Júlio Victor, do canal Tá Na Capa
 

Senhoras e senhores, caso vocês ainda não o conheçam, existe um canal incrível de música no YouTube chamado Tá Na Capa.

Ele é conduzido por Júlio Victor, que por lá discorre com propriedade sobre questões envolvendo a música nacional e internacional, produção musical, carreira e mais, tudo sem medo de dar a sua opinião e falando de uma forma que prende a atenção do espectador até o final sempre com bons argumentos.

Pois bem, o convidamos para escolher os dez discos que mudaram a sua vida de uma forma ou de outra e, rapaz, definitivamente tivemos a lista mais eclética dessa série por aqui.

Indo de Steve Vai até Lady Gaga passando por Angra e Kanye West, Júlio mostrou o verdadeiro significado da palavra “eclético” e fez um ranking dos mais interessantes.

Veja na sequência.

 

Steve Vai – Passion And Warfare (1990)

Steve Vai - Passion And Warfare

Minha primeira memória de me impressionar com um músico foi assistindo a Steve Vai tocando “For The Love Of God”, e quando pesquisei a fundo me deparei com um disco instrumental conceitual. Algo muito avançado pra minha idade na época, talvez. Isso explodiu minha cabeça para esse lado progressivo, técnico e experimental desde o início da minha vida musical.

 

Emery – I’m Only A Man (2007)

Emery I'm Only A Man

Por muito tempo fui evangélico e existia um dogma escroto: ‘Não se ouve música do mundo’. Nisso procurando bandas cristãs entrei no universo do post-hardcore. Esse disco me ajudou muito a sair da igreja explicando a real do verdadeiro cristianismo, fora que assim comecei a curtir lances mais pesados, gritados. Uma das minhas bandas preferidas até hoje.

 

Esteban – Adios Esteban (2012)

Esteban - Adios Esteban

No ‘boom’ do “emo” eu gostava muito de Fresno e seguia o Tavares no Twitter. Nisso ele soltava umas demos que tinham tudo a ver com os meus dramas amorosos juvenis. Um belo dia, depois de um tempo, tudo aquilo virou um disco que me serviu de terapia por anos. Fora que esse disco resgatou pra mim o valor de outros instrumentos, visto que eu tava viciado na guitarra, colocando-a sempre como o centro de uma composição/produção.

 

Copeland – Ixora (2014)

Copeland - Ixora

Talvez minha banda emo favorita. Esse disco pra mim é uma revolução em termos de produção e mixagem. O álbum tem duas versões, ambas com as mesmas músicas em arranjos diferentes. Quando você dá play nos dois ao mesmo tempo, gera um terceiro disco, arranjo e composição. Tecnicamente genial e sentimentalmente profundo.

 

Lupe de Lupe – Quarup

Lupe de Lupe - Quarup

Em algum momento da minha vida eu tinha uma visão perfeccionista demaaaaais da música. Nisso comecei a ouvir shoegaze com My Bloody Valentine e me apresentaram essa banda. Foi um disco difícil de ouvir no início, tanto pela estética, como pelo tamanho dele. Cada faixa era uma aula sobre noise, desconstrução de timbres de guitarra, bateria e principalmente vocabulário lírico. Foi aí que aprendi a não dar grandes rodeios poéticos pra dizer algo, até mesmo na vida real.

 

Lady Gaga – Artpop (2013)

Lady Gaga - Artpop

Já odiei pop e hoje amo. Artpop tem papel fundamental nisso. Eu já vinha flertando com o gênero faz um tempo, mas ao escutar a voz e mixagem desse disco, percebi que tudo aquilo era muito mais pesado e genuíno que muita banda que eu tava viciado. Nisso meio que mergulhei num universo novo.

 

Kanye West – Yeezus (2013)

Kanye West - Yeezus

Pra mim é o grande rockstar da nossa geração. A forma como ele usa a voz nesse disco em termos de produção, arranjo e saídas criativas é algo fora de série. Esse disco me fez separar meninos dos homens dentre a enxurrada de artistas de rap que eu ouvia na época. Ele é virtuose no gênero e esse disco pra mim é o mais transgressor da discografia. Mudou altos paradigmas meus.

 

Red Hot Chilli Peppers – By The Way (2002)

Red Hot Chili Peppers - By The Way

Eu tava viciado no Live At Slane Castle, DVD que coloriu minha juventude. Talvez por sempre ficar impressionado com o Frusciante esse seja o disco que mais me chamou atenção da banda, sempre. É a pegada mais forte dele na discografia. Muito simples, baseado em loops na maioria das faixas, backing vocal bem encaixados e temas líricos muito duros. Sem dúvidas o auge da banda que me fez despertar a paixão pelo rock em si.

Legião Urbana – Dois

Legiao Urbana - Dois

Quando eu não ouvia rock nacional, naturalmente eu odiava Legião Urbana. Até ouvir esse disco. Eu já gostava de altas bandas pós-punk e percebi que não era muito diferente. Mas a veia poética do Renato Russo era algo fascinante e na época eu estava sedento por boas coisas em português. De tanto procurar em coisa nova, acabei desbravando um mundo inteiro do rock nacional ~dasantigas~ por conta do meu fascínio por esse disco.

 

Angra – Holy Land

Angra - Holy Land

Cada lista que faço de 10 discos não pode faltar uma banda: Angra. Quem me conhece sabe, é minha favorita. Dessa vez escolhi o Holy Land pois foi o disco que me fez entender como que a ousadia da mistura musical gera obras magníficas, principalmente quando os ritmos nacionais são valorizados. Nisso é inegável que o Holy Land é uma obra prima nesse quesito.