Max Cavalera com a bandeira do Brasil
Foto: Reprodução / YouTube
 

Em 1994 o Sepultura tocou no Hollywood Rock em São Paulo e no Rio de Janeiro, e a apresentação na capital paulista terminou mal para Max Cavalera.

O músico foi preso ao final do show após um baita mal entendido envolvendo a bandeira do Brasil, e a história rendeu bastante na época.

Após a apresentação, Max fez um momento “Rei Leão” com seu filho de um ano, Zyon, e um fã arremessou ao palco uma bandeira do Brasil com o símbolo do Sepultura no meio.

De acordo com o músico, ele apenas pegou a bandeira e saiu do palco, mas poucos minutos depois, no camarim, recebeu a “visita” de diversos policiais que vieram prendê-lo porque disseram que ele havia pisado no símbolo da pátria.

Max Cavalera foi levado até a delegacia, onde foi questionado sobre por que teria cuspido na bandeira, e segundo o próprio, a história chegou ao ponto de ter gente dizendo que ele havia vomitado ou urinado no item enquanto estava no palco.

O então vocalista e guitarrista do Sepultura diz que não fez nada, e em entrevista de 2016 para o programa The Noite, contou sobre o ocorrido, revelando ainda que o fato de torcer para o Palmeiras o ajudou a “fazer uma moral” com o delegado que também era palmeirense.

Antes da música “The Song Remains Insane”, do primeiro disco do Soulfly, lançado em 1998 após a saída de Max do Sepultura, ele usou a gravação de rádio de um jornal que falava sobre como um processo poderia ser aberto por conta do suposto “pisão” e “adulteração” da bandeira.

Uma matéria de época da Folha de São Paulo também abordou o caso e falou que a polícia se apoiou em uma lei de 1971, época mais dura do regime militar no Brasil.

Em tempo, hoje Zyon tem 25 anos de idade e é o baterista do Soulfly ao lado do pai. Não há registros do show do Sepultura em São Paulo, mas no vídeo abaixo, do Hollywood Rock no Rio, é possível ver o mesmo momento “Lion King” ao final da apresentação na Praça da Apoteose (na marca de aproximadamente 59 minutos).

 
Compartilhar