
Billy Corgan, vocalista do Smashing Pumpkins, voltou a causar polêmica ao fazer declarações bem curiosas sobre a indústria musical e o… satanismo.
Durante o episódio mais recente de seu podcast The Magnificent Others, em conversa com o escrito Conrad Flynn, o músico afirmou que, nos últimos 20 anos, a representação mais “satânica” da música não estaria no Rock ou no Metal, mas sim no Pop do mainstream – e não no sentido literal, mas sim simbólico e cultural.
A fala surgiu enquanto Corgan comentava temas como ocultismo, sociedades secretas e identidade artística. Ao relembrar a turnê de um de seus álbuns solo, ele contou que usou figurinos inspirados na maçonaria, sem saber que tinha ligações familiares diretas com esse universo.
Eu me vesti com roupas da maçonaria na turnê, sem ter nenhum conhecimento prévio de que meus ancestrais eram maçons originais.
Segundo ele, um de seus antepassados chegou a construir uma igreja maçônica no estado de Illinois, onde nasceu e ainda vive. Corgan também mencionou que sua família esteve entre as cem famílias fundadoras do mormonismo.
A partir desse contexto, o músico passou a falar sobre o que chamou de “impressão genética” ligada a sociedades secretas e símbolos de poder. “Talvez eu tenha nascido com essa impressão genética. Eu sou atraído por sociedades secretas”, afirmou, acrescentando que já foi abordado por maçons interessados em que ele se juntasse à ordem. Para Corgan, isso se conecta à forma como o público projeta poder e significado em figuras públicas.
Billy Corgan e o “Pop satânico”
Foi nesse ponto que o cantor direcionou suas críticas ao Pop. “Em muitos casos, a representação mais satânica da música nos últimos 20 anos tem sido as estrelas do Pop”, declarou. Segundo ele, isso ocorre porque esses artistas “criam conscientemente uma imagem falsa” e passam a servi-la de forma absoluta.
Eles distorcem seus rostos, suas vozes, e iludem o público, fazendo-o acreditar que são alguém que não são.
Corgan argumenta que esse processo acontece “à vista de todos” e leva a um ponto de dissonância cognitiva no público.
A audiência sabe, em algum nível, que a pessoa em quem quer acreditar de forma idólatra não é real. Então, força uma duplicação dessa idolatria, porque é a única coisa que resta.
Em contraste, o músico defendeu a ética da música alternativa, que, segundo ele, se constrói na imperfeição e na autenticidade. “A música alternativa é o oposto disso. É sobre ‘com todos os defeitos’, é sobre aparecer como você é”, disse.
E aí, você concorda?