Wesley Safadão
Crédito: reprodução
 

Na manhã desta quarta-feira (15), Wesley Safadão prestou depoimento na Polícia Civil em Fortaleza a respeito das supostas irregularidades na vacinação contra a COVID do cantor cearense e de sua mulher, Thyane Dantas.

As investigações da Delegacia de Combate à Corrupção (Decor) incluem ainda a produtora do artista, Sabrina Tavares, que também foi ouvida. Por volta das 10h, o carro de Wesley chegou ao Complexo de Delegacias Especializadas, no Bairro Aeroporto.

Uma hora depois, o cantor, que estava acompanhado de um advogado, deixou o local. Em nota, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE) confirmou que duas pessoas depuseram sobre o inquérito policial que apura irregularidades na vacinação de Wesley Safadão, a mulher e uma assessora do músico.

O caso, segundo a polícia, está em fase de conclusão.

Thyane Dantas foi vacinada antes de chegar a vez de sua faixa etária

A investigação teve início uma semana depois que os três envolvidos receberam o imunizante contra a COVID em um dos pontos de vacinação da capital. Na ocasião, Thyane estava abaixo da linha de idade para receber a dose — ela tem 30 anos e, naquele dia, a faixa etária para vacinar era na casa dos 32 ou mais.

A influenciadora digital não apenas furou a fila da imunização em um shopping de Fortaleza como também não estava agendada para o atendimento.

Já Safadão e Sabrina fizeram o agendamento para receber o imunizante no dia 8 de Julho no Centro de Eventos da capital cearense, mas compareceram ao mesmo posto de vacinação onde Thyane recebeu a dose.

Para o Ministério Público, eles teriam se dirigido a outro local para poder escolher o laboratório fabricante da vacina.

Colaboradores cometeram crime de corrupção passiva

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) já concluiu a sindicância que apura a vacinação irregular de Thyane e apontou irregularidades nas ações de três colaboradores do poder municipal, uma servidora pública e dois funcionários terceirizados da Prefeitura de Fortaleza.

De acordo com a decisão da pasta, publicada no Diário Oficial do Município em 6 de Setembro, os três colaboradores cometeram crime de corrupção passiva.

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