Tecladista do Faith No More revela como se tornou multimilionário
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Veja o resumo da notícia!

  • Tecladista do Faith No More investe primeiro cachê em ações da Apple no início dos anos 90, influenciado pelo namorado.
  • Empresa passava por dificuldades antes do retorno de Steve Jobs, investimento visto como provocação e rebeldia.
  • Após décadas, investimento se multiplica, garantindo independência financeira, mas sem ser objetivo final do artista.

Em entrevista recente ao podcast The Hustle, o tecladista Roddy Bottum, do Faith No More, revelou que se tornou multimilionário graças a uma decisão financeira tomada no início dos anos 1990.

No episódio contado também em seu livro de memórias The Royal We, o músico de 66 anos explicou que decidiu investir todo o seu primeiro grande cachê em ações da Apple e, após um ano e meio em turnê, ele recebeu cerca de R$65 mil, maior valor que Bottum já havia visto na vida.

Como não tinha despesas fixas e logo voltaria à estrada, Roddy decidiu aplicar todo o dinheiro na empresa responsável hoje pela fabricação de iPhones, iPads e MacBooks. Na época, a Apple atravessava um de seus piores momentos no mercado, antes do retorno de Steve Jobs e muito antes do lançamento de seus principais produtos.

A ideia veio de seu então namorado, descrito por Bottum como excêntrico, brilhante e apaixonado pelo mercado financeiro. Mesmo vindo de um meio punk e alternativo, o colega de banda de Mike Patton acompanhava a bolsa por provocação e curiosidade, sem imaginar que aquilo renderia frutos reais (via ThePRP):

“Eu falo sobre isso no livro. Está tudo explicado lá de forma bem clara. Parte da premissa de quem éramos quando crianças, das provocações que fazíamos e da rebeldia que nos consumia em São Francisco naquela época era… Quer dizer, você precisa entender o que era São Francisco naquela época. Era a época dos entregadores de bicicleta. Era a época dos punks. Era a época dos jovens que se vestiam de preto, jovens que eram bem críticos e se mantinham em seus próprios caminhos em termos de arte erudita e ética punk rock erudita.

Então, nós, eu e minha turma, gostávamos de provocar e fazer coisas consideradas extravagantes ou que incomodavam as pessoas. E uma dessas coisas, acredite ou não, era acompanhar a bolsa de valores, simplesmente porque era tão cafona, tão ridículo e tão exagerado. Tipo, que garoto punk, entregador de bicicleta, com dreadlocks e fumante de maconha acompanharia a bolsa de valores? Bolsa de valores? Mas esse era o tipo de garoto provocador que éramos, principalmente esse meu namorado da época, meu primeiro namorado…

Ele era superinteligente. Era um pouco mais velho que eu e meio que me orientava nesse sentido. Ele me mostrou os macetes e me ensinou a ler o mercado de ações, só porque era fascinante e também porque eu sabia que era provocativo e meio ridículo. A gente não tinha dinheiro. Eu não tinha dinheiro. Eu não ia comprar ações, Deus sabe, mas a gente acompanhava o mercado de ações de um jeito meio irritante e depois se gabava disso só para causar polêmica, sabe?

Aí, quando chegou a hora de eu ganhar um pouco de dinheiro com o Faith No More — eu nunca tinha ganhado tanto dinheiro antes. Ganhei 12 mil dólares depois de fazer turnê por um ano e meio seguido. E eu estava em casa, em Los Angeles, visitando minha família para as festas de fim de ano, e alguém me entregou aquele cheque da… Nossa empresa de gerenciamento, que gerenciava o Faith No More na época. Naquela época, foi tipo: ‘Ah, esta é a sua compensação pelo que você ganhou no último ano e meio. Temos um excedente, então todos na banda vão receber US$ 12.000.’ E era mais dinheiro do que eu jamais tinha visto, claro. E meu pai ficou super orgulhoso. Ele disse: ‘Meu Deus!’ Ele não conseguia acreditar que eu ia receber um cheque de US$ 12.000.

E na época eu morava com meu namorado em São Francisco. Morávamos em um apartamento pequeno. Eu não pagava aluguel e ainda trabalhava como entregador de bicicleta e… Íamos sair em turnê imediatamente. Então, eu não precisava daqueles US$ 12.000. E o meu namorado bipolar maluco me convenceu a pegar o cheque de US$ 12.000 e comprar ações da Apple com o dinheiro. E isso foi na época em que as ações da Apple estavam no seu ponto mais baixo. Steve Jobs ainda não tinha voltado para a empresa. Estávamos a anos e anos do lançamento do iPhone. E eu simplesmente comprei essas ações e as deixei lá. É meio estranho mencionar isso no livro. Algumas pessoas leram. Até meus editores leram. Meu namorado leu. As pessoas que leram disseram: ‘Tem certeza de que quer colocar isso no livro?'”

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Tecladista do Faith No More explicou como se tornou multimilionário

Aliás, o investimento de Roddy Bottum, mantido ao longo das décadas, hoje poderia valer quase R$38 milhões. Olhando para trás, Bottum afirmou que não vê a decisão como genialidade, mas como uma coincidência improvável, “como ganhar na loteria”.

Ainda assim, ele reconheceu que assumir riscos e confiar em pessoas fora do padrão sempre fez parte de sua trajetória e que, dessa vez, a aposta rendeu uma recompensa concreta: a independência financeira.

Apesar da segurança proporcionada pelo investimento, Roddy reforçou que continua criando música ativamente e que nunca fez arte por dinheiro. Para ele, a fortuna foi consequência de um risco inesperado, e não o objetivo final.

Ouça o podcast The Hustle com Roddy Buttom logo abaixo!

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