Coldplay no Rio de Janeiro

Foto: Daniel Outlander

Nos dias 7 e 10 de abril, o Coldplay se apresentou no Brasil, respectivamente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Essa foi a quinta passagem da banda britânica por solo nacional e, dessa vez, o grupo veio divulgar o disco A Head Full of Dreams, lançado no final de 2015.

Para te contar um poucos mais desse álbum, da atual turnê e de parcerias futuras, conversamos com Guy Berryman e Will Champion, baixista e baterista da banda, poucas horas antes do show no Maracanã. O resultado você confere logo a seguir.

TMDQA!: Desde Viva La Vida, o Coldplay vem se aventurando e tentando novas sonoridades a cada álbum. Como foi a transição entre o Ghost Stories, bastante sombrio, e o A Head Full of Dreams, da turnê atual, bastante animado e festivo, por exemplo?
Will: Então, quanto ao Ghost Stories, fazer um álbum desse jeito sempre foi uma vontade nossa. Queríamos experimentar algo mais intimista. A vibe que queríamos passar era de um disco que pudesse ser escutado no seu quarto com fones de ouvido. Ao mesmo tempo, também desejávamos voltar para uma atmosfera mais feliz, colorida. Nós não fizemos a turnê do Ghost Stories, então a transição nos parecia sutil vista dessa perspectiva, visto que logo retomaríamos a levada festiva. Nós gostamos é de fazer shows assim, felizes, em lugares como esse, e ter essa sensação de união, de comunidade, entende?

TMDQA!: Sim! O Mylo Xyloto, de 2011, também já indicava esse caminho, certo?
Will: Isso! O Ghost Stories era um sonho antigo, uma chance de criar músicas mais pessoais. Mas iríamos voltar “ao normal” logo em seguida de qualquer maneira, então lançamos o A Head Full of Dreams em sequência.

TMDQA!: Guy, li que você é multi-instrumentista. O baixo sempre foi sua primeira opção? Você gostaria de tocar outro instrumento na banda?
Guy: Olha, ser baixista sempre foi meu sonho. Eu já estudei Engenharia, Arquitetura, mas acabei largando ambos os cursos para seguir o que sempre quis. Sou bem feliz com o baixo, na verdade! [risos]

TMDQA!: Will, você é conhecido por ser “o homem das grandes decisões” do Coldplay. Como é lidar com essa responsabilidade?
Will: Ah, não é bem assim! [risos] Todos nós somos responsáveis pela banda. A questão é que eu sempre sou aquele que discorda da maioria.
Guy: [risos] É…
Will: Talvez seja por isso que eu tenha essa fama! Mas, de verdade, tudo é decidido democraticamente. Eu tenho opiniões muito fortes e gosto de iniciar debates e discussões. Alguém precisa fazer isso, certo?

TMDQA!: É verdade. Vocês dois trabalharam no disco solo do Magne Furuholmen, do a-ha, juntos. Como foi a experiência de gravar Past Perfect Future Tense (2004)? Vocês se divertiram?
Will: Sim! Na verdade, durou só uma tarde. [risos] Nós somos amigos do Magne e do a-ha há muitos anos e ele estava em Londres gravando o Past Perfect Future Tense. Aí fomos lá porque somos também próximos do Martin Terefe, produtor do disco. Acabou rolando na música “Kryptonite”!
Guy: Não havia muito comprometimento, na verdade, não foi planejado! [risos]

TMDQA!: Mas o a-ha é claramente uma das grandes influências do Coldplay como um todo, certo?
Will: Ah, claro! Eles são brilhantes.
Guy: Como compositores também.
Will: Eles fizeram ótimos discos ao longo da carreira e também são uma banda que sempre excursiona, está sempre produzindo, muito talentosos. Eles são uma inspiração pra gente em vários sentidos.

TMDQA!: Há outros artistas os quais vocês gostariam de trabalhar em parceria? Algum ídolo?
Will: A gente teve a sorte de ter feito grandes parcerias. Sempre que há a oportunidade, nós a agarramos, mas aqui no Coldplay somos uma família. Nós adoramos colaborar com outras pessoas, mas acontece que o que mais gostamos é de tocar junto, sabe? Viajar o mundo com a nossa própria banda. Claro que nos espelhamos em muita gente, temos sonhos, mas, no final das contas, nossa maior diversão é tocar junto mesmo! [risos]

TMDQA!: Que ótimo! E sobre estar no Brasil pela quinta vez? Qual é a sensação?
Will: Ah, nós amamos o Brasil! Tocamos em São Paulo há poucos dias e também foi ótimo, mas estamos ansiosos por esse show de hoje porque vai ser o maior do Coldplay por aqui até então!

TMDQA!: Isso significa que deveríamos esperar por algo diferente, alguma surpresa?
Will: Bom, algumas músicas serão diferentes das que foram tocadas em São Paulo, na verdade. Mas, sabe, nós realmente amamos o Brasil. É sempre uma energia ótima e todas as vezes foram distintas. No Rock in Rio, por exemplo, foi indescritível. A gente sempre tenta vir pra cá, sendo muito sincero, porque o retorno do público é maravilhoso e nós gostamos muito dessa troca, dessa sintonia. Então, sim, será bastante especial.

TMDQA!: Minha última pergunta é sobre a escolha da Lianne como companheira de turnê de vocês. Como isso foi decidido?
Will: Então, a gente adorou o trabalho dela e percebemos que ela se encaixaria perfeitamente no que sempre procuramos numa atração de abertura. Quero dizer, o som que ela faz se encaixa ao nosso, mas é diferente ao mesmo tempo, sabe? Não tão diferente a ponto de ser incoerente, mas suficientemente distinto para se destacar. A voz dela é incrível e a banda dela também, então fez sentido.

TMDQA!: E ela também é fã de vocês, né? O que ajuda bastante.
Will: Espero que sim! [risos]

TMDQA!: Falei com ela mais cedo e ela me disse que era bastante fã do Coldplay e que estava muito honrada, adorando a experiência mesmo.
Will: Que ótimo! Nós queremos mesmo que o mundo a conheça e acho que essa é uma oportunidade excelente para isso!

TMDQA!: Como nosso tempo tá acabando, eu gostaria de pedir uma última coisa: vocês poderiam gravar uma mensagem aos fãs através do nosso Snapchat?
Will: Claro que sim! Só que não consigo falar o nome do site perfeitamente! [risos] Pode ser em inglês?

TMDQA!: Sim, claro! Muito obrigada, gente! Bom show!

* NOTA: O vídeo já saiu do nosso Snapchat, mas você ainda pode conferi-lo através do Instagram do TMDQA!logo abaixo

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Um vídeo publicado por Tenho Mais Discos Que Amigos! (@tmdqa) em