Paul McCartney em 2017
Foto de Paul McCartney via Shutterstock
 

Numa interessante entrevista concedida à rádio SiriusXM no início do mês, Paul McCartney comentou sobre a fase inicial dos Beatles, o fim do grupo, autoria das músicas atribuídas a Lennon/McCartney, e como John Lennon foi o primeiro a decidir sair da banda.

Teve uma reunião em que John chegou e disse ‘Estou saindo do grupo’. Relembrando isso, percebo que ele tinha chegado naquele ponto na vida dele. Todos tínhamos chegado lá.

Embora a narrativa atrelada à diluição da banda britânica em 1970 seja o confronto entre Paul e Yoko Ono, o tórrido romance da artista japonesa com Lennon e sua influência no trabalho dos Beatles em seus anos finais, o baixista acredita que Ono foi a escolha certa de John e que respeitava isso.

Mesmo nós [a banda] achando que ela fosse invasiva, porque costumava ficar com a gente durante as gravações e nós nunca tivemos nada daquilo antes. Mas relembrando isso, você pensa ‘Esse cara era totalmente apaixonado por ela. E você tem que respeitar isso.’ Então nós respeitamos. E eu respeito.

Paul ainda recordou histórias da época, como a vez em que seu pai, também músico, aconselhou que os Beatles mudassem o conhecido ‘yeah yeah yeah’ do hit “She Loves You”, para a pronúncia correta, ‘yes yes yes’.

“Ele tinha habilidade musical, mas não tinha habilidade no quadril,” brinca. Ao ser perguntado se levou em consideração o conselho do pai, foi direto: “Não.”

O host Howard Stern questionou o músico sobre grupos da época que copiavam seu estilo. Paul, então, conta sobre um rápido encontro com o The Hollies no início dos Beatles durante uma apresentação em Manchester, que resultou nos Hollies aderindo ao visual usado pelos garotos de Liverpool na semana seguinte.

O trabalho mais recente de McCartney, o álbum Egypt Station, lançado no último dia 7, foi pouco comentado na entrevista, com Paul explicando a escolha do título nos minutos finais e admitindo que ele ainda adora turnês – tanto que já tem datas marcadas até o próximo ano.

Sua vinda pro Brasil em 2018 subiu no telhado, mas quem sabe Paul não aparece por aqui em 2019, com a música que faz menção ao país no setlist?

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