Andy King Fyre Festival
Foto: Reprodução/TMZ
 

Uma história um tanto bizarra e preocupante foi destaque de Fyre, o documentário da Netflix sobre o desastroso Fyre Festival.

Andy King, um dos produtores do evento, admitiu que Billy McFarland, organizador do festival, mandou que ele fizesse sexo oral nos policiais das Bahamas para liberarem o envio de água à ilha onde o evento aconteceria.

De acordo com King, ele chegou a se “preparar” para o ato, o que não foi preciso, já que as caixas foram liberadas eventualmente.

Agora, em entrevista ao TMZ, Andy revela que “implorou” aos produtores do documentário para que removessem a história do roteiro.

Eu fui até os produtores e disse: ‘Olha, eu acabei de falar com meus advogados e meu time criativo. Eles disseram, ‘Andy, você precisa tirar aquilo. Aquilo não pode estar no documentário.’ Mas quando eu sentei com o diretor, ele falou: ‘Não, Andy, você não entende. Sem essa cena, não temos um documentário.’

No fim, ele acabou permitindo que o relato continuasse ali e hoje se diz “grato” por isso.

Eu provavelmente não estaria aqui hoje se a cena fosse retirada. Como eu me tornei esse herói nas redes sociais em uma situação como essa, estou totalmente chocado.

Fyre Festival

Sendo prometido como “um festival de luxo nas Bahamas”, o evento planejava ter um público extremamente seleto, chegando a cobrar cerca de 5 mil reais pelo ingresso diário, com pacotes VIP saindo por 45 mil reais.

No entanto, ao chegar o dia do evento, a estrutura para o Fyre não estava montada e diversos problemas envolvendo voos, aposentos e até mesmo alimentação começaram a aparecer. Com isso, o festival foi “adiado indefinidamente” e dezenas de pessoas acabaram ficando “presas” nas Bahamas, dependendo da disponibilidade de voos para voltar para os Estados Unidos.

Bandas como blink-182, Major Lazer, Disclosure e Migos estavam escaladas para tocar no evento que aconteceria entre Abril e Maio de 2017.

Depois de ser condenado a 40 anos de prisão por fraude eletrônica ligada ao desastroso evento, o fundador Billy McFarland se declarou culpado por mais fraudes envolvendo outros festivais. Sua sentença neste último processo é de 75 anos de prisão.