Mãe! com Jennifer Lawrence e Javier Bardem

Quando o filme Mãe! foi lançado, muita gente ficou confusa com a verdadeira mensagem do longa dirigido por Darren Aronofsky.

Com um resultado bem polarizador entre críticos, enquanto alguns não pouparam críticas ao roteiro, outros elogiaram as diversas alegorias bíblicas representadas por Jennifer Lawrence e Javier Bardem.

Agora, em uma palestra feita durante o festival SXSW, Aronofsky resolveu entrar em detalhes sobre sua visão artística.

“Eu queria fazer um filme sobre a mãe natureza e como nós tratamos a mãe natureza,” comentou o diretor sobre a personagem de Lawrence, uma mulher que enfrenta uma série de traumas enquanto vive em uma pacata fazenda com seu marido poeta.

Eu acho que o jeito que tratamos a mãe natureza é incrivelmente desrespeitoso. Nós roubamos, estupramos, xingamos ela. É por isso que Jennifer interpretou a personagem desse jeito. Existe muita emoção.

O diretor também confirmou as especulações de que o personagem de Bardem seria uma alegoria para Deus. “Eu olhei para a Bíblia e para o jeito que o Velho Testamento foi escrito,” comentou. “Quando você pensa sobre aquele Deus… se você não reza para ele, ele te mata. Que tipo de personagem faz isso? Para mim, era sobre interpretar isso em um sentimento humano.”

Ao falar sobre o modo que escreve seus filmes e as críticas contidas neles, Aronofsky fez referência ao governo de Donald Trump.

“Arte é ruptura, especialmente hoje em dia,” disse. “Com todas essas merdas acontecendo, você não tem uma desculpa para fazer filmes vazios.” Ele também pediu para que artistas jovens foquem em “amor humano, e não violência humana”, aconselhando as pessoas para “nunca colocar uma arma na mão de um astro de cinema.”

O diretor também comentou sobre as dificuldades que filmes com mensagens relacionadas à religião enfrentam. Aronofksy também dirigiu Noé, filme lançado em 2014 estrelando Russell Crowe, Jennifer Connelly, Emma Watson, Anthony Hopkins e outros.

Quando o longa foi “testado” em pequenos cinemas americanos, Aronofksy disse que a recepção não havia sido muito boa e que quase perdeu os direitos sobre a edição do trabalho final.

“Em um ponto, eles pegaram o corte de 2h20min e transformaram num filme de 1h20min com música gospel na trilha. O resultado foi ainda pior que o meu,” disse. Mantendo a visão original do diretor, Noé se tornou um sucesso mundial de bilheteria e faturou mais de 300 milhões de dólares.

Você pode conferir outros detalhes da palestra do diretor pelo Variety.

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