Bruno Caliman
Foto: Reprodução / Instagram / Edu Donna
 

Bruno Caliman. Muito provavelmente você nunca ouviu falar no nome desse compositor baiano de 41 anos, mas com certeza já ouviu alguns de seus hits.

O cara escreveu músicas como “Domingo de Manhã” e “Romântico Anônimo”, de Marcos e Belutti, “Camaro Amarelo” de Munhoz e Mariano, “Destino” (Lucas Lucco) e “Te Esperando” e “Escreve Aí”, de Luan Santana.

Com alguns dos maiores sucessos da música sertaneja atual, ele foi o autor que mais faturou no Brasil no último trimestre de 2017 e, como na maioria dos casos, não aparece na imprensa nem de perto como aparecem os intérpretes das suas canções.

Acontece que isso pode estar perto de mudar, e o meio para isso seria o Rock And Roll.

Resgate do Rock

Em entrevista para o G1, Caliman disse que seus ídolos são do Rock, e que sua “essência” está em artistas como Raul Seixas, Renato Russo e Cazuza: “vivi bem os Anos 80.”

Bruno, que já colaborou com artistas fora do sertanejo como Tiê, Luiza Possi e Sophia Abrahão, irá lançar um álbum baseado no Rock, e ele diz que hoje em dia “as pessoas têm medo de falar que são loucas. O rock precisa dessa provocação.”

De acordo com a matéria, suas novas músicas falarão sobre os problemas do país e também sobre o amor, “na perspectiva do comportamento de quem ama, e não do beijo e do toque”:

Antes sabíamos dos sentimentos de grandes artistas, da melancolia do Renato Russo, do exagero do Cazuza. Hoje não sabemos mais. Os artistas se preservam muito. Todo mundo quer ser empacotadinho no discurso. Isso prejudicou o rock.

Bruno ainda diz que não pretende se afastar do trabalho como compositor para os intérpretes famosos, mas que sente a necessidade de mandar seus recados com a própria voz.

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E aí, acha que é de provocação que o rock nacional estaria precisando?

Logo abaixo você pode ouvir o nosso Podcast especial sobre as diferenças e semelhanças entre os “rockistas” e a música sertaneja.