Luke Pritchard (The Kooks) fala sobre primeiro disco do Arctic Monkeys
Luke Pritchard (The Kooks) fala sobre primeiro disco do Arctic Monkeys

Veja o resumo da notícia!

  • The Kooks e Arctic Monkeys lançaram seus álbuns de estreia no mesmo dia, marcando a cena do rock britânico em 2006.
  • Luke Pritchard elogiou o Arctic Monkeys por impulsionar o sucesso do The Kooks, sem rivalidade entre os grupos.
  • The Kooks tinha contrato com gravadora menor e menos expectativa, diferente do Arctic Monkeys.
  • Havia admiração mútua e convivência entre as bandas, apesar das distinções estéticas percebidas.
  • Pritchard sente orgulho de ter dividido o momento histórico com o Arctic Monkeys, um legado influente.

Luke Pritchard relembrou recentemente uma curiosa coincidência na trajetória do The Kooks e do Arctic Monkeys: ambas as bandas lançaram seus álbuns de estreia no mesmo dia, 23 de janeiro de 2006, representando um marco simbólico para a nova cena do Rock britânico da época.

Enquanto Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, da banda liderada por Alex Turner, se tornou o álbum de estreia mais vendido da história da música britânica, Inside In/Inside Out, de Pritchard e companhia, estreou em nono lugar e alcançou posteriormente a segunda posição nas paradas do Reino Unido.

Naquele período, Luke chegou a elogiar a banda de Sheffield por impulsionar o sucesso do disco do The Kooks, destacando que o momento era de entusiasmo coletivo, não de rivalidade. Em entrevista mais recente à Radio X, o vocalista reforçou que nunca sentiu que houvesse competição entre os grupos, justamente por suas diferenças de proposta e contexto.

Disco do Arctic Monkeys parecia Rap, diz Luke Pritchard

Segundo Pritchard, ao mesmo tempo em que o Arctic Monkeys atraía toda a atenção da imprensa, o The Kooks seguia um caminho mais discreto, com contrato com uma gravadora menor e expectativas mais modestas.

Para Luke, o som inicial de seus conterrâneos soava mais duro, quase industrial, com uma abordagem que flertava com o Rap (via NME):

“Eu não pensava muito nisso porque o The Kooks não tinha a pretensão de ser tão grande quanto nós fomos. Tipo, tínhamos um contrato com uma gravadora bem pequena. Todo mundo falava do Arctic Monkeys, ninguém falava da gente, então não nos sentíamos em competição. Eles iam aos nossos shows e nós íamos aos shows deles. A gente meio que se conhecia. É engraçado agora, olhando pelas lentes, você percebe. É uma cena bem parecida, mas eu sentia que éramos tão diferentes. Tipo, na época, estávamos em um espaço completamente diferente. Tipo, para mim, era quase como se eles estivessem fazendo Rap. Era tipo um Rock and Roll Rap, sabe, e era, tipo, muito difícil e, tipo, quase industrial. Tipo, o disco era realmente mixado, tão industrial, aquele primeiro… e nós éramos mais calorosos.”

Concorda? Aproveite para relembrar, ou ouvir pela primeira vez, Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not ao final da matéria!

The Kooks x Arctic Monkeys

Apesar disso, havia uma relação próxima entre as duas bandas, marcada por admiração mútua e convivência nos bastidores. Pritchard, na conversa, relembrou que os integrantes frequentavam os shows uns dos outros e se conheciam pessoalmente, ainda que percebessem claras distinções estéticas:

“Agora, olhando para trás, sinto muito orgulho de termos estado juntos na mesma época que eles. Foi uma época incrível para a música. Eu adorava aquele disco na época. Adoro aquele disco agora. E ele fez com que muitos jovens se interessassem por música com guitarra naquela época e ainda se interessam hoje. Então, eu sentia uma espécie de… irmandade com eles, sabe? É incrível fazer parte desse panteão.”

Com o distanciamento do tempo, Pritchard afirma sentir orgulho de ter dividido aquele momento histórico com o Arctic Monkeys, que atualmente vive um momento mais discreto em termos de produção.

Após o lançamento de The Car em 2022 e a extensa turnê que se seguiu, a banda não anunciou oficialmente novos trabalhos e se mantém em relativo hiato criativo, apesar de terem lançado um single beneficente recentemente.

Ainda assim, o legado construído desde aquele simbólico janeiro de 2006 segue influente, tanto para o público quanto para bandas contemporâneas como o próprio The Kooks.

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