnês de vários anos, abrangendo os EUA, Europa e, muitas vezes, Ásia ou América Latina, preparando-nos para um forte crescimento de vários anos.

Bandas e artistas como Rage Against the Machine, My Chemical Romance, Roger Waters, Bad Bunny e Rina Sawayama estão previstos para realizarem suas turnês em 2022.

Sepultura: em vídeo, Iggor Cavalera explica bateria do clássico “Refuse/Resist”

Iggor Cavalera
Reprodução/YouTube

Iggor Cavalera, ex-baterista do Sepultura e atual Cavalera Conspiracy, fez a alegria de fãs da sua antiga banda.

Em sua nova série de vídeos no YouTube, a Beneath the Drums, Cavalera tem “desmembrado” músicas icônicas de sua carreira, explicando a criação de cada uma e tocando alguns trechos.

A mais recente é “Refuse/Resist”, do disco Chaos A.D., de 1993. No vídeo, Iggor dá um panorama da dinâmica de criação da faixa, além de explicar alguns termos mais técnicos sobre a bateria da canção.

Assista abaixo!

LEIA TAMBÉM: Eloy Casagrande, do Sepultura, é eleito o baterista mais “mão pesada” do mundo

Iggor Cavalera e Sepultura

Em carta, Nick Cave afirma que “sofrimento nos torna humanos melhores”

Nick Cave no Primavera Sound 2013
Foto de Nick Cave via Shutterstock

Nick Cave divulgou mais uma incrível carta profunda em seu site oficial, o Red Hand Files.

Ao ser questionado por um fã sobre o valor do sofrimento, o frontman do Bad Seeds reuniu toda a sabedoria de seus 63 anos de idade e respondeu (via NME):

O que fazemos com o sofrimento? Pelo que posso ver, temos duas escolhas — ou transformamos nosso sofrimento em outra coisa, ou nos agarramos a ele e, eventualmente, o passamos [para outra pessoa].

Ele continua:

Para transformar a nossa dor, devemos reconhecer que todas as pessoas sofrem. Ao compreender que o sofrimento é a força unificadora universal, podemos ver as pessoas com mais compaixão, e isso de alguma forma nos ajuda a perdoar o mundo e a nós mesmos. Agindo com compaixão, reduzimos o sofrimento líquido do mundo e o reabilitamos, como um desafio. É um ato alquímico que transforma a dor em beleza. Isso é bom. Isso é lindo.

Cave ainda alertou para o perigo de “transferir seu sofrimento”, finalizando:

Não transformar nosso sofrimento e, em vez disso, transmitir nossa dor aos outros, na forma de abuso, tortura, ódio, misantropia, cinismo, culpa e vitimização, agrava o sofrimento do mundo. A maioria dos pecados é simplesmente o sofrimento de uma pessoa passado para outra. Isto não é bom. Isso não é lindo. A utilidade do sofrimento, então, é a oportunidade que ele nos dá de nos tornarmos seres humanos melhores. É o motor da nossa redenção.

Que lindo, hein?

“O meu mantra é sair da caixa”: poderosa e sensual, Carol Biazin lança clipe quente com Luísa Sonza

Carol Biazin e Luísa Sonza
Foto por Lana Pinho

Dona de um dos melhores discos de estreia de 2021, Carol Biazin vem presenteando os fãs pouco a pouco com as canções de Beijo de Judas e a penúltima peça chegou com tudo.

“Tentação” é uma parceria com Luísa Sonza e vem fortemente inspirada pelo Pop dos anos 2000, como a artista conta em entrevista exclusiva ao TMDQA!. Ela aponta o grupo Destiny’s Child, que tinha Beyoncé como integrante, como a principal referência para o novo single que explora com força o lado mais sensual e poderoso das jovens cantoras.

Apesar de ter sua letra composta totalmente por Biazin, a envolvente canção conta com uma contribuição mais do que fundamental de Sonza. Carol explica que “não poderia ter pensado em outra pessoa” para esse feat, e detalha:

A gente já tinha conversado sobre ela estar no meu álbum, só não tinha a música ainda. Quando eu comecei a escrever eu pensei, ‘isso é a cara da Luísa’. Essa coisa de amigas, esse pop ‘divona’. Achei muito a cara dela e ela é muito solícita. Ela faz parte de todo o processo desde o clipe até a gravação de voz. Ela está sempre junto, muito disposta, mesmo ela sendo a pessoa mais ocupada que eu conheço. Ela sempre deu muito apoio!

O resultado agradou bastante todas as partes, e Biazin deixou bem claro que foi bastante tranquilo e libertador expor esse lado de sua vida — afinal de contas, ela está apenas relatando a sua realidade e a pessoa que ela de fato é:

Eu nunca me senti vulnerável durante o processo de criação de ‘Tentação’. Pelo contrário, acho que foi muito tranquilo. Quem nunca caiu em uma tentação? Eu estou falando ali sobre um relacionamento entre duas mulheres que, para mim, é o que eu vivo, eu sou isso. E a ideia é passar essa mensagem de liberdade, sabe? Beije quem vocês quiserem beijar.

Eu me senti muito feliz, na real, por conseguir fazer uma música como ‘Tentação’. Eu achava que era algo que tipo, ‘Eu não posso fazer isso, eu não posso fazer aquilo’. Aí eu pensei que não, eu não vou me pôr na caixa. O meu mantra é sair da caixa e não deixar as pessoas me enquadrarem num potinho. Então, me libertei em ‘Tentação’.

Carol Biazin e Luísa Sonza em “Tentação”

Essa libertação também aconteceu com força no clipe de “Tentação”, que esbanja sintonia entre as amigas e colegas de profissão. Com uma notável atmosfera de sedução e conquista, as duas mulheres dão um show de atuação, mostrando um casal apaixonado.

O processo de gravação do vídeo surpreendeu Carol, sendo muito mais tranquilo do que ela imaginaria:

Eu achei que ia ser super tenso e daria aquele frio na barriga tipo, ‘Ai, meu Deus, tá todo mundo vendo esse beijo aqui e eu preciso fazer um beijo bonito’. Mas, no final das contas, eu e a Luísa somos muito amigas, então a gente ria muito durante as cenas. A gente brincava uma com a outra. Estava todo mundo nessa mesma vibe lá no set, então foi muito natural, muito tranquilo e suave.

Ainda sobre a ótima produção audiovisual, o destaque é certamente o beijo entre as duas artistas. No entanto, isso acontece em grande parte por conta de toda a construção da obra, que vai flertando com a possibilidade até finalmente entregar a euforia que fecha com chave de ouro a química apresentada desde o primeiro segundo.

Mais do que isso, porém, o beijo representa um posicionamento, uma declaração. Infelizmente, vivemos em uma sociedade onde o afeto entre duas pessoas do mesmo sexo ainda incomoda e a mensagem de Carol e Luísa é justamente de questionar os motivos pelos quais isso acontece:

Para mim, é um beijo e muito bonito, por sinal. Mas, eu sei que as pessoas podem se incomodar e o exercício é esse. Se está te incomodando, é por qual motivo? Existem muitos clipes com casais se beijando, homem e mulher, e ninguém questiona isso, sabe? Ninguém fala que é apelativo, ninguém fala que é desnecessário.

Então eu acho que as pessoas têm que se questionar e esse choque, esse questionamento, acaba trazendo uma mudança na cabeça das pessoas. É o que eu espero e é por isso que eu não escondo quem eu sou dentro das minhas músicas.

Beijo de Judas e Artista do Mês

Você já pode conferir o clipe de “Tentação” logo abaixo, ao final da matéria, mas calma que esse ainda não é o fim de Beijo de Judas. Falta uma canção — “Raio X” — para completar de vez o álbum de estreia da paranaense que vem sendo construído aos poucos.

Ao falar sobre a faixa, aliás, Carol nos conta que é “uma das favoritas do álbum” e que está “presa” nela, o que pode ter sido um dos fatores para deixá-la por último. Vale a pena ficar ligado, hein?

E, por fim, não podemos esquecer de dizer que Carol Biazin foi a nossa Artista do Mês do TMDQA! para o mês de Abril. Você pode conferir um especial completo que detalha todo o álbum clicando aqui!

Paul Van Doren, cofundador da Vans, morre aos 90 anos de idade

Paul Van Doren, da Vans

Paul Van Doren, um dos fundadores da icônica marca de vestuário Vans, morreu aos 90 anos de idade. A causa da morte não foi revelada.

A notícia foi dada pelos perfis oficiais da marca nas redes sociais, e nós do TMDQA! lamentamos muito a passagem de alguém que ajudou a criar e solidificar uma das marcas mais parceiras da música e da cultura em todos os tempos.

Conhecida por projetos sensacionais como a Vans Warped Tour, a marca dona de alguns dos modelos de tênis mais famosos do planeta tem presença forte no Brasil e em 2020 patrocinou o Festival Online do Tenho Mais Discos Que Amigos! em parceria com a Powerline.

Sendo assim, não há como não expressar toda nossa dor, tristeza e votos de amor e carinho aos familiares e pessoas próximas de Paul Van Doren, já que desde a fundação da marca em 1966, ela vem se entrelaçando com a cultura e fomentando projetos musicais importantíssimos.

Paul Van Doren e a Vans

Aos 14 anos de idade, quando estava na oitava série, Paul abandonou a escola e sua mãe insistiu que ele conseguisse um emprego em uma fábrica de sapatos, a Randy’s.

Foi em 1966, que ele, seu irmão James Van Doren e o amigo Gordon C. Lee fundaram a primeira Vans, com a fábrica sendo instalada em Anaheim, na Califórnia.

À época do lançamento, havia três modelos diferentes de tênis que variavam entre 2.49 e 4.99 dólares. Ao final dos Anos 70, já eram 70 lojas da marca na Califórnia, sendo que Paul tocou a empresa até 1976 quando James passou a fazê-lo.

Logo abaixo você pode ver a mensagem publicada pelas redes da Vans.

Em 12 de Junho, Paul completaria 91 anos de idade. Que descanse em paz.

É com pesar que a Vans anuncia o falecimento do nosso cofundador, Paul Van Doren. Paul não era apenas um empreendedor; ele foi um inovador. A Van Doren Rubber Company foi o ponto mais alto de uma vida inteira de experimentação e trabalho duro na indústria de calçados.
As tentativas mais ousadas de Paul em design de produto, modelo de distribuição e marketing, junto com o seu talento para números e eficiência, transformaram uma empresa familiar de tênis numa marca reconhecida globalmente.
Enviamos o nosso amor e a nossa força à família Van Doren e aos incontáveis membros da Família Vans que trouxeram o legado de Paul à vida. Obrigado por tudo, Paul. Você deixará saudades.

O dia em que o vocalista do The Hives “deu PT” na casa de Dave Grohl

Dave Grohl e Pelle Almqvist, do The Hives
Fotos via Wikimedia Commons

Quem já assistiu a um show do The Hives sabe que o vocalista Howlin’ Pelle Almqvist é um dos frontmen mais enérgicos do Rock and Roll. E, com toda essa energia, é claro que rola um pouquinho de loucura também.

Falando à NME, o sueco relembrou a história do dia em que Dave Grohl se vestiu como ele para um show no Halloween:

O Foo Fighters fez um show de Halloween e todos eles se vestiram como nós e começaram o set com ‘Hate to Say I Told You So’. Eu vi a filmagem e falei com ele sobre isso — foi incrível que ele tenha feito isso.

Em seguida, Almqvist também contou sobre como os dois acabaram virando amigos depois dessa ocasião. No entanto, o vocalista talvez tenha abusado um pouco da boa vontade de Grohl durante uma festa de Ano Novo na casa do vocalista e guitarrista dos Foos:

Nós somos amigos agora. Eu cantei uma música do AC/DC com ele ao vivo, eu vendi uma guitarra a ele, eu fui à sua festa de aniversário de 50 anos, e eu vomitei na sua casa em uma véspera de Ano Novo enquanto vestia um chapéu feito de uma cabeça de um lobo de verdade. Perdi toda minha dignidade — mas foi uma ótima festa!

Que situação, hein? Felizmente (ou infelizmente?), não há registros dessa noite insana e essa imagem vai ter que ficar por conta da sua própria imaginação. Provavelmente é melhor assim mesmo!

LEIA TAMBÉM: Dave Grohl x Kurt Cobain: músico cria “duelo” de riffs entre Foo Fighters e Nirvana

James Hetfield diz que “não sabe” se tomará vacina contra a COVID-19

James Hetfield, do Metallica, em 2019
Foto de James Hetfield via Shutterstock

Parece que, para a tristeza de muitos, James Hetfield é mais um do time que não tem confiança na ciência por trás da vacinação contra a COVID-19.

Em entrevista do final de Março com o podcast The Fierce Life (via Blabbermouth), que fala sobre armas de fogo como assunto principal, o músico do Metallica foi questionado sobre a possibilidade de fazer turnês ainda este ano.

Na resposta, comentou sobre seu “ceticismo” com o imunizante e se posicionou contra a exigência de um “passaporte da COVID-19”, algo que vem sendo discutido por vários países para liberar a entrada apenas de pessoas vacinadas:

Eu não tenho ideia [se haverá uma turnê]. Não depende de mim. Na verdade depende da segurança de todo mundo — não só dos fãs, mas da equipe e nossa. Eu não tenho certeza do que isso significa no futuro no que diz respeito às vacinas. Eu sou um pouco cético em relação a tomar a vacina, mas parece estar rolando e as pessoas estão tomando e eu tenho vários amigos que tomaram.

Eu não tenho certeza sobre isso. Mas eu espero que não chegue em um ponto em que você precise ter aquele carimbo da COVID no seu passaporte ou algo assim para ir aos lugares. Mas se chegar nesse ponto, aí eu tomo uma decisão. Nós fomos vacinados para ir à África, então não é como se eu nunca tivesse me vacinado antes.

James Hetfield e a Ciência Cristã

Para sermos justos com o músico, vale a pena revisitar seu passado e sua criação com base na religião da Ciência Cristã (ou Christian Science, em inglês). Na própria entrevista, Hetfield menciona que “nunca tomou vacinas quando criança” justamente por conta disso, o que certamente causa uma estranheza.

Essa mesma religião já despertou muita raiva em James, uma vez que sua mãe, Cynthia, escolheu não se tratar com a medicina mesmo quando tinha câncer devido às suas crenças. Foi daí que surgiu a inspiração para canções como “The God That Failed” — “O Deus Que Falhou” — e um certo ressentimento do vocalista e guitarrista com a religião.

Sendo assim, por mais que seja compreensível essa estranheza, fica a questão: se há um exemplo tão claro na vida de James de como essa filosofia não deu certo, por que continuar insistindo e ir contra a ciência de sua forma mais objetiva?

Dessa vez o Papa Het decepcionou, não? Você pode ver a entrevista completa pelo vídeo abaixo.

Sound Bullet se despede de seu segundo álbum com o clipe de “Phoenix”; assista

Sound Bullet
Foto: Pedro Guarilha

Ainda em 2019, a Sound Bullet abriu os caminhos para o excelente álbum Home Ghost (2020) com o clipe de “Shabby” que você pode conferir clicando aqui. Agora, o grupo está de volta para fechar o ciclo do trabalho com a chegada de “Phoenix“.

Na mitologia, a fênix é um símbolo de términos e recomeços. Com a canção inspirada pela história, a banda carioca se despede de seu segundo disco de estúdio. O registro marcou sua estreia pela Sony Music Brasil e um amadurecimento na sonoridade do grupo, sempre guiada pelo math rock, post-punk revival, alternativo e indie.

Novo clipe da Sound Bullet

Com direção e produção assinadas por Lucas Bellator, o videoclipe do novo single traz uma conclusão para a história de como lidar com a solidão e ansiedades levantada no primeiro clipe “Shabby”, resume o vocalista e guitarrista Guilherme Gonzalez.

O clipe termina a história que começa em ‘Shabby’, primeiro single do álbum. Nossa personagem principal, Phoenix, espalha o novo, convencendo pessoas em seu caminho a conhecerem também o que ela traz. Ao mesmo tempo, um outro personagem a persegue, não sabemos por qual motivo.

Nessa busca – sem saber como chegar a ela – ele vai encontrando os sinais que o levam até seu último local conhecido. Acho que, além da história criada e contada pelo pessoal, serve como uma analogia para como o novo sempre encontra seu lugar, ultrapassando o velho sem ter suas amarras.

Além de Guilherme, a Sound Bullet conta com Fred Mattos (baixo), Rodrigo Tak-ming (guitarra), Henrique Wuensch (guitarra e synth) e Pedro Mesquita (bateria). O existir dentro da sociedade, ao lado dos relacionamentos com o mundo e a busca por uma paz interna, dão a tônica do segundo disco do grupo, um passo além nos temas explorados no álbum de estreia Terreno, de 2017, que olhava muito para o mundo externo.

Novo álbum a caminho!

Com o primeiro trabalho, a Sound Bullet circulou por diversas regiões do Brasil e venceu o concurso EDP Live Bands de 2018, que garantiu uma apresentação em um dos maiores festivais de música da Europa, o NOS Alive, além de um contrato com a Sony Music. A gravadora lançará também o seu próximo disco, antecipa Guilherme.

Acho que esse vídeo é uma boa conclusão para todo o projeto. Ficamos um pouco tristes de não podermos tocar ao vivo o disco, mas um dia conseguiremos com certeza. Agora, nos preparamos para trabalhar um álbum em português e alguns singles no caminho. Ainda não temos um nome ou uma data específica, mas ainda esse ano vamos lançar músicas novas.

Assista a seguir ao clipe de “Phoenix”.

Lançamentos Nacionais: Kia Sajo, Lesbiteria, Orquestra Raiz, Qinhones e Ambivalente

Kia-Sajo
Foto por Jean Affeld

A cantora catarinense Kia Sajo traz a solidão da mulher como tema de seu mais recente single, a envolvente “Carmim“. A música é uma parceria de Kia com Lucas Romero e aponta para um norte musical mais moderno, colocando a artista entre os expoentes do trip hop no Brasil.

Ao falar sobre uma mulher desejada, mas presa numa redoma, Kia permite a conexão com o outro. Segundo a cantora, pensar na dor das mulheres que se sentem abandonadas ou desprezadas dentro do seu próprio relacionamento, em paralelo à musa de “Carmim”, tornou a gravação emocionante.

[…] A personagem dessa música é uma dama principal de um cabaré dos anos 40/50, que todo mundo quer beijar, tirar a roupa, mas é uma mulher muito triste, que se acostumou com esse tipo de amor sem valor, violento. Ela é cantada por outro personagem, falando coisas para essa cortesã. É muito emocionante.

A estética do single, que tem mixagem e masterização de Alwin Rhomberg Monteiro, reproduziu com acerto esse cenário dramático desenhado pela letra da música, reforçada pela interpretação da cantora, que consegue passar sentimento, mas também soa relaxada, numa ambiência jazz hop/lofi.

LESBITERIA

Lesbiteria
Foto: Divulgação

O projeto LESBITERIA homenageia as mães lésbicas em “Cosmonauta“. Cheia de afeto, a canção foi composta pela cantora Maranda como parte da primeira edição da campanha COSMONAUTA, que celebra o Dia das Mães em clima de diversidade e inclusão.

Ainda que não tenham muita visibilidade na mídia, famílias LGBTI+ existem. E é por esse motivo que o projeto realizou no último mês de Abril a segunda edição da campanha, exibindo depoimentos de mães lésbicas sobre gravidez, burocracia no registro das crianças, adoção, casamento e sobre ser mãe solo.

Em 2020, a diretora artística Carina Rocha convidou Maranda para compor e interpretar uma música que embalasse toda a visibilidade desse conteúdo emocionante. Foi assim que nasceu “Cosmonauta”, a trilha de um encontro intergalático: as crianças que cruzam o espaço sideral e encontram o amor de suas mães.

A novidade da segunda edição é o lançamento da canção como singles, que chega às plataformas digitais no dia 07 de Maio. Idealizado e produzido por Carina Rocha, e dirigido e montado por Maiara Líbano, o clipe de “Cosmonauta” conta a participação de mães lésbicas de diversas regiões do Brasil.

LESBITERIA é um projeto sociocultural que produz conteúdos musicais e informativos sobre e para mulheres que se relacionam com mulheres, cis e trans.

Orquestra Raiz

Orquestra-Raiz
Foto por Patricia Araujo

O projeto Orquestra Raiz é fruto da troca de saberes e intercâmbio cultural entre o norte-americano Alex Tea e o cearense Klaus Sena. A dupla lançou recentemente o seu novo EP Íris, onde celebra a amizade e a pluralidade de sons e ritmos dessa conexão musical USA-BRA.

Mergulhar em um mar de referências, fundir gêneros, apresentar uma roupagem contemporânea para antigas canções e alcançar inusitadas texturas são algumas das propostas do novo trabalho, que sai via selo Índigo Azul.

Segundo Klaus Sena, Íristem como norte o amor em suas mais diferentes formas, seja entre pessoas ou até mesmo o amor-próprio”. Alex Tea, por sua vez, complementa:

Convidamos o ouvinte a saborear e vivenciar essa viagem de ritmo, melodia, harmonia e poesia. É um trabalho de coração, que celebra a amizade de pessoas de diferentes países, misturando influências de cada um.

Em Íris, o duo passeia pela música popular e regional do Brasil, o roots reggae, old-world, soul e jazz, dentre outros estilos, a partir das próprias referências e vivências de seus integrantes. O EP conta com três autorais e uma versão musical de “Adminimistério”, poema de Paulo Leminski. Dentre as canções, um destaque para a participação da cantora paulistana Kika em “Flor de Maio“.

Qinhones

qinhones
Foto: Divulgação

O músico carioca Qinhones — antes conhecido como Qinho — acaba de alterar seu pseudônimo e já chega preparando uma série de lançamentos para 2021. O primeiro deles chegou recentemente, o single “Garota Mangá“, que se encontra disponível nas principais plataformas.

Composta por Qinhones e Arthur Kunz (Strobo), a música marca a estreia do artista pelo selo LAB 344. Trata-se de canção-ode a uma musa “meio Bjork, meio Binoche” que prega mais fogo e menos romance. Para somar ao clima, o arranjo é recheado por sintetizadores, baixo onipresente e cantos em falsete.

Gravada remotamente, “Garota Mangá” tem produção musical de Diogo Strausz e conta com Curumin na bateria eletrônica e Alberto Continentino no baixo, além de Strausz nos teclados e o próprio Qinhones no violão de nylon. A arte da capa é assinada por Micaela Bravo.

Qinhones, que já lançou 5 álbuns de estúdio e colaborou com nomes como Fernanda Abreu, Mahmundi, Elba Ramalho e o saudoso Luiz Melodia, lança ainda este ano um EP de inéditas com produção musical de Diogo Strausz e Lourenço Rebetez.

Ambivalente

Ambivalente
Foto por Rodolfo Ribeiro

Ambivalente, projeto musical e laboratório criativo do carioca Rodolfo Ribeiro, está de volta com um novo single. Intitulada “Verde“, a canção, que chegou acompanhada por um videoclipe, sai em parceria com o selo Primata e marca o novo momento do projeto.

A música aborda o turbilhão de sentimentos, pensamentos e sensações que só aparecem quando a gente se sente apaixonado, mas Ambivalente resolveu explorar a temática ao seu modo, explica o cantor e compositor.

Gosto de falar sobre amor de uma forma diferente das já abordadas. Mostrar as facetas negativas do amor. É muito comum ouvir músicas que falam sobre o quanto esse sentimento preenche elas. Eu queria trazer também os aspectos negativos do ‘se apaixonar’ na canção. Essa fixação no outro pode virar algo mega problemático.

Tomando a frente da produção musical de seu próprio projeto, Rodolfo aproveitou da liberdade para experimentar novas ambientações, que unem a essência sonora e temática de Ambivalente ao pop alternativo, mpb, música eletrônica e influências que passam por Aphex Twin, Dj Rashad, Vegyn, Tirzah, James Blake, Rosalía até nomes brasileiros como ROSABEGE, Rico Dalasam e Crizin da ZO.

O clipe de “Verde” conecta as temáticas da composição melancólica aos momentos solitários que vivemos em pleno isolamento social. A falta de contato com outras pessoas, o uso excessivo da Internet, ansiedades e angústias são retratadas por ambivalências entre o que é estar bem ou mal.

Dave Grohl estrela comercial de caminhonetes ao som de música do Foo Fighters

Foo Fighters estrela comercial de caminhonete do Ram Trucks
Reprodução / YouTube

O Foo Fighters foi convidado para estrelar um novo comercial da marca norte-americana de caminhonetes RAM.

A propaganda que recebeu o nome de “Rock Star” mostra o líder Dave Grohl narrando um texto sobre a importância de apoiar as crianças a conseguirem realizar seus sonhos.

Enquanto a trilha sonora fica por conta de “Making a Fire”, faixa do novo álbum dos Foos, Medicine at Midnight, o comercial intercala imagens do veículo da Ram Trucks com cenas de pais e professores apoiando as crianças. No final do vídeo, aparece uma foto de Grohl e sua grande incentivadora, sua mãe Virginia.

De acordo com informações da Variety (via Loudwire), o vocalista também gravou dois anúncios extras. Com 30 segundos cada, um foi intitulado “Overtime” e outro de “Best Part”. Eles estão previstos para serem lançados no Dia das Mães e no Dia dos Pais, apresentando outras histórias de estrelas do rock da vida real.

A Stellantis produziu esse ano um comercial do Super Bowl para a Jeep, e convocou Bruce Springsteen para ser o astro da propaganda. Agora, foi a participação de Grohl ao som do Foo Fighters.

O diretor de marketing global da Stellantis, Olivier François, espera que essa campanha seja apenas o início de uma parceria com a banda.

Confira o novo comercial abaixo.

Spotify quer recomendar músicas com base em aspectos físicos do usuário

Spotify em smartphone
Foto via Shutterstock

O Spotify está sempre em busca de recursos inovadores para melhorar a experiência do usuário, mas qual é o limite para ele não invadir a privacidade do seu cliente com essas novas ideias?

Recentemente a equipe do aplicativo foi duramente criticada após entrar com um pedido de reconhecimento de voz que permitiria ao Spotify recomendar músicas a partir do ambiente e das emoções do usuário.

De acordo com o Digital Music News, artistas se uniram e assinaram uma carta destinada à empresa de streaming de música apontando que a patente proposta era “perigosa, uma violação da privacidade e de outros direitos humanos”.

Uma integrante norte-americana do Access Now, organização que defende e estende os direitos digitais de usuários em risco em todo o mundo, a analista de política Isedua Oribhabor argumentou sobre o possível novo recurso do aplicativo.

Não há absolutamente nenhuma razão válida para o Spotify tentar discernir como estamos nos sentindo, quantas pessoas estão na sala conosco, nosso sexo, idade ou qualquer outra característica que a patente alega detectar. Os milhões de pessoas que usam o Spotify merecem respeito e privacidade, não manipulação e monitoramento encobertos.

O diretor jurídico do Spotify, Horacio Gutierrez, foi questionado sobre a patente de reconhecimento de voz e após ser pressionado declarou que a empresa “nunca implementou a tecnologia descrita em nenhum de seus produtos e não tem planos para fazê-lo”.

Nova “patente de vigilância” do Spotify

O argumento utilizado pela profissional do Access Now também se encaixa em outra nova patente sugerida pelo Spotify. Segundo sua descrição, o novo recurso tem como intuito recomendar músicas com base nos aspectos físicos do usuário.

O dispositivo eletrônico filtra a primeira lista de itens de conteúdo de mídia, com base nos dados associados a um usuário para gerar uma segunda lista de itens de conteúdo de mídia. Itens de conteúdo de mídia na segunda lista estão associados com os respectivos atributos.

O dispositivo determina um valor de um ou mais parâmetros físicos do usuário e gera uma lista classificada de itens de conteúdo de mídia com base na segunda lista de itens de conteúdo de mídia, incluindo a determinação de um grau de correlação entre os respectivos atributos dos respectivos itens de conteúdo de mídia de a segunda lista de itens de conteúdo de mídia e o valor de um ou mais parâmetros físicos do usuário.

Um exemplo claro desse novo recurso seria: a partir do momento que o Spotify identificar que você nasceu na metade dos Anos 80, é mais provável que ele recomende músicas de sucesso dos anos 90 para suas listas de reprodução.

O sistema entenderia que provavelmente você ouviu essas músicas durante sua vida e elas te proporcionam um sentimento de nostalgia, e caso tivesse oportunidade você ouviria essas canções.

O Spotify busca com essa nova patente personalizar suas recomendações de música de forma semelhante às sugestões de anúncios do Facebook. Então, quanto mais informações ele souber sobre seu usuário, ele poderá recomendar temas ainda mais específicos. A questão é que muitas pessoas estão tentando justamente fugir dessa modo automático.