
Veja o resumo da notícia!
- YouTube decide que reproduções de músicas na plataforma não serão mais contabilizadas nas paradas da Billboard a partir de 16/11/2025.
- A decisão decorre de uma disputa sobre a metodologia de contagem de streams, especialmente entre assinantes pagos e usuários gratuitos.
- O YouTube defendia uma proporção de 1:1 entre streams pagos e gratuitos, enquanto a Billboard valoriza mais assinantes.
- YouTube alega que a metodologia da Billboard subestima o engajamento dos fãs na plataforma e o papel na descoberta musical.
O YouTube anunciou no final de 2025 que as músicas reproduzidas em sua plataforma deixarão de ser contabilizadas nas paradas da Billboard, e a mudança entrou oficialmente em vigor na última sexta-feira (16) segundo Lyor Cohen, chefe global de música da plataforma do Google.
A decisão, segundo a Pitchfork, é resultado de uma disputa antiga entre o serviço de streaming e a famosa publicação sobre a metodologia de contagem de streams, especialmente no que diz respeito ao peso atribuído às reproduções feitas por usuários assinantes em comparação às reproduções gratuitas com anúncios.
Historicamente, a Billboard atribui maior valor às reproduções feitas por assinantes pagos, sob o argumento de que elas representam maior retorno financeiro para a indústria musical.
Dias atrás, a publicação anunciou uma atualização em sua metodologia, com uma reprodução de assinante passando a equivaler a 2,5 streams de usuários que não são assinantes.
Antes, essa proporção era de 3:1, o que reduzia ainda mais o impacto das reproduções gratuitas nas paradas. Apesar do ajuste, Cohen classificou a fórmula como “ultrapassada” por considerar que ela ignora o alto nível de engajamento de fãs que consomem música sem assinatura paga.
Segundo ele, o YouTube defendia uma proporção de 1:1, tratando todos os streams como equivalentes para fins de classificação.
YouTube deixou de contabilizar reproduções da Billboard
Cohen também destacou que o streaming representa cerca de 84% da receita da música gravada nos Estados Unidos, reforçando o argumento de que o engajamento, e não apenas a conversão em assinaturas, deveria ter maior peso na mensuração da popularidade de artistas.
Do ponto de vista do YouTube, a metodologia atual subestima o trabalho dos artistas na construção de audiência e engajamento dentro da plataforma, especialmente considerando seu alcance global e seu papel na descoberta musical.
Ainda não está claro se o desacordo se limita apenas à proporção entre reproduções pagas e gratuitas ou se envolve também a definição do que é considerado um stream válido sob demanda.
Assim como ocorre em outras plataformas como o Spotify, algumas reproduções automáticas, iniciadas após o término de uma faixa escolhida pelo usuário, podem ser excluídas das contagens oficiais da Billboard.
O que diz a Billboard?
Em nota oficial, um porta-voz da revista afirmou que existem diversas formas para os fãs apoiarem os artistas e que cada uma ocupa um papel específico no ecossistema musical.
A Billboard destacou ainda que suas paradas buscam equilibrar múltiplos fatores, como acesso do consumidor, análise de receita, validação de dados e orientação da indústria, e expressou a expectativa de que o YouTube reconsidere sua posição e volte a colaborar na mensuração da popularidade musical.
A Pitchfork entrou em contato também com representantes do YouTube solicitando mais esclarecimentos, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem.
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