Black Sabbath
Foto: Wikimedia Commons

Ozzy Osbourne compartilhou recentemente algumas reflexões sobre o último disco lançado por sua lendária banda Black Sabbath, bem como sobre os últimos shows realizados pelo grupo até o momento.

Em um novo episódio do podcast The Madhouse Chronicles, comandado por ele em parceria com Billy Morrison, o Príncipe das Trevas mostrou seu arrependimento em ter gravado o álbum 13 sem a presença do baterista Bill Ward, que foi substituído nas sessões por Brad Wilk (Rage Against the Machine) e por Tommy Clufetos (da banda solo de Ozzy) durante as últimas turnês do grupo.

Ao comentar o assunto, Osbourne declarou, segundo descrição do Blabbermouth (via Igor Miranda):

Não consigo me lembrar por que Bill não participou. Tenho que ser sincero. Não era realmente o Black Sabbath porque Bill não estava lá. Quero dizer, se você tivesse Ginger Baker tocando com os Beatles, não seria os Beatles.

Ozzy afirmou que a ausência de Brad fez ele sentir que não foi o Black Sabbath que se despediu dos palcos. Ele ainda disse que não descarta um reencontro com os quatro integrantes originais e sugeriu como ele gostaria de fazer um último show com seus companheiros:

Tommy Clufetos fez um grande trabalho, mas ele não é Bill Ward. Não foi o Black Sabbath que terminou a história, ficou como algo inacabado. Se eles quisessem fazer mais um show com Bill, eu aproveitaria a chance. Você sabe o que seria legal? Se fôssemos a uma pequena casa de shows ou algo assim sem avisar, simplesmente subíssemos no palco e fizéssemos isso. Começamos assim e terminaríamos assim.

Black Sabbath e a gravação do disco “13”

Ainda sobre as últimas atividades do Black Sabbath, Ozzy Osbourne apoiou a opinião do guitarrista Tony Iommi e do baixista Geezer Butler sobre a banda não ter tido uma boa experiência trabalhando com o renomado produtor Rick Rubin, responsável pela gravação de 13. O vocalista contou:

Eu o conhecia há muito tempo, bem antes do álbum. Ele sempre dizia: ‘Escute, se vocês voltarem, precisam me deixar produzir o álbum.’ Quando nos reunimos para fazer aquela turnê de 1997, gravamos o álbum ao vivo ‘Reunion’. Tínhamos duas faixas extras de estúdio. Ele foi até lá e simplesmente disse: ‘Eu gosto dessa faixa, mas não gosto dessa’ e saiu. O tempo passou e Sharon disse para mim: ‘Rick Rubin quer que você faça um álbum com ele.’

As faixas extras de Reunion citadas por Ozzy são “Psycho Man” e “Selling My Soul”, e acabaram sendo produzidas por Bob Marlette. Ainda assim, o grupo decidiu recrutar Rubin para 13 e o músico compartilhou detalhes de como foi o processo:

A única crítica que tenho em relação ao álbum é que nenhum de nós teve muita contribuição. Então foi como voltar direto ao início, quando tínhamos Rodger Bain (produtor dos primórdios) e não sabíamos sobre ‘double tracks’ e tudo mais. Se você tem um produtor, você não produz sozinho, porque Tony Iommi basicamente produziria todos os álbuns depois de um certo tempo.

O décimo nono e último disco de estúdio da banda pode não ter agradado tanto os músicos, mas teve uma resposta positiva dos fãs, chegando no primeiro lugar de nove paradas nacionais, incluindo a estadunidense e a britânica. Relembre a ótima “God Is Dead?” ao final da matéria!

Saúde de Ozzy Osbourne e retorno aos palcos

Em tempo, vale lembrar que Ozzy Osbourne tem enfrentado uma série de problemas de saúde delicados nos últimos anos, mas ainda assim insiste que o seu tempo como cantor não chegou ao fim.

No final do ano passado, o músico declarou que ainda tem planos que pretende cumprir antes de se despedir deste planeta:

Eu não estou morto. Eu não vou a lugar nenhum. E eu vou subir [no palco] e fazer mais alguns shows antes de terminar, de um jeito ou de outro.

O músico ainda não anunciou nenhuma data oficial para um possível retorno e muitos estão na expectativa de sua aparição na cerimônia do Hall da Fama do Rock and Roll, onde ele será induzido como artista solo na próxima edição após a entrada do Black Sabbath em 2016.

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