Foo Fighters 1995
   

Era dia 4 de julho de 1995 quando chegou ao mundo, de forma até bastante silenciosa, o disco de estreia do Foo Fighters. Ou talvez seja melhor dizer: um disco solo de Dave Grohl, tecnicamente.

Ainda com uma série de elementos do Grunge que fez Grohl famoso com o Nirvana, o disco marcou um dos últimos anos do estilo predominante nos anos 90. O álbum foi o pontapé inicial da carreira de uma banda que ainda mudaria muito o seu som, mas manteria a energia de seu frontman como base em todas as fases.

Do trabalho saíram hits como “Big Me”, “I’ll Stick Around” e “This is a Call”, além de pérolas menos conhecidas como “Oh, George” e “Exhausted”.

História

Meses depois de passar pelo luto de perder seu amigo e colega de banda, Kurt Cobain, Grohl encontrou na música o consolo que precisava para seguir em frente. E, de acordo com o próprio, nem isso ele achou que seria possível, já que se viu em um “limbo” criativamente falando.

Depois de recusar uma série de convites para bandas consagradas, Dave finalmente aceitou tocar em uma premiação ao lado de Mike Watt em 1994. Foi ali que nasceu a ideia de seguir em frente e, agora, à frente de seu próprio projeto. A partir daí, não demorou muito para que o músico resgatasse suas composições e se unisse a um colega para ajudá-lo a trilhar essa nova história. O nome escolhido foi o produtor Barrett Jones, com quem entrou no Robert Lang Studios ainda em 1994 para gravar suas ideias.

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Sem nenhum colega de banda, foi sozinho que Dave Grohl botou a mão na massa e tocou todos os instrumentos nas canções, com uma ajuda aqui e ali de Jones. Em apenas uma semana, a dupla — com uma mãozinha de Greg Dulli na guitarra de “X-Static” – finalizou todo o disco e começou a planejar sua distribuição.

Fugindo da fama

Com um certo trauma de sua história no Nirvana, a ideia inicial de Grohl foi lançar o disco apenas sob o codinome de Foo Fighters (termo utilizado na Segunda Guerra Mundial para descrever objetos voadores não identificados), e com uma tiragem de apenas 100 cópias no começo.

Em janeiro de 1995, Eddie Vedder (Pearl Jam) foi o responsável por mostrar duas inéditas de Grohl ao mundo em seu programa de rádio, o Self-Pollution, e a ideia de Dave acerca de como queria divulgar esses novos passos começou a mudar. Foi após uma performance e uma conversa com Tom Petty, que demonstrou apoio ao disco, que Grohl decidiu recrutar uma banda e investir no “rolê”.

Após ver um show do Sunny Day Real Estate, banda emo que estava chegando ao fim, o músico chamou o baixista Nate Mendel e o baterista William Goldsmith, para semanas depois recrutar o lendário Pat Smith, do The Germs, para as guitarras.

O resto é história…

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