Foto: Camila Cara/Lollapalooza
 

O The National fez um dos shows mais emocionantes nesta edição do Lollapalooza Brasil.

Tocando seu repertório melancólico especialmente baseado no último disco, Sleep Well Beast (2017), os americanos levaram uma legião de fãs ao palco principal do evento pouco antes do Pearl Jam, e conquistaram uma boa galera que ainda não conhecia a banda.

Conversamos um pouco com os irmãos Bryce e Aaron Dessner, tecladista e guitarrista respectivamente, sobre a vinda ao Brasil e o show no Lolla. Leia abaixo!

TMDQA!: Obrigado por conversarem com a gente. Vocês tocaram no Rio de Janeiro antes de virem pro Lollapalooza. Como foi a experiência?

The National: Foi incrível, um dos melhores shows do ano, de verdade. A plateia estava inacreditável. Eu amo a energia de vocês.

TMDQA!: Rolou até uma colaboração com o Spoon, que estava tocando na mesma noite lá no Circo Voador. Vocês são amigos do pessoal da banda?

TN: Sim, somos amigos e fãs! Conhecemos eles desde sempre, mas gente não se via há algum tempo.

TMDQA!: Vocês estão animados pra ver outras bandas aqui no Lollapalooza? Vai dar pra curtir o festival um pouco?

TN: Sim! O festival aqui no Brasil é enorme e muito bonito. É um pouco mais “flexível” do que o de Chicago, por exemplo, que também é ótimo. Então, com sorte, vai dar pra assistir a alguns shows sim. A gente ama David Byrne. Acho que o LCD Soundsystem não toca hoje, né?

TMDQA!: Foi ontem!

TN: Pois é. Somos amigos deles também, adoramos a banda. E vamos tentar ver o Pearl Jam mais tarde também.

TMDQA!: Seus últimos discos foram muito elogiados pela crítica. Vocês sentem essa mesma energia e aceitação vindas do público nos shows que têm feito pelo mundo?

TN: De certa forma, nós temos uma relação muito mais próxima com os nossos fãs do que com qualquer tipo de crítica. É com o público que você sente de verdade a resposta para os seus discos, se eles estão sentindo as músicas. É incrível observar isso.

TMDQA!: Mas, em um festival, existe uma necessidade de tocar músicas agitadas e enérgicas pra animar a plateia, ou vocês podem tocar músicas calmas também, que é uma característica do The National?

TN: A gente não se importa de tocar músicas agitadas, nós amamos nossas canções mais rock n’ roll. Em um grande espaço aberto como esse, a gente tende sim a tocar músicas mais aceleradas e menos as baladas. Mas vamos encaixar algumas de vez em quando.

TMDQA!: Sobre política dos Estados Unidos… como é ser um artista por lá ultimamente, com o seu novo presidente? E vocês prestam atenção nisso quando estão compondo?

TN: É difícil ignorar. A gente sente muita raiva, frustração, vergonha… é até meio difícil de acreditar. Agora estamos vendo que existe uma parte dos Estados Unidos que realmente pensa da mesma forma que ele (Donald Trump), porque, pra ser eleito, você precisa ter quase metade do país do seu lado. E isso vai acabar aparecendo nas nossas letras, sim, porque é difícil de ignorar.

TMDQA!: Quando vocês vêm a países como o Brasil, vocês têm preferência por festivais ou shows fechados? Eu acredito que, em festivais, vocês podem conquistar um público maior pra, quem sabe, voltar numa próxima vez e fazer um show solo.

TN: Sim, a gente adoraria vir mais vezes, porque adoramos aqui. Infelizmente não deu tempo na turnê do último álbum. E também é difícil pra todas as bandas americanas, no geral, virem para o hemisfério sul, por causa dos custos altos dessa logística. E os festivais ajudam com isso. Mas, idealmente, queríamos ter um publico muito grande no Brasil pra vir e fazer um show fechado.

TMDQA!: Pra encerrar, queremos fazer a nossa pergunta clássica: vocês têm mais discos que amigos?

TN: Com certeza. Na verdade a gente nem tem muitos amigos além de uns aos outros (risos). Então a gente não se importa de dizer que temos mais discos.

TMDQA!: Vocês colecionam discos ou preferem mp3?

TN: Eu tenho uma coleção enorme de vinis. Mas eu não tenho ouvido muito dela recentemente, porque eu tenho um filho pequeno e ele sempre mexe na agulha e acaba quebrando (risos).

   
 
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