The Calling no Rio de Janeiro
The Calling no Rio de Janeiro

fotos por Renata Cunha

A nostalgia tem estado em alta nos últimos meses e isso se provou mais uma vez com o show do The Calling no Circo Voador, no Rio de Janeiro, na última quinta-feira (12). Mesmo sem lançar um disco de estúdio desde 2004, quando saiu Two, segundo álbum da banda californiana, Alex Band, com seus novos companheiros no palco, encheu a tradicional lona carioca para apresentar ao vivo uma enxurrada de hits aos fãs.

Previsto para começar às 22h30, o show só foi iniciado pouco depois do relógio marcar 23h. Mas bastou o cantor de 38 anos surgir no palco que toda a irritação da plateia sumiu de imediato. O grupo abriu a apresentação com “One by One”, faixa presente no já citado Two.

Na sequência, o músico americano cantou o sucesso “Adrienne”, fazendo todo mundo cantar bem alto. A canção do disco de estreia Camino Palmero (2001) foi sucedida por “Our Lives”, que manteve a empolgação dos fãs. O passeio por clássicos do The Calling seguiu com a bela “Could It Be Any Harder”.

Ao final da canção, Alex revelou que a banda havia voado por muitas horas direto da Indonésia para estar ali e agradeceu a receptividade da plateia. Ele, que foi diagnosticado com Mal de Parkinson anos atrás e por isso precisou interromper a carreira, parecia bem disposto fisicamente e mostrava isso para o público.

Muito simpático e com a voz impecável, além de tocar guitarra e violão sem problema algum, Alex deu continuidade à apresentação com “Stand Up Now”, música que estará no novo disco da banda, previsto para sair em 2020.

Depois de uma performance arrebatadora de “Stigmatized”, o cantor rendeu elogios ao público mais uma vez. “Esse está sendo nosso melhor show em bastante tempo”, disse, arrancando gritos e muitos aplausos. Em seguida, apenas o vocalista permaneceu no palco para dar início ao set acústico.

Resenha: The Calling no Rio de Janeiro

Alex pediu a ajuda dos fãs para decidir o que iria tocar. A maioria pedia “If Only” e o artista não decepcionou, apesar de ter deixado claro que não cantava essa música há tanto tempo que poderia dar muito errado.

Após “Things Will Go my Way”, o cantor abriu sugestões para a plateia novamente, que bateu o martelo com “For You”, que ficou famosa por ter sido trilha sonora do filme de 2003 Demolidor, com Ben Affleck. Depois de errar a introdução, Alex contou com a ajuda do público para executar a faixa até o fim.

Com a banda de volta, o repertório foi continuado com a nova “Waiting at Your Gate” e a parceria com Santana em “Why Don’t You & I”. Na reta final do show, vieram “Anything” e “Tonight”, que faz parte do álbum solo lançado pelo cantor em 2012, We’ve All Been There.

Antes de sair para o bis, o The Calling tocou o hino “Wherever You Will Go”, fazendo com que todas as gargantas do recinto se esforçassem ao máximo. Sob uma enxurrada de palmas, Alex e cia deixaram o palco.

No retorno, alguns minutos depois, Band fechou a apresentação, de aproximadamente 1h20 de duração, com o single solo “Only One”, lançado em 2008. Ao se despedir, o vocalista prometeu que voltará ano que vem com o próximo disco. Que seja mais um passo importante nesse processo de reconstrução.

Setlist:

1. “One by One”
2. “Adrienne”
3. “Our Lives”
4. “Could It Be Any Harder”
5. “Stand Up Now”
6. “Stigmatized”
7. “If Only”
8. “Things Will Go My Way”
9. “For You”
10. “Waiting at Your Gate”
11. “Why Don’t You & I”
12. “Anything”
13. “Tonight”
14. “Wherever You Will Go”

Bis:

15. “Only One”