Dua Lipa explora o som psicodélico, sem exageros, em seu novo disco
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Dua Lipa consolidou seu nome entre os fenômenos do Pop com seu elogiado segundo disco de estúdio Future Nostalgia. Agora, nesta sexta-feira (3), após quatro anos do lançamento de seu último álbum, a cantora britânica-albanesa apresentou aos fãs o seu mais novo projeto, o disco Radical Optimism.

A obra sem dúvidas vai agradar seu público fiel, já acostumado com músicas dançantes e letras que refletem sobre os altos e baixos de relacionamentos amorosos. O poderoso vocal de Dua se destaca nas músicas, assim com a influência do talentoso Kevin Parker, que fica nítida com o uso frequente de sintetizadores nas novas canções.

Como foi adiantado pela cantora, seu terceiro disco de estúdio contou com o apoio de um grupo de profissionais – que foram carinhosamente apelidados de “A Banda” – incluindo tanto o líder do Tame Impala como também Danny L Harle, um dos pioneiros da PC Music, Tobias Jesso e Caroline Ailin, sua colaboradora de longa data. Ao lado de Dua, eles trabalharam em oito das 11 faixas do disco.

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Radical Optimism explora o som psicodélico sem exageros

Radical Optimism apresenta ótimas músicas, principalmente pensando em uma sonoridade Pop, mas pode decepcionar quem se empolgou muito com o que foi proposto anteriormente pela artista.

A impressão é que Dua Lipa pode ter se precipitado ao definir o álbum como “um tributo com infusão de Pop Psicodélico à cultura rave do Reino Unido” e ter citado nomes do Britpop e do Trip Hop, incluindo Massive Attack, Primal Scream e Oasis, como inspirações.

Ainda que todas essas influências estejam absolutamente presentes no disco, a cantora parece ter buscado deixar boa parte do álbum mais digerível para o grande público; as referências são entregues de maneira bem mastigada, como se tivessem passado por um grande filtro Pop que impede o disco de atingir todo seu potencial.

Entre as faixas inéditas do trabalho, que foi antecipado pelos singles “Houdini”, “Training Season” e “Illusion”, um dos principais destaques pela inovação no repertório da cantora é “French Exit”, que apresenta um riff de guitarra sofisticado e mostra a intenção de Dua em diversificar sua sonoridade.

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Outro destaque vai para “Maria”, com sua forte linha de baixo que chama atenção instantaneamente, e “Anything For Love” também se diferencia ao contar com conversas dos bastidores das sessões de gravação do disco, além de reforçar o potencial vocal de Dua no início da música, quando ela aparece acompanhada por um piano.

Já “These Walls” é uma das músicas que mais se distancia de toda a atmosfera sonora apresentada pela cantora no sucessor de Future Nostalgia. Isso porque as batidas dançantes são deixadas de lado para apresentar uma canção mais suave, que novamente destaca a voz da artista; outro ponto alto nesse sentido é “Falling Forever”, com uma performance impressionante de Dua.

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Novo disco de Dua Lipa

Talvez os ouvintes estivessem esperando uma Dua Lipa mais radical nas experimentações sonoras do disco – assim como ela foi na capa do álbum, ao aparecer no meio do oceano próxima a um tubarão.

É emblemático que a britânica encerre seu novo disco com “Happy For You”, faixa em que aborda a maturidade de entender o fim de uma relação. Isso porque a sensação que fica é de que ela poderia ter apostado em outras músicas neste formato sonoro ao longo do disco, pois é um dos momentos em que a artista parece estar mais afastada de sua zona de conforto.

Ouça Radical Optimism na íntegra logo abaixo!

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