Chappell Roan revela seus artistas mais ouvidos de 2024
Reprodução/Instagram

O legado de Brigitte Bardot é marcado por um paradoxo difícil de ignorar. Apesar de ter sido celebrada como símbolo de liberdade sexual e emancipação feminina no cinema francês do pós-guerra, Brigitte construiu, a partir dos anos 1990, uma trajetória pública profundamente associada ao racismo, à islamofobia e ao apoio declarado à extrema direita.

Condenada diversas vezes pela Justiça na França por discursos de ódio contra minorias, ela se tornou, nas últimas décadas, uma figura recorrente em polêmicas envolvendo xenofobia, ataques a imigrantes e elogios a líderes políticos ultranacionalistas como Jean-Marie e Marine Le Pen.

Tal histórico voltou ao centro do debate após a notícia de sua morte aos 91 anos no último domingo (28), especialmente quando Chappell Roan publicou uma homenagem à atriz nos stories do Instagram. Como você pode ver ao final da matéria, a cantora americana revelou que Bardot havia sido inspiração para a música “Red Wine Supernova”, que conta até com uma referência direta a Brigitte no primeiro verso.

Como apontou o site Jezebel, a reação foi imediata e fãs alertaram a artista de 27 anos sobre as posições políticas e declarações discriminatórias de Bardot. Pouco depois, Roan apagou a postagem e se retratou publicamente, afirmando desconhecer as posições que a falecida atriz tomou em seu histórico recente e deixando claro que não concordava com elas.

A controvérsia evidencia o contraste entre a imagem cultural que Bardot consolidou nos anos 1950 e 1960, de musa libertária celebrada por intelectuais como Simone de Beauvoir à figura que ela se tornou nas décadas seguintes.

Embora tenha abandonado o cinema ainda jovem para se dedicar ao ativismo pelos direitos dos animais, causa pela qual recebeu reconhecimento oficial do Estado francês, esse aspecto de seu legado passou a coexistir com declarações racistas, ataques ao movimento #MeToo e manifestações políticas alinhadas à extrema direita.

Não dá para defender, né?

Chappell Roan se desculpa por homenagem a Brigitte Bardot

Na seção de comentários da publicação logo abaixo, muitos fãs optaram por apoiar Chappell. Um deles escreveu:

“Não sei por que as pessoas realmente ficaram bravas com ela. Um monte de gente idolatra pessoas muito icônicas sem saber toda a merda louca que elas fazem e dizem, todos nós somos culpados disso em algum momento.”

Outro usuário da rede social reforçou que as pessoas têm diferentes níveis de informações sobre os mais variados artistas:

“Existe uma tendência de pensar que todo mundo tinha todas as mesmas informações e está atualizado sobre quem foi cancelado ou não. Roan é bem inofensiva, então, talvez ela consiga uma dispensa da multidão dessa vez?”

Será que todo mundo vai deixar passar?

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