Solução inesperada? Após queda de popularidade, NFTs podem "salvar" indústria de ingressos — entenda

Indústria da música começa a explorar uso de NFTs para venda de ingressos; Sympla promete mais segurança para fãs a partir de 2024.

NFT

No ano passado, todo mundo descobriu o que era um token não-fungível – NFT, na sigla em inglês – e a tecnologia prometia revolucionar a coleção de games, músicas, obras de arte, trazendo itens exclusivos para fãs.

Em 2023, no entanto, as notícias nesse sentido não foram tão animadoras: as opções de compra de NFTs no Spotify não foram pra frente, o Instagram desistiu da função meses após implementá-la, e um estudo mostrou que 95% dos tokens existentes perderam totalmente seu valor.

Agora, a tecnologia de ativos digitais exclusivos está sendo reaproveitada numa área que há anos busca uma solução milagrosa: a venda de ingressos para eventos ao vivo.

Com o avanço do cambismo e estruturas ruins de filas online que já deixaram muitos fãs sem entradas para ver seu artista favorito, os NFTs são a mais nova aposta de algumas empresas, como a Sympla, para dar mais segurança aos usuários. Entenda como na sequência!

Ingressos de shows podem ser vendidos como NFTs

De acordo com o portal Mundo Conectado, a Sympla, uma das maiores plataformas de venda de ingressos do Brasil pretende implementar bilhetes via NFTs já no primeiro semestre de 2024. Como os tokens usam a tecnologia blockchain, cada ingresso terá características únicas registradas na rede.

Caso não possa mais comparecer ao show, o cliente poderá revender sua entrada ou até mesmo colocá-la em leilão de forma muito mais simples e sem taxas absurdas. Já a empresa emitente poderá rastrear o bilhete, evitando falsificações.

Eventos esportivos também podem usar NFTs

Além disso, segundo este artigo publicado pelo especialista em tecnologia Jon Vlachogiannis, clubes esportivos nos Estados Unidos também já estão testando ingressos em formato NFT.

Um dos diferenciais é a possibilidade dos tokens serem dinâmicos – ou seja, ele se torna outra coisa após a realização do evento. Eles poderiam, por exemplo, dar acesso a vídeos exclusivos do show, descontos na loja oficial dos artistas ou virar um bilhete personalizado para colecionadores, aumentando seu valor de mercado.

Outro ponto importante destacado por defensores dessa ideia nos EUA, como o empresário Mark Cuban, dono do Dallas Mavericks, time da NBA, e um dos tubarões da versão norte-americana do Shark Tank até poucos dias atrás, é a possibilidade dos clubes também ficarem com uma porcentagem da revenda dos ingressos.

Parece promissor, hein?! Mas vem cá: você compraria ingressos para shows via NFTs?