Rise Against - Endgame

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Como se tornar a maior banda de hardcore melódico do planeta?
Quem encontrou a resposta para essa pergunta foi o Rise Against, que consolida essa posição com “Endgame”, seu mais novo lançamento.

O álbum, lançado pelas majors DGC/Interscope lá fora e Universal Music aqui no Brasil é o sexto disco de estúdio da carreira do quarteto e saiu oficialmente em Março desse ano.

A produção do disco ficou a cargo de Bill Stevenson, baterista do Descendents e que possui o Blasting Room, um dos estúdios de gravação mais cobiçados pelas bandas do estilo e justamente o local onde “Endgame” foi gravado.
E a participação de estrelas do punk rock não para por aí, já que Matt Skiba do Alkaline Trio e Chad Price do ALL e Drag The River emprestam suas vozes para backing vocals em algumas faixas do trabalho.

Abrindo com a forte “Architects” o Rise Against mostra todo seu peso e abre caminho para “Help Is On The Way”, primeiro single do trabalho e que conta com um clipe tocante, daqueles de fazer você pensar após assistir, com cenas de desastres como o Furacão Katrina.

Essa, aliás, é uma característica forte da banda e isso fica evidente no encarte do disco, que traz trechos do livro The Grapes Of Wrath de John Steinbeck, que se passa durante a Grande Depressão norte-americana e uma família de Oklahoma que é forçada a se mudar para a California devido à crise econômica e acaba sofrendo muito por isso. Algo que casa bem com a arte da capa do álbum, que contrasta campos de plantações com a bandeira norte-americana.

O encarte ainda traz recomendações dos livros Eating Animals de Jonathan Safran Foer e The Shock Doctrine de Naomi Klein e dos filmes Collapse, Countdown To Zero, Capitalism: A Love Story e The Cove.

Com tantas recomendações, citações, letras de música e videoclipes não é besteira dizer que o Rise Against veio do punk/underground e mantém suas raízes, cantando ideais e usando todo seu alcance (que nunca esteve tão grande) para pelo menos permitir que seus fãs possam ter acesso a obras que lhes abram a cabeça sobre questões importantes.

O hardcore melódico acompanhado do característico e elogiadíssimo timbre vocal do vocalista Tim McIlrath continuam ao longo de todo o disco em faixas como “Disparity By Design” e “Satellite”, enquanto “Make It Stop (September’s Children)” conta com um coro de vozes infantis que de acordo com os créditos foi gravado com parentes de Bill Stevenson e outros membros relacionados à gravação.

“Midnight Hands” tem uma introdução roqueira, com um riff de guitarra pesadão e que se destaca em relação a outras faixas do disco e além de mostrar uma característica forte da banda que é a mudança constante de ritmo das músicas, ainda conta com backing vocals de Matt Skiba, do Alkaline Trio.

Coincidência ou não, “Broken Mirrors” também começa com uma guitarra a la rock clássico e tem a participação especial de Chad Price, ALL/Drag The River, nos vocais.

Ao encerrar o disco com “Endgame”, o Rise Against dá continuidade a sua carreira de forma sólida e consistente, já que irá agradar a seus fãs mais antigos e é sem dúvida alguma uma baita alternativa para os fãs de rock tão carentes hoje em dia. Prova disso é que o disco estreou em segundo lugar na parada da Billboard e é o de maior sucesso comercial do quarteto até hoje.

Pra quem gosta de letras de protesto e reflexão, é um prato cheio.

Nota: 8/10

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