Público de festival
Foto de público em festival via Shutterstock

A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem alertado a população de que pode haver uma piora no surto de varíola dos macacos por causa do aumento no número de festivais que acontecem pelo mundo.

O contagioso vírus vem se espalhando pela Europa e, somente no Reino Unido, já foram registrados 190 casos, segundo apontou a Mixmag. Também há registros de infecções nos Estados Unidos e, no último dia 31, o Brasil confirmou o primeiro caso suspeito de varíola dos macacos quando um adolescente procurou atendimento em Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

Ele, que apresentou lesões avermelhadas pelo corpo, boca e região genital, está internado e isolado. Segundo o boletim médico divulgado, o paciente também tem feridas no couro cabeludo e tórax, além de ter manifestado outros sintomas como febre, ínguas na cervical, axilas e virilha.

Risco de festivais

Como os casos aumentam a cada dia, especialistas temem que a temporada de festivais contribua para a propagação do vírus tipicamente relacionado a animais tropicais da região central da África.

De acordo com a OMS, festivais e grandes eventos vão “permitir que determinados contextos amplifiquem a disseminação do vírus”. O diretor da organização na Europa, Hans Henri Kluge, disse:

Como surgem novos pacientes a cada dia, investigações sobre casos passados apontam que os números são crescentes desde meados de Abril. A transmissão vem acontecendo à medida que as restrições contra a COVID caíram no que diz respeito às viagens internacionais e eventos em geral.

Risco de nova pandemia é baixo

Apesar da rápida contaminação, Kluge acrescenta que para o controle da varíola dos macacos não serão necessários os mesmos esforços impostos para conter a COVID. Segundo o médico, o risco de uma nova pandemia “permanece baixo”.

Ruth Milton, também especialista na área, pede para que as pessoas observem sinais:

É importante que nós fiquemos atentos para limitar a disseminação do vírus. Nós lembramos as pessoas que elas devem estar alertas para perceber sinais pelo seu corpo que possam indicar a doença.

A transmissão, de acordo com especialistas, se dá através de contato “muito próximo” com um animal infectado, ou com objetos ou fluidos decorrentes das lesões de um paciente infectado. Se houver suspeita, por exemplo, a recomendação é não dividir toalhas ou qualquer outro tipo de material usado por alguém que possa ter a doença.

Apesar de não ser uma infecção sexualmente transmissível, é notável que a prática sexual aumenta bastante o risco de contaminação, em especial quando realizada sem proteção pois gera contato direto com as lesões, caso elas existam.

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